Na manhã desta terça-feira (13), a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, recebeu uma união de protestos vindos de estudantes e professores, das Margaridas e das mulheres indígenas contra políticas do governo Bolsonaro.

O ato unificado reuniu milhares de pessoas que carregavam bandeiras em comum, como a da Universidade pública contra o programa Future-se, contra a privatização das estatais, contra a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista.

1ª Marcha das Mulheres Indígenas ocupa Esplanada dos Ministérios

Mulheres indígenas e Margaridas juntas

A Primeira Marcha das Mulheres Indígenas teve como mote “Território: nosso corpo, nosso espírito”, já as Margaridas estavam “na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

Marcha dos Estudantes, das Margaridas e das Mulheres Indígenas se unem na Esplanada contra políticas de Bolsonaro e pela manutenção de direitos

Para o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que esteve no ato manifestou sua solidariedade a estudantes, professores e trabalhadores da educação. “Estamos aqui nesse ato potente, atos em todo o Brasil, em defesa da educação pública, contra o desmonte, contra as tentativas de Bolsonaro de calar a educação crítica. Não vão conseguir privatizar e meter a mão no que é do povo”, declarou.

O senador Humberto Costa (PT-SP) disse que os atos de hoje “significam a luta contra o desmonte do ensino público e gratuito que está em curso no Brasil”. Para ele, essa luta se amplia contra todas as políticas de Bolsonaro. “A política econômica, que está levando ao empobrecimento da população, a política de direitos humanos, ambiental e indígena também, que representa um profundo desrespeito com nossos povos originais”, disse.

Marcha por direitos


Marta, de Pernambuco, estava no evento como Margarida e também como representante do Coletivo de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ela relembrou a luta de Margarida Alves e a necessidade de seguir lutando por direitos. “Mais do que nunca no país estamos vivendo um momento de perda de direitos e nós como mulheres fazemos parte de um grupo muito mais atingido com as medidas que vêm tirando e destruindo direitos garantidos por muita luta e em muitos anos”, declarou.

O estudante Gabriel de Sousa diz que a marcha tem um “ar de democracia” importante em momentos como o atual. “Isso aqui tem ar de democracia, de luta. É difícil enfrentar o governo desse jeito, mas estamos aqui por quem não tem voz”.

Os protestos continuam ocorrendo durante todo o dia em todos os estados do Brasil.


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