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Trabalhador gasta mais da metade do salário mínimo para comprar cesta básica

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No último mês de 2020, a cesta básica de alimentos consumiu mais da metade (52%) de um salário mínimo. A pesquisa se baseia na variação de preços verificados nas 27 capitais do País, detectada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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Em termos comparativos, no primeiro mês do governo do Bolsonaro – janeiro de 2019 – eram necessários cerca de 40% de um salário mínimo.

“A cesta básica de alimentos, que custava pouco mais de 40% de um salário mínimo no início do governo Bolsonaro, passou a exigir mais de 52% ao final do segundo ano de governo. Ou seja, o trabalhador que ganha um salário mínimo no Brasil tem que destinar, em média, mais da metade do salário apenas para comprar uma cesta mensal de alimentos, e tem que se virar com o resto para pagar habitação, transporte, limpeza, educação”, critica  Emilio Chernavsky, doutor em economia pela USP.

Em termos mais concretos, em dezembro de 2020 se gastava, em média, cerca de R$ 546 no conjunto de alimentos necessários para a subsistência mensal de uma pessoa adulta.

São Paulo apresentou o maior preço para a cesta básica em dezembro: R$ 631. Já Aracajú teve o menor, R$ 453.

“O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta para o conjunto das capitais, considerando um trabalhador que recebe salário mínimo e trabalha 220 horas por mês, foi, em dezembro, de 115 horas e 08 minutos, maior do que em novembro, quando ficou em 114 horas e 38 minutos”, descreve a pesquisa do Departamento.

Quando é levado em conta o salário mínimo líquido, ou seja, após os descontos, 56,57% do valor foi gasto em média para comprar os alimentos básicos.

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Carne bovina, manteiga, leite e arroz foram produtos que compõem a cesta básica que tiveram curva geral ascendente durante o ano de 2020, impactando para o aumento verificado.