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Trabalhadores da Eletrobras entram em greve por tempo indeterminado

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Caos, insegurança e medo: essas foram as três palavras utilizadas no Boletim Intersindicais Furnas para definir o cotidiano dos eletricitários da Eletrobras nos dias que antecederam a decisão da greve em defesa de direitos.

A categoria começou ontem (17) uma paralisação por tempo indeterminado. A pauta é em defesa de direitos trabalhistas e contra as mudanças propostas pela empresa no plano de saúde dos eletricitários. A greve também é contra a coação que os trabalhadores e trabalhadoras da empresa vêm sofrendo, uma situação que segundo eles têm se agravado durante a pandemia.

Em nota, a Associação dos Empregados da Eletrobras (AEEL) explica que a empresa vem tentando mudar o plano de saúde estabelecendo cobranças abusivas, além de estar "alterando de forma unilateral resoluções
internas que só poderiam ser feitas mediante negociação com as entidades sindicais". A nota afirma que tais mudanças visam tão somente a privatização da Eletrobras e acusa a empresa de estar extrapolando limites éticos e legais.

De acordo com a CUT, as bases da empresa no Rio de Janeiro (Santa Cruz, Grajaú, Angra dos Reis, Escritório Central (B.M.); Distrito Federal (Brasília, Gurupi, Serra da Mesa); Espírito Santo; Goiás (Aparecida de Goías, Rio Verde, Itumbiara); Minas Gerais (Marimbondo, Poços de Caldas, Itutinga); e em São Paulo (Campinas, Estreito e Itabera) começaram a semana com faixas em apoio à greve.

Impacto da greve para os consumidores

Os trabalhadores não relataram que haverá qualquer impacto para os consumidores, mas alertam que caso a privatização da Eletrobras aconteça, haverá perdas. Segundo eles, as tarifas subirão e o serviço prestado ficará abaixo do que é prestado hoje.

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