Em julho, o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, anunciou com grande alarde o saque das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS) com saque limitado a R$ 500 por conta. No entanto, os economistas apontam que a medida pode não ter um impacto tão grande na economia como previu Paulo Guedes.

Isso porque as pessoas usem esse dinheiro para o pagamento de contas. Pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) mostra que 4 em cada 10 consumidores deve usar o dinheiro para esse fim. Para o cidadão endividado, isso não é ruim. Para movimentar a economia, muito provável que sim.


Fonte: XP Investimentos

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De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o teto do saque é equivalente ao valor das dívidas de quase 40% dos brasileiros inadimplentes. Outro ponto importante: segundo pesquisa Datafolha, menos da metade dos trabalhadores que têm direito pretende sacar até R$ 500 do fundo. De acordo com o levantamento, 52% não querem retirar o dinheiro e 2% não sabem.

Dentre quem já possui conta da Caixa, a disposição para realizar o saque é maior entre desempregados (63%) e freelancers (62%). Já para adesão à modalidade de saque-aniversário (disponível a partir de 2020), o número é ainda menor, apenas 27%

A pesquisa apontou ainda que a maioria dos brasileiros, 61%, não tem conta ativa ou inativa do FGTS —apenas 36% têm e 3% não sabem. O Nordeste e o Norte são as regiões com a menor parcela de pessoas com contas, 25% e 26%, respectivamente, regiões em que a informalidade é maior do que no restante do país.

Leia: Trabalhador com até R$ 100 pode receber FGTS nas Lotéricas


A partir do dia 13 de setembro, os valores começam a ser depositados automaticamente pra quem tem conta-poupança na Caixa. Os demais trabalhadores poderão sacar os valores a partir de outubro, de acordo com a cada do aniversário.

Veja aqui o calendário de saques do FGTS


Está em alta no Nordeste brasileiro a implantação de energia solar nas residências. O Banco do Nordeste já investiu R$ 27,2 milhões apenas em 2019.

Imagem: Jorge Luiz Ribas

O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) está possibilitando que pessoas físicas de todo o Nordeste do Brasil possam solicitar financiamentos para transformar o abastecimento de energia elétrica das suas casas.

Limpa, renovável e abundante, a energia solar é sustentável não só para o planeta mas também para o bolso: a economia na conta de energia pode chegar à até 90%. O engenheiro eletricista Miguel Alan da Silva, residente em Teresina, Piauí, afirma: “Com o dinheiro da economia, posso realizar novos investimentos e até pagar o custo do financiamento”.

FNE Sol Pessoa Física garante a energia solar

Paineis de energia solar, ou fotovoltaica.
Foto: Francisco Araújo _ Center Bike

O nome do financiamento já diz a que veio – FNE Sol Pessoa Física. Ele garante condições vantajosas para os que querem mudar a matriz energética de suas residências, colaborando com o planeta.

São até R$100 mil que podem ser pagos em até 8 anos, com a possibilidade inclusive de não aumentar os custos fixos dos que pedem o financiamento, já que assim que são instalados os equipamentos já geram redução na conta de luz.

A carência do empréstimo é de até seis meses e o Banco do Nordeste financia até 100% do investimento. As taxas de juros cobradas começam 0,39% ao mês, e em empréstimos abaixo dos R$50 mil. A garantia são os próprios equipamentos de energia solar.

Veja as vantagens e desvantagens da Energia Solar

VANTAGENS

  • Não polui ao ser utilizado. A poluição resultante da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é inteiramente controlável usando as formas de controle existentes hoje em dia;
  • As centrais de painéis solares necessitam de manutenção mínima;
  • Os painéis solares tornam-se cada vez mais potentes, ao mesmo tempo que seu custo vem diminuindo. Isso torna a energia solar uma solução economicamente viável;
  • A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão;
  •  Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e nos locais longe dos centros de produção energética sua utilização ajuda a reduzir a perda de energia que ocorreria na transmissão.

DESVANTAGENS

  • As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas por exemplo aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), e a energia hidroelétrica (água);
  •  Os painéis solares têm um rendimento de apenas 25%, apesar deste valor ter aumentado ao longo dos anos, podendo futuramente ocorrer um rendimento maior. 

Com informações da COSOL.

No último dia 2, a capa do jornal Estadão estampava em letras garrafais o que se acredita ser mais uma prova do preconceito de Bolsonaro e sua equipe: apenas 2,2% dos empréstimos da Caixa Econômica foram para o Nordeste até julho deste ano.


Após chamar os nordestinos de “paraíbas”, termo pejorativo, o presidente da República justificou o baixo volume de recursos por conta de uma suposta inadimplência que, segundo ele, é maior dentre as prefeituras do Nordeste.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, amenizou as coisas dizendo que os empréstimos são “sazonais” e que novos recursos estavam sendo estudados para serem destinados à região. Os dois repetiram a mesma frase: “A Caixa precisa de garantias para poder emprestar”.

Dados do Cauc desmentem Bolsonaro

O UOL tem uma editoria chamada UOL Confere e consultou o banco de dados no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias (Cauc), controlado pela Secretaria do Tesouro, para verificar se procedem as declarações de Jair Bolsonaro.

SPOILER: não procedem.


Segundo o veículo, não há diferenças regionais entre o Nordeste em comparação com a média nacional. “No caso específico de capitais e estados, também não há qualquer justificativa legal que impeça os repasses”, diz a reportagem.


A consulta foi feita na quarta-feira, 4, e apontou 4.247 municípios de todo o país “com o nome sujo”. Da lista dos cinco estados com mais municípios irregulares, só um é do Nordeste e quatro são do Norte.


Para conseguir acesso aos recursos da Caixa Econômica, prefeituras e governos estaduais precisam estar sem pendências no Cauc, que leva em conta itens como envio de prestação de contas, investimentos em saúde e educação, entre outros setores.


A reportagem do UOL também consultou a situação no Cauc dos estados e viu que apenas sete estão em dia com suas obrigações –dois deles são do Nordeste. Já entre as capitais, três das nove com nome limpo são nordestinas.

Nordeste bem na fita

Estados com mais municípios irregulares (em negrito o do Nordeste)
Amapá – 100%
Pará – 96,5%
Sergipe – 96%
Tocantins – 95,7%
Roraima – 93,3%

Estados regulares (em negrito os do Nordeste)
Ceará
Espírito Santo
Mato Grosso
Pará
Pernambuco
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
São Paulo

Capitais regulares (em negrito as do Nordeste)
Rio Branco
Manaus
Vitória
Goiânia
São Luís
Belo Horizonte
Teresina
Porto Alegre
Aracaju
Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional (Consulta feita ao Cauc em 7/8/2019)

No dia em que o Estadão divulgou a diferença em relação aos recursos enviados para cada região, conversamos com Maria Fernanda Coelho, que presidiu a Caixa Econômica de 2006 a 2011 e ela se disse chocada com a informação.

“É muito grave o que está acontecendo. Em quase 30 anos de Caixa, nunca vi nada igual. E tem uma questão mais séria ainda: os investimentos em infraestrutura, notadamente em saneamento básico, têm relação direta com a saúde, especialmente das crianças”, afirmou.

Bate e afaga

Nesta quinta-feira, 8, Pedro Guimarães se reuniu com parlamentares do Nordeste para um café da manhã e prometeu a criação de um grupo de trabalho para acompanhar os empréstimos feitos à região.

Na última terça-feira, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou requerimento para que Guimarães explique as diretrizes para a concessão de empréstimos para estados e municípios do Nordeste. Até o fechamento desta reportagem, a audiência não tinha data para acontecer.

Só nesse ano, o Fundo Constitucional de Financiamento Nordeste (FNE) já possibilitou operações de crédito no valor de R$ 13,4 bi. O valor foi fundamental para produtores rurais e urbanos dos nove estados e também do Norte do espírito Santo e Minas Gerais desenvolveram suas atividades.

O FNE é imprescindível para o desenvolvimento do Nordeste.

O Fundo, que é gerido exclusivamente pelo Banco do Nordeste (BNB) é fundamental na geração de emprego e renda na região. Além disso, busca diminuir as desigualdades regionais por meio do desenvolvimento.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canutto, o FNE foi responsável pela geração de quase 600 mil empregos até agora. O anúncio foi feito durante a abertura do XXV Fórum do Banco do Nordeste. O Fórum aconteceu nos dias 18 e 19 de julho em paralelo ao XXIV Encontro Regional de Economia em Fortaleza (CE). Ambos trataram do desenvolvimento regional.

São 67 anos de fomento, o que transformou o BNB no maior banco de microcrédito da América do Sul e referência em todo o mundo.

Como já dissemos aqui, o abismo em que entrou a economia brasileira nos empurra novamente na direção de um passado sombrio em que as famílias, vítimas da parca distribuição de renda, do aumento da pobreza e do desemprego, são obrigadas a usar novamente o fogão a lenha para cozinhar.

Riscos para a saúde e meio ambiente


Isso tem um efeito desastroso tanto para a saúde das pessoas quanto para o meio ambiente. Esse é um dos alertas do estudo desenvolvido pela professora Adriana Gioda, do Departamento de Química do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CTC/PUC–Rio).

Com o desemprego e a volta do uso da lenha, vem um problema adicional, segundo Adriana: o consumo da lenha catada em fogões rústicos, com queima ineficiente. Isso faz com que as pessoas tenham doenças variadas, principalmente problemas respiratórios. “No longo prazo, isso acaba indo para a corrente sanguínea, entrando no cérebro e afetando vários órgãos do corpo”, adverte em entrevista para o jornal Correio Braziliense.

A pesquisa da professora Adriana Gioda foi publicada na revista científica Biomass and Bioenergy, usando dados disponíveis de 2016 do IBGE e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Uso maior entre as populações mais pobres


A professora Gioda alerta para o fato de que uso é muito maior no Nordeste do que nas outras regiões do país – o aumento é mais observado dentre a população mais pobres, por causa do aumento do preço do botijão de gás liquefeito de petróleo (GLP). Conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP), a queda de 1% no consumo de GLP, de 2017 para 2018, significou 13,2 bilhões de litros consumidos a menos em todo o Brasil.

Pobreza e morte ao redor do mundo


Adriana também informa que muita gente morre em decorrência dos efeitos da exposição à queima. Quase 3 bilhões de pessoas usam a lenha como principal combustível ao redor do mundo, cerca de 40% da população mundial.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são registradas mais de 4,3 milhões de mortes no mundo, das quais cerca de 70 mil na América Latina e Caribe, provocadas pela poluição do ar no ambiente doméstico, gerada pela utilização da lenha e carvão. A maioria das mortes é prematura e afeta principalmente mulheres e crianças.

Com informações do Correio Braziliense

Foi realizado na última quarta, 8, o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, que levou bancários, sindicalistas, petroleiros, economistas, deputados e senadores ao Auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados.

Sob ataque do novo governo, o relançamento da Frente – requerido pela Deputada Federal Erika Kokay (PT/DF) e presidida pelo deputado Zé Carlos (PT/MA) – é uma trincheira institucional contra privatizações e constantes investidas às estatais brasileiras, sobretudo aos Bancos Públicos. R

Relevância da Frente

A relevância do tema para a economia nacional é tamanha, que mesmo em um dia com três ministros sendo sabatinados em comissões na Casa, cerca de 20 parlamentares marcaram presença no evento e reafirmaram seu compromisso com a pauta. Usaram a tribuna para falar desde a necessidade de financiamento para produtores rurais até o papel fundamental nas instituições públicas para a superação da crise de 2008/09.

Em sua fala durante a abertura, Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae, ressaltou a importância de instituições como a Caixa e o Banco do Brasil. “Os Bancos Públicos são ao mesmo tempo uma grande ferramenta de transformação social e uma construção coletiva do povo brasileiro dos últimos séculos”, declarou o presidente. Fato que opõe, como mencionado por Rita Serrano, do Comitê em Defesa dos Bancos Públicos, um banco realmente público a um banco privado que apenas vise o lucro em detrimento de seu papel social.

Seminário Bancos Públicos e Desenvolvimento

O seminário realizado após a manifestação das entidades presentes foi apresentado pelo economista e ex-secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, e contou com o acúmulo de outros dois especialistas em Bancos Públicos: Luiz Fernando de Paula, professor do Instituto de Economia da UFRJ e Paulo Cavalcanti, professor da UFPB.

Luiz Fernando Paula apresentou um cenário amplo do papel dos Bancos Públicos no desenvolvimento. Debateu as características do mercado financeiro brasileiro em oposição aos de outros países e conceituou as diferentes atuações de bancos privados e públicos na economia de mercado e, consequentemente, no desenvolvimento do Brasil. Já o professor Paulo Cavalcanti analisou o padrão de financiamento da economia nordestina, utilizando para tanto uma perspectiva histórica do desenvolvimento da região, exaltando o papel das políticas econômicas federais para o Nordeste.

Na opinião de ambos, a privatização dos Bancos Públicos colocaria o país em uma situação de inferioridade internacional, deixando sua economia à deriva, sem uma proteção que pudesse socorrer o setor produtivo nacional e à sociedade em todos os níveis. “A construção de instituições é difícil, mas sua destruição não”, concluiu o professor Luiz Fernando.

Atualiza Aí


Documento aponta diretrizes para uma reforma administrativa democrática

A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público se posicionou hoje (15) em relação à reforma administrativa proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Decreto inclui Casa da Moeda no programa de privatizações

A edição desta terça-feira (15) do DOU traz um decreto assinado por Bolsonaro que inclui a Casa da Moeda do Brasil no programa de privatizações.

Vozes Silenciadas na cobertura da Reforma da Previdência – Podcast #EP10

O EP10 aborda a cobertura da mídia durante o processo da Reforma da Previdência e como as opiniões contrárias foram silenciadas neste debate.

Multimídia


Flávio Dino ressalta a necessidade de uma reforma tributária

Flávio Dino (PCdoB/MA) esteve presente no lançamento da proposta de Reforma Tributária Justa, Solidária e Sustentável que ocorreu ontem em Brasília.

Reforma tributária da oposição quer tornar mais justa a cobrança de impostos no País

O lançamento da Reforma Tributária Justa, Solidária e Sustentável mostra que os partidos da oposição começaram a propor saídas para o Brasil.