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Trabalhadores param no dia 18 contra desemprego e reforma administrativa

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Imagem do site Recontaai.com.br

Contra a reforma administrativa, servidores públicos  das três esferas - municipal, estadual e federal - marcaram para a próxima quarta-feira (18) uma greve geral. O movimento será reforçado com trabalhadores da iniciativa privada convocados pela CUT e demais centrais e movimentos sociais. Haverá paralisações, mobilização, assembleias, panfletagens e protestos por todo o País.

A realização da greve geral dos servidores públicos no dia 18 de agosto foi decidida durante o Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Público, ocorrido nos dias 29 e 30 de julho. O evento serviu para discutir os impactos da reforma administrativa e aprovar os pontos do plano nacional de mobilização.

A reforma administrativa proposta pelo governo Bolsonaro enfraquece a administração pública e os servidores, além de facilitar a privatização de serviços essenciais para a população. Ela atua em diversas áreas que vão do fim da estabilidade do servidor público até a criação de vínculos precários e possibilidade de privatizações irrestritas, como nas áreas de educação e saúde.

O deputado Arthur Maia (DEM-BA) é o relator da PEC da reforma administrativa.

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Entidades ligadas ao serviço público entregaram na semana passada ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), manifesto contrário à PEC 32/20. Eles defendem a retirada do texto para que uma nova proposta possa ser discutida com mais participação dos servidores públicos.

Alice Portugal, deputada pelo PCdoB-BA e coordenadora da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público é enfática ao dizer que reforma ataca o servidor e prejudica os mais pobres que precisam do serviço público. "O ideal é que outro texto pudesse ser construído a muitas mãos, para desenhar, de fato, o estado brasileiro”.

Outro integrante da frente, deputado Rogério Correia (PT-MG), destaca que o objetivo da reforma é privatizar o serviço público. Ele também questiona o impacto das mudanças na saúde, educação e segurança públicas.

“O centro do modelo é fazer cooperação com entidades privadas, tem que saber se esse modelo funcionou em outros lugares. Queremos que o [ministro] Paulo Guedes nos desse explicação”.

Em entrevista ao Reconta Aí, o professor Israel Batista, presidente da Frente Servir Brasil, disse acreditar na aprovação das emendas que favorecem o servidor. Para ele, as emendas são capazes de garantir a continuidade dos concursos públicos, sem voucher na saúde e educação.