Pular para o conteúdo principal

Tensão institucional: Governadores pedem reunião com Bolsonaro para discutir crise

Imagem
Arquivo de Imagem
Bolsonaro

O Fórum Nacional de Governadores se reuniu na manhã desta segunda-feira (23) no Palácio dos Buritis - em Brasília - e decidiu tentar uma agenda com os líderes do Supremo Tribunal Federal (STF), da Câmara dos Deputados e do Senado, além do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Os encontros visam buscar harmonia entre os poderes e também mostrar ao presidente Bolsonaro os impactos negativos que os conflitos entre as instituições causam ao País.

VEJA TAMBÉM:
- Governadores propõem criação de 'Pacto pela Democracia'
- A casa caiu: Bolsonaro não consegue diminuir déficit habitacional

A crise entre os poderes foi posta em pauta e norteou o encontro dos chefes dos estados três dias após o presidente Jair Bolsonaro entrar com um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto foi protocolado no Senado Federal.

"Vamos sair desse encontro de hoje com o pedido de uma agenda com o presidente da República Jair Bolsonaro. Vamos colocar por parte dos governadores a defesa do diálogo, na expectativa de criarmos um ambiente adequado para evitar uma piora na economia com impacto no social", disse o governador do Piauí, Wellington Dias, que também é coordenador do Fórum.

"Todos os estados compreendem não só em relação à inflação ou em relação à subida de juros, que isso causa um forte impacto no País. Há necessidade de ter medidas que possam garantiar a condição de um ambiente adequado", prosseguiu.

Para o governador Ibaneis Rocha, anfitrião do Fórum, é necessário buscar uma interlocução com os poderes para que os estados possam ser ouvidos.

“Tratamos da situação em que vive o País e da necessidade de se fortalecer a nossa democracia como um todo. Surgiu a proposta de nós, pela harmonia dentro do nosso grupo, ajudar nessas relações que existem entre Executivo, Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional”, defende.

O Fórum - realizado de forma presencial e virtual - discutiu também temas como impostos sobre combustíveis, tarifas de energia e a criação de um fundo público ambiental.