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Variação negativa do PIB no 2º trimestre reflete o consumo das famílias, que não cresceu

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Os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados hoje (1º) mostram uma retração de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro. De acordo com analistas do IBGE, o resultado - que em valores correntes corresponde a R$ 2,1 trilhões - indica 'estabilidade'.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o Brasil atravessava a parte mais aguda da pandemia, o crescimento dos bens e serviços produzidos no País aumentou em 12,4%. Com esse resultado, o PIB do Brasil está no mesmo patamar do final de 2019.

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Segundo o economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça, o fato mais relevante apresentado pelo IBGE na divulgação de hoje foi a falta de crescimento no consumo das famílias. "O que me parece mais importante é olhar para frente considerando os problemas do desemprego, massa salarial e, sobretudo, inflação mais alta, que devem comprometer a recuperação que se esperava no 2° semestre de 2021 e o resultado do ano que vem".

Outra informação que chama a atenção é a queda de 2,8% registrada na agropecuária. "A projeção de crescimento para a agropecuária não chega a 2% em 2021. O efeito do clima está influenciando esse resultado", afima Mendonça.

As secas, geadas e ondas de frio extremo têm sido consideradas por especialistas como efeitos da crise climática que atinge todo o mundo.