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Trabalhadores não querem ser "empresários", querem carteira assinada

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Décimo terceiro salário, férias remuneradas, previdência: 7 de cada 10 trabalhadores informais desejam ter carteira assinada e direitos trabalhistas. Os números revelam que a farsa do empreendedorismo está chegando ao fim, e que a segurança de ter um salário constante é o desejo dos trabalhadores brasileiros, mesmo entre os que têm CNPJ.

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O dado foi auferido por meio da Sondagem do Mercado de Trabalho, realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). A pesquisa foi lançada na última terça-feira (6) e será publicada trimestralmente, mostrando as tendências do mercado de trabalho.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período em que a pesquisa foir realizada - entre agosto e outubro - o contingente de trabalhadores por conta própria era de 38,964 milhões.

Os motivos pelos quais os trabalhadores querem ser contratados segundo as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) são diversos, porém, o mais citado entre os respondentes da pesquisa está o rendimento fixo (33,1%), seguido por benefícios (31,4%).

Na contramão da maioria, os que preferem trabalhar por conta própria apontam como vantagens a flexibilidade do horário de trabalho (14,3%) e a possibilidade de ganhar mais (11,9%).