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Taxa de juros em alta: Copom eleva Selic para 9,25% ao ano

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banco central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, aumentar a taxa Selic - os juros básicos da economia - de 7,75% para 9,25% ao ano. Esse foi o sétimo reajuste consecutivo na taxa Selic. O anúncio feito nesta quarta-feira (8) era esperado pelo mercado financeiro em decorrência do aumento da inflação.

O atual ciclo de alta da Selic começou em março deste ano, quando a taxa subiu de 2% para 2,75% ao ano.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para 2021, a meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 10,67%, no resultado acumulado de 12 meses encerrados em outubro deste ano.

No comunicado divulgado após o término da reunião de hoje, o Copom informou que "entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante, que inclui os anos-calendário de 2022 e 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego".

Ainda no mesmo informe, o Comitê ressaltou que, para a próxima reunião, "antevê outro ajuste da mesma magnitude".

"O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária".

Reuniões 

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a taxa.