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Taxa de desemprego em 2022 ficará próxima do índice de 2021, projeta economista Sérgio Mendonça

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Desemprego

"A queda do desemprego em dezembro é um resultado esperado para anos típicos". A análise do economista e diretor do Reconta Aí, Sérgio Mendonça, mostra que os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C) divulgados hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não devem ser considerados com otimismo.

A pesquisa trouxe recuo no desemprego de 1,5% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2021, saindo de uma taxa de desocupação de 12,6% de julho a setembro para 11,1% de outubro a dezembro. Embora positivo, o aumento da ocupação no período em análise pode ser reflexo da criação de trabalhos temporários no Natal, época em que o comércio fica mais aquecido.

Indicador/PeríodoOut-Nov-Dez 2021Jul-Ago-Set 2021Out-Nov-Dez 2020
Taxa de desocupação11,1%12,6%14,2%
Taxa de subutilização24,3%26,5%28,8%
Rendimento real habitualR$ 2.447,00R$ 2.538,00R$ 2.742,00
Variação do rendimento habitual em relação a:-3,6%-10,7%

O economista Sérgio Mendonça alerta que os dados mais importantes trazidos pela Pnad-C são os comparativos anuais entre os anos de 2020 e 2021, "em que a taxa média de desemprego (do ano todo) caiu de 13,8%, em 2020, para 13,2%, em 2021". Essa tendêndencia, explica Mendonça, pode ser extrapolada para 2022.

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"Provavelmente a taxa média de desemprego em 2022 ficará muito próxima da de 2021, ou até crescerá ligeiramente, uma vez que a economia quase não crescerá e mais pessoas procurarão emprego pela melhora da situação sanitária", afirma o economista.

Desemprego, subeemprego e desalento

Entre os anos de 2020 e 2021 além da desocupação, as taxas de nível de ocupação, subocupação e desalento tiveram ligeiras diferenças. O nível de ocupação - percentual de ocupados na população em idade de trabalhar - saiu de uma média anual de 51,2% (a menor da série histórica) em 2020 para 53,2% em 2021. Uma varição de apenas 2 pontos percentuais. Já o nível de desalentados - pessoas que já desistiram de procurar trabalho - saiu de 5,5 milhões em 2020 (recorde da série) para 5,3 milhões de pessoas em 2021, uma diferença de apenas 200 mil trabalhadores.

Porém, os dados da Pnad-C apontaram uma grande diferença em relação às pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas, ou seja, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e ter um salário correspondente. Entre 2020 e 2021, o número de subcopados cresceu 18,1%. No total, em 2021, 7,5 milhões de pessoas estavam nessa situação.