No anúncio, comitê do Nobel destacou que as pesquisas realizadas “melhoraram consideravelmente a capacidade de combater a pobreza global” com novas e melhores abordagens que permitem, por exemplo, ações mais eficazes para melhorar a saúde infantil e o desempenho escolar.

Os vencedores foram anunciados hoje pela Academia do Nobel. São eles Abhijit Banerjee e Michael Kremer e a franco-americana Esther Duflo, segunda mulher a levar um Nobel de Economia na história. A primeira foi Elinor Ostrom, premiada em 2009.

Nobel vai para combate à pobreza e atenção à educação

“Como resultado direto de um de seus estudos, mais de cinco milhões de crianças indianas se beneficiaram de programas eficazes de aulas de reforço na escola”, afirmou o comitê do Nobel, em comunicado. “Outro exemplo são os pesados subsídios para cuidados de saúde preventivos que foram introduzidos em muitos países.”

Os pesquisadores mostraram, em um de seus estudos, que as pessoas mais pobres são extremamente sensíveis a preços e gratuidade nos cuidados de saúde preventivos. Em outra, mostraram que as taxas de vacinação triplicaram nas aldeias que foram selecionados aleatoriamente para ter acesso a clínicas móveis.

Os premiados

Abhijit Banerjee
Nasceu em 1961 em Mumbai, na Índia. Em 1988, ele conseguiu o título de Ph.D. pela Universidade de Harvard, em Cambridge, nos Estados Unidos. Ele é professor de Economia da Ford Foundation no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA.

Esther Duflo
Nasceu em 1972 em Paris, na França. Ela obteve o título de Ph.D. em 1999 do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA. É a segunda mulher e a pessoa mais jovem a receber o Nobel de Economia. Nos últimos anos, firmou-se como uma das economistas mais brilhantes de sua geração, ganhando prêmios como a medalha John Bates Clark em 2010, que recompensa os trabalhos de economistas nos Estados Unidos com menos de 40 anos.

Michael Kremer
Nasceu nos Estados Unidos, em 1964. Obteve o título de Ph.D em 1992 na Universidade de Harvard, nos EUA. É professor de Sociedades em Desenvolvimento na Universidade de Harvard, nos EUA.

A cerimônia de entrega do Nobel de Economia deve ocorrer em dezembro.

Em artigo publicado na imprensa brasileira, Joseph Stiglitz, Nobel de Economia em 2001, fala sobre sua perplexidade ao ver a restrição de ação de um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo – o BNDES.

Joseph Stiglitz fala em artigo a imprensa brasileira sobre a importância do BNDES para o desenvolvimento do Brasil.
Joseph Stiglitz foi Vice-Presidente Sênior para Políticas de Desenvolvimento do Banco Mundial, e economista chefe da mesma instituição.

PhD pelo Massachusetts Institute of Technology, MIT, e professor nas mais renomadas universidades dos Estados Unidos, Stiglitz questionou a teoria neoclássica liberal da economia com seus estudos que apontam para o fator benéfico da intervenção governamental nas questões econômicas.

Segundo Joseph Stiglitz, os bancos de desenvolvimento foram os grandes responsáveis na promoção do crescimento de economias em nível mundial. Além disso, foram responsávei também pelo investimento, sobretudo no âmbito da diminuição das desigualdades e na preservação ambiental, e na estabilização da economia.

Para Stiglitz, o Brasil apresenta um cenário econômico instável. Para tanto, utiliza como exemplo o próprio país, cuja expansão da década de 2000 até 2013 contrasta profundamente com o período recessivo que se seguiu com a crise do preço das commodities, que representam grande parte das exportações.

O BNDES durante esse período foi o grande fomentador do desenvolvimento de alternativas à exportação de recursos naturais e produtos in natura da agropecuária. Ele atuou no desenvolvimento de indústrias e serviços cujo foco são produtos com maior valor agregado, que geram empregos melhor remunerados e mais valor nas exportações.

Em um momento em que o atual presidente da instituição, Gustavo Montezano, diz que o BNDES deve ser “menos banco e mais desenvolvimento”, é preciso se perguntar como desenvolver um estado sem o dinheiro do investimento público.

Ao que parece o mundo solucionou essa questão, e pelo jeito, de uma forma bastante diferente do que o governo atual busca fazer. O crescimento sustentável de longo prazo precisa de Bancos Públicos, segundo Stiglitz, que fomentem o crescimento por meio do seu papel principal: o incentivo do desenvolvimento.

Artigo completo na Folha de São Paulo.

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