Pular para o conteúdo principal

"Todas vezes que perdi, respeitei quem tinha ganho", diz Lula em encerramento de GTs

Imagem
Arquivo de Imagem
Lula

Os grupos de trabalho que compuseram o processo de transição encerraram seus trabalhos nesta terça-feira (13), em uma cerimônia realizada no Centro Cultural Banco do Brasil, sede do gabinete de transição em Brasília.

"Teremos uma radiografia perfeita do estrago feito nesse país. A palavra correta é estrago", declarou o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista também agradeceu o trabalho da imprensa.

Lula, em sua fala, chamou Jair Bolsonaro (PL) de "figura irracional" e voltou a responsabilizar o atual presidente por parte das mortes ocorridas por conta da covid-19. "Ele está mostrando o que é agora. Eu perdi três eleições. Um dia eu ganhei. Todas as vezes que eu perdi eu respeitei quem tinha ganho. Ele continua negando os resultados eleições".

Leia mais:
- Bolsonaristas tocam o terror em Brasília e ninguém vai preso
- Festival do Futuro: Confira o line-up da posse de Lula

O futuro presidente responsabilizou diretamente Bolsonaro pela violência e pelos crimes ocorridos no dia anterior em Brasília: "Ele segue o rito que todos fascistas seguem no mundo. Esse grupo veio para negar".

Os diversos Grupos de Trabalho entregaram relatórios com diagnósticos e sugestões para cada uma das áreas. Aloizio Mercadante, coordenador técnico do gabinete de transição, agradeceu ao Tribunal de Contas da União (TCU) pelo auxílio prestado, e afirmou que parte dos trabalhos continuam.

"A assessoria jurídica continua trabalhando", disse, em referência a trâmites burocráticos necessários para a posse e início do novo governo.

O senador eleito e futuro ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB-MA), lembrou que a data de encerramento dos trabalhos tem uma simbologia na história brasileira, por conta da edição do Ato Institucional nº 5 em 1968, em especial após os atos violentos na capital federal: "Este 13 de dezembro de 2022 é a prova de que o Brasil nunca mais vai viver aquele 13 de dezembro do AI-5. A democracia venceu e vai continuar vencendo".

"Vamos fazer a maior posse presidencial da História, com o Festival do Futuro. Não há o que temer. É necessário firmeza, mas também tranquilidade. A principal garantia da democracia é a soberania popular", complementou Dino.