Pular para o conteúdo principal

Trabalhadores de aplicativos iniciam paralisações a partir de hoje (29)

Imagem
Arquivo de Imagem
trabalhadores de aplicativos

Trabalhadores de aplicativos anunciaram uma série de paralisações e manifestações a partir desta terça-feira (29). A mobilização, que já ocorreu outras vezes e é chama de "breque dos apps", deve acontecer em ao menos 16 cidades do país. Desta vez, a interrupção das atividades vem sendo chamada, em algumas localidades, de "apagão dos aplicativos".

As paralisações envolvem motoristas e entregadores, majoritariamente vinculados a três empresas: Uber, iFood e 99. A organização dos atos é difusa - sem entidades formais capitaneando as convocações, que ocorrem através de grupos de mensagens dos trabalhadores.

Leia também:
- A mamata está no ar: deputado denuncia gasto milionário de Bolsonaro em avião presidencial
- Após 11 anos de espera, piso salarial dos agentes comunitários de saúde é aprovado na Câmara dos Deputados

Originalmente, entregadores planejavam uma paralisação para o dia 1º de abril. Motoristas, por sua vez, vinham debatendo mobilizações no dia 29 de março. Os dois grupos decidiram se unir. Em cada localidade, as datas das mobilizações e sua composição variam. Em algumas, manifestações devem ocorrer todos os dias entre as duas datas.

Motoristas e entregadores demandam melhores condições de trabalho, aumento da remuneração por cada corrida ou entrega. Como pano de fundo, o aumento dos combustíveis tem pesado nos custos de operação dos trabalhadores - responsáveis por arcar com esses gastos.

Páginas e perfis que convocam para a mobilização pedem que os consumidores não façam pedidos de comida ou de traslado, especialmente no dia 1º de abril, deem avaliações negativas às empresas nas lojas de aplicativos e utilizem a hashtag nas redes sociais.

As cidades em que estão previstas paralisações são: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Carapicuíba (SP), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Aracaju (SE), Teresina (PI), Manaus (AM), Recife (PE), Porto de Galinhas (PE), Vitória de Santo Antão (PE), Caruaru (PE), Garanhuns (PE), Petrolina (PE), Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR).  

Não há estimativa de quantos trabalhadores de aplicativos irão aderir em cada localidade.