Realizado durante o auge da II Guerra Mundial em 1944, o acordo de Bretton Woods foi responsável por uma nova ordem monetária mundial. Embora não esteja mais vigente, ela foi fundamental para o comércio internacional.

Imagine representantes de 45 países reunidos durante a II Guerra Mundial em um hotel. Parece ficção, porém não é. Durante julho de 1944, representantes dos países mais industrializados do mundo estiveram junto aos países alinhados aos aliados em uma conferência sobre economia internacional no Mount Washington, em Bretton Woods, New Hampshire, EUA.

Hotem em que foi realizada a Conferência de Breton Woods.
O famoso Hotel de Mount Washington, onde o destino do capitalismo foi selado.

Em comum, os efeitos da Grande Depressão de 1929. Os 45 países participantes estavam preocupados com a sua participação em um jogo geopolítico altamente concentrado em poucos países industrializados. Além disso, um ponto que suscitava temor a todos era ameaça de que a Alemanha nazista vencesse e tomasse a liderança do cenário econômico mundial.

A criação de um sistema monetário internacional

As discussões duraram três semanas e deram origem ao acordo de Bretton Woods, que por sua vez, gerou o Sistema de Bretton Woods.

Sistema esse que estabeleceu um padrão para as transações entre diferentes moedas – o dólar lastreado em ouro.  Ou seja, cada grama de ouro valia US$35, e o dólar seria parâmetro para todas as outras moedas internacionais. Assim, as moedas de todos os países estariam vinculadas ao dólar, que por sua vez tinha sua emissão rigidamente lastreada na quantidade de ouro que os EUA possuíam. Isso foi feito para diminuir o custo de aquisição de diversas moedas estrangeiras por cada um dos países para possibilitar o comércio entre as nações.

O valor das moedas em relação ao dólar ficou fixado entre 1% abaixo e 1% acima do valor do dólar. Logo, criou-se um câmbio fixo. Com isso, a reconstrução do capitalismo pós-guerra transformou-se em algo amplamente favorável aos EUA. Isso acabou transformando o país em uma potência hegemônica, econômica e monetária após o fim do conflito mundial.

Bretton Woods: BIRD, FMI e a economia internacional

Em 1946 entrou em ação um banco funadamental na reconstrução dos países arrasados pela guerra: o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). Ele foi fundamental  para financiar a reconstrução das nações europeias destruídas pela II Guerra Mundial. O banco financiou também nas décadas de 1940 e de 1950 grandes projetos de infraestrutura como o represamento de rios e a reconstrução de indústrias.

O futuro é hoje

O BIRD desmembrou-se em duas instituições internacionais muito conhecidos hoje, sobretudo pelos brasileiros que acompanham o noticiário econômico há mais tempo: o FMI, Fundo Monetário Internacional ,e o Banco Mundial. Ambos intervém ativamente na política econômica mundial – tanto no empréstimo de dinheiro à nações pobres quanto na ‘imposição’ de um modelo de austeridade para isso.

O fim de Breton Woods

Durante a década de 1960, com a Guerra Fria, a Guerra do Vietnã, a eclosão dos movimentos por direitos civis e outras demandas, os EUA tiveram graves perdas econômicas. O país, beneficiado com o acordo de Breton Woods durante as décadas de 1940 e 1950, começou a ter problemas econômicos e sociais.

Isso fez com que a rígida regra do dólar lastreado no ouro fosse ‘afrouxada’ e houve aumento na emissão da moeda para o pagamento do déficit fiscal no orçamento do país. A consequência foi que os países membros do acordo também tiveram que emitir mais moedas, para manter a paridade com o dólar no câmbio fixo. Além disso, os EUA começaram a ter um déficit na Balança Comercial. Isso gerou inflação, o que prejudicou a todos.

Toda essa crise culminou com o fim do acordo em 1971. Nixon, então presidente dos EUA, anunciou uma nova taxa de convertibilidade do dólar em ouro. Os mercados fecharam durante uma semana e na reabertura, o dólar estava desvalorizado frente a diversas moedas.

Possível renascimento de Bretton Woods?

Desde então, a ideologia liberal foi colocada como única alternativa econômica viável para o mundo. Porém sempre que há uma crise, os países – mesmo os grande pregadores do estado mínimo e dos benefícios do liberalismo econômico – voltam a acordos como o Breton Wood.

2007 foi um exemplo icônico sobre isso: enquanto a economia dos EUA passava por imensa crise por causa da especulação imobiliária, foi criada pela ONU uma comissão para repensar a governança financeira em nível mundial.

No Fórum Econômico de Davos, Breton Woods foi lembrança quando se falou da necessidade de um acordo econômico: uma globalização 4.0, para dar conta dos desafios que novas tecnologias imporão.

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