Reconta Aí Atualiza Aí “Única política do governo é privatização”, denuncia Fenae no Fórum Social Mundial

“Única política do governo é privatização”, denuncia Fenae no Fórum Social Mundial

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Durante um debate no Fórum Social Mundial, realizado este ano de forma virtual, Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa (Fenae), resumiu a situação dos Bancos Públicos brasileiros: “A única política do governo é a privatização”.

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Entidades de funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil realizaram na quinta-feira (28) um debate sobre os ataques sofridos pelas duas instituições no atual contexto político brasileiro.

“O que temos assistido é um grande ataque contra a Caixa. [Não é algo novo] Ocorreu nos governos Collor, FHC. Por outro lado, tivemos governos em que vimos o potencial da Caixa”, disse Takemoto. “A única política é privatização. O programa econômico [do governo Bolsonaro] para a crise é esse e sabemos que não resolve”.

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Assim, para o dirigente da Fenae, tem se tornado cada vez mais evidente que a luta contra a privatização dos Bancos Públicos se liga à necessidade de que o atual governo seja encerrado de forma antecipada.

“É uma tarefa não só dos funcionários, mas de toda a sociedade. Eles não pertencem a este governo. Cabe ao povo brasileiro decidir os rumos destas instituições”, complementou Rita Serrano, representante eleita dos funcionários no Conselho de Administração da Caixa.

Papel dos Bancos Públicos

O Reconta Aí participou do mesmo debate, através de seu economista e diretor, Sérgio Mendonça, que explicou por qual razão a privatização de instituições financeiras públicas não resolve o problema, mas como pode agravá-lo.

Ressaltando que Bancos Públicos são os “principais fomentadores do desenvolvimento econômico” e que, neste sentido, a política econômica brasileira neste momento se encontra “na contramão do que está acontecendo no resto do mundo”, Mendonça explicou como estas instituições cumprem um papel que os bancos privados não podem desempenhar.

Enquanto os bancos privados buscam lucratividade máxima e rápida, os públicos podem ter outra orientação. O resultado é evidente: “86% dos financiamentos de longo prazo, acima de cinco anos, são realizados por Bancos Públicos”.

Um exemplo foi dado por Débora Fonseca, representante dos funcionários do Banco do Brasil no Conselho de Administração, destacando o papel da instituição no fomento da agricultura familiar, responsável pela produção da maior parte dos alimentos que chegam à mesa das famílias brasileiras. Sem crédito para o setor, não atendido por bancos privados, a tendência é de alta do preço do que produzem.

“Atacar o Banco do Brasil é aumentar o preço do alimento, aumentar a inflação, principalmente para quem gasta um percentual maior da renda com esses produtos”, explicou ela.

Em momentos de crise, os agentes econômicos privados se retraem, por conta das incertezas e riscos. É por isso que o Estado, e seus órgãos, podem – e devem – incentivar a retomada do dinamismo econômico.

“Eles fazem política anti-cíclica. Quando a economia afunda, quem faz o contraponto são os bancos públicos. Fizeram isso em 2008. Se depender apenas do privado”, defendeu Mendonça.

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