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União Europeia quer produtos livres de desmatamento

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União Europeia desmatamento

A fim de desacelerar o processso de mudança climática, a União Europeia apresentou em novembro do ano passado uma proposta de regulamentação sobre produtos livres de desmatamento. Desde então, países que visam exportar produtos para o bloco econômico devem bucar se adequar às regras elaboradas pelos políticos com base nos alertas da Conferência de Glasgow.

Para o Brasil, um grande exportador de commodities, o assunto é importantíssimo já que desde o início do governo Bolsonaro, 34.215 km2 da Amazônia foram desmatados ou queimados (entre 2019 a 2021). Uma área maior do que a ocupada pela Bélgica.

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O Observatório do Clima analisa a proposta da União Europeia

Para o Observatório do Clima - apoiado por mais 34 organizações da sociedade civil ligadas à preservação do meio ambiente - as regras definidas na proposta são boas, mas precisam ser aperfeiçoadas. Entre as melhorias a serem feitas, destaca a expansão do conceito de floresta; a inclusão de outros produtos na lista dos que devem ser averiguados - como algodão, milho e carne enlatada; além da consideração de leis e normas internacionais sobre direitos às terras e territórios, povos nativos (como os indígenas e as comunidades locais), conforme prevê a Convenção no 169 da Organização Internacional do Trabalho.

A lista de mudanças positivas a serem integradas ao relatório é maior e pode ser lida na íntegra no site da organização.

O Observatório do Clima afirma que como essa é a primeira proposta global, deverá servir às propostas semelhantes no futuro. Por isso, pede que ela seja mais ambiciosa na redução do desmatamento e da destruição de florestas ao redor do mundo.