Os itens que compõem a cesta básica tiveram aumento em 16 das 17 capitais pesquisadas mensalmente pelo Dieese.

A cesta básica ocupa uma parte importante do orçamento das famílias brasileiras.
Foto: Felipe Barros/ExLibris/Secom-PMI

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) faz um levantamento mensal do preço da cesta básica em 17 capitais do Brasil. São analisados os valores mensais de 13 gêneros alimentícios: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga.

Subiu

As cidades que registraram os maiores aumentos de preço em 2019, com relação a 2018 foram Vitória (23,64%), Goiânia (16,94%), Recife (15,63%) e Natal (12,41%). Já a cidade em que o aumento dos alimentos foi menor foi a capital da Bahia, Salvador (4,85%).

Caiu

Somente na capital de Sergipe – Aracaju, houve queda do preço dos itens. O resultado acumulado nos 12 meses de 2019 teve queda de 1,89%.

O preço da cesta básica

Os aumentos em relação ao ano passado não significam que as capitais citadas tenham o maior preço absoluto dos alimentos. Nesse quesito, chega à frente a cidade do Rio de Janeiro, com os produtos da cesta somando R$ 516,91. Seguida por Florianópolis (R$ 511,70) e São Paulo (R$ 506,50).

As capitais que registraram os menores preços médios foram Aracaju (R$ 351,97), Salvador (R$ 360,51) e João Pessoa (R$ 373,56).

E o salário ó…

Para comprar a cesta básica, cariocas gastam 51,7% do salário mínimo. Isso faz com que o valor do salário mínimo não garanta aos trabalhadores o direito à “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”, como dispõe a Constituição Federal.

Por isso, o Dieese calcula de quanto deveria ser o salário mínimo real para o sustento de uma família de quatro pessoas. O salário mínimo necessário, como é chamado, deveria ter o valor de R$ 4.342,57, ou seja, 4,35 vezes o valor real do mínimo, que foi de R$ 998,00 em 2019.

Quanto tempo é preciso trabalhar para comprar a cesta básica?

No mês de dezembro de 2019, o tempo médio de trabalho necessário para comprar a cesta foi de 97 horas e 42 minutos. Um grande aumento em relação a novembro do mesmo ano, em que o tempo calculado foi de 83 horas e 29 minutos.

Agricultura e o impacto nos produtos da cesta básica

Os movimentos observados na agricultura e na pecuária brasileira têm uma relação umbilical com o preço da cesta básica. Nove produtos acumularam alta de preços em 2019 – feijão carioquinha (52,28%), carne bovina de primeira (26,33%), batata (16,07%), banana (9,85%), óleo de soja (6,88%), manteiga (4,90%), farinha de trigo (3,00%), pão francês (1,52%) e açúcar refinado (0,83%).

Mudanças na importação, exportação e desequilíbrios climáticos foram citados no balanço anual da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil. A dependência da economia brasileira das exportações de produtos agropecuários tem uma incidência importante nos valores praticados no mercado interno e no bolso das pessoas.

R$ 41 foi o valor do aumento do salário mínimo nacional para o ano de 2020. Por isso, pesquisamos na internet e elaboramos uma lista com as melhores sugestões de “investimento”.

Ao que parece, a política de aumento real do salário mínimo ficou para trás, sepultada nos anos 10 do século XXI. Para o ano de 2020, o aumento de R$ 41 totalizará R$ 1.039 como salário mínimo nacional.

Segundo os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em novembro 2019, seria necessário que o salário base dos trabalhadores fosse de R$ 4.021,39 para atender o que esta disposto no artigo 7 Constituição Federal:

salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim”.

Para se adaptar à nova realidade, pesquisamos extensamente na internet boas opções para investir o valor a mais que trabalhadoras e trabalhadores disporão em 2020.

O que comprar com o valor do aumento do salário mínimo

1. Cinco sacos de pirulitos Flopito, para adoçar a vida enquanto você lida com as amarguras do cotidiano sem grana.

O aumento do salário mínimo possibilita o cidadão comprar um saco de pirulitos.
O aumento do salário mínimo possibilita ao cidadão comprar cinco sacos de pirulito.

2. Um cofrinho em formato de botijão de gás para guardar as moedinhas e, quem sabe, juntar o suficiente – cerca de R$ 80 – para comprar um de verdade.
(Bônus: com os R$ 36,01 que sobram você consegue abastecê-lo com moedinhas)

Está com saudades do botijão de gás cheio? Com esse modelo, ao invés de gás você pode colocar moedas ou, nos piores casos, um monte de papel picado.
Está com saudades do botijão de gás cheio? Com esse modelo, ao invés de gás, você pode colocar moedas ou, nos piores casos, um monte de papel picado.

3. Uma arminha de plástico para ter a sensação de segurança que está em falta nos dias de hoje. Além disso, a imitação também serve para brincadeiras de polícia e milícia.

A liberação das armas está a todo vapor no Congresso Nacional, mesmo após a votação do referendo pelo desarmamento. Com o aumento do salário mínimo, você pode comprar esse modelo incrível.
A liberação das armas está a todo vapor no Congresso Nacional, mesmo após a votação do referendo pelo desarmamento.

4. Um item que garante bons banhos, momento em que muitos e muitas usam para refletir.

Quem está pagando o pato de política econômica liberal?

5. Quase cinco bandejas de ovos para garantir o café da manhã, o almoço e a janta durante todo o mês.

Com o imenso aumento do preço da carne, os brasileiros estão voltando a consumir ovos. Certos jornais dizem até que faz bem.


Com o imenso aumento do preço da carne, os brasileiros estão voltando a consumir ovos. Certos jornais dizem até que faz bem.

Nesta segunda-feira, 07 de outubro, é celebrado o Dia Mundial do Habitat, uma data definida pela Organização das Nações Unidas pelo direito de todo ser humano de contar com um lugar onde viver em paz e dignamente, tanto nos países subdesenvolvidos como nos desenvolvidos.

Jornada Nacional de Luta por Moradia

Por isso, movimentos nacionais de luta por moradia, como a Central de Movimentos Populares, convocam a sociedade a se juntar a eles na Jornada Nacional de Luta por Moradia.

Em 7 de outubro, movimentos sociais se unem em Jornada Nacional de Luta por Moradia. Apesar de ser um direito previsto na Constituição, 33 milhões de brasileiros não têm onde morar

Dentre as reivindicações dos movimentos estão políticas de moradia, mobilidade, regularização fundiária e acesso à terra para as famílias de baixa renda, fortalecimento do SUS e do Minha Casa Minha Vida. Eles acusam o governo de Jair Bolsonaro de promover um desmonte das políticas de moradia.

A nota completa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra pode ser lida aqui. Vale ressaltar que o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, que trata dos direitos sociais, prevê o direito à educação, à saúde, à alimentação, ao trabalho, à moradia, ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção à maternidade e à infância e à assistência aos desamparados.

Milhões de brasileiros não têm onde morar

Portanto, é de se espantar que, hoje, mais de 33 milhões de brasileiros não tenham onde morar, segundo dados do relatório do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos.

Também causa espanto saber que o déficit habitacional no Brasil atingiu seu recorde este ano. Por causa da crise econômica, o sonho de ter uma moradia digna saiu do imaginário de muitos brasileiros.

É isso que mostra um Estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) feito junto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O déficit habitacional no país aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde.

Minha Casa Minha Vida: revolução na política de moradia

Programas como o Minha Casa Minha Vida, criado no governo de Luiz Inácio Lula da Silva – e o maior da história brasileira voltado para moradia popular, ajudaram a mudar esse quadro, mas tem sido alvo de ataques pelo atual governo. Em dez anos de existência, o MCMV abriga o número de 5,5 milhões de moradias contratadas.

Apesar dos números impressionantes, hoje o programa conta com o menor orçamento de sua história e corre o risco de ser descaracterizado pelo atual governo.

As mobilizações acontecem nos seguintes pontos:

São Paulo – SP
CMP, UMM, MTD, CONAN, MTST, MST, MAB, CONTAG
9h – Concentrações: Pátio do Colégio, Praça Princesa Izabel, Catavento e Largo do Paissandu

Belo Horizonte – MG
CONAM – União – CMP – MNLM – MTD
9h – na Ocupação Norma Lúcia e Zezeu ribeiro, Rua dos Caetés, 331 – Centro (em frente ao BH RESOLVE)

Rio de Janeiro – RJ
CMP, UMP, MLB, CONAM e MTD.
9h – Cinelândia – Ato na SPU

Salvador – BA
UNMP e CMP e CONAM
9h – Marcha até a Caixa, saindo da Av. Paralela

Maceió – AL
UNMP, MNLM, MTL, AFAEAL, via trabalho, amav, FAMECAL
9h – Ato na Caixa – Farol

João Pessoa – PB
UNMP, MNLM, MTD, MLB
10h – Ato na Caixa e SPU – Av. Epitacio Pessoa

Recife – PE
UNMP, CMP, MLB, MNLM
13h – Marco Zero

São Luís – MA
UNMP
8h30 – Superintendência Regional da Caixa. Rua Inácio Mourão Rangel, 215 quadra L Jardim Renascença (ao lado do Mateus Supermercado)

Goiânia – GO
UNMP, CMP, MLB e MTST
8h30 – Av. Anhanguera com a rua 11, centro.

Belém – PA
CMP, MNLM, MTD, MLB, CONAM e UNMP
9h – Praça dos Mártires (antiga Praça do Operário) – São Brás
Caminhada encerrando com audiência na CAIXA

Manaus – AM
UNMP, MNLM, CONAM, CMP, CARITAS, POVO SEM MEDO
9h – Passeata até o palácio do Governo – concentração na Av. Brasil (em frente a prefeitura)

Porto Alegre – RS
CMP, MNLM, CONAM, MTD
7h – Concentração no Assentamento 20 de Novembro
10h – Caminhada até a Praça da Matriz
14h – Atividades públicas

Brasília-DF
MNLM, CONAM, CMP, AMORA, MTD
9h – Estação Terminal Ceilândia | cortejo
10h30 – Praça da QNP 9 | aula pública.

Porto Velho – RO
CONAM, CMP, UNMP, CAMPs
16h – Praça do Baú

Cornélio Procópio – PR
CMP e UNMP

12h – Calçadão da Av. XV de novembro

Dito, Coordenador da CMP de São Paulo, convoca para atos no dia 07 de outubro

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, afirmou hoje que pretende cobrar aluguel para a Faixa 1 e 1,5 do Programa Minha Casa Minha Vida.

Há 10 anos o Minha Casa Minha Vida era criado pelo Governo Federal. O programa foi projetado para resolver principalmente duas questões: reduzir o déficit habitacional do país e aquecer a economia. Durante esse período, foram entregues cerca de quatro milhões de unidades do programa, e ainda há 1,5 milhões a serem entregues.

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi imprescindível para que o Minha Casa Minha Vida obtivesse tanto sucesso. O investimento foi na ordem de bilhões – aproximadamente R$ 160,8 bilhões – operacionalizado pela Caixa Econômica Federal por meio de financiamentos.

O que vai mudar no Minha Casa Minha Vida?

A mudança de caráter do programa põe fim a uma era em que a posse da moradia reafirmava a dignidade de milhões de famílias atendidas. O coordenador da Executiva do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), Marcos Landa, reforça o prejuízo da alteração.“Essa proposta é um retrocesso da política habitacional que estamos construindo há 16 anos no Brasil”, declarou.

O governo propõe uma espécie de aluguel social aos que se qualificam como Faixa 1 do Programa – famílias com renda de até R$1.800,00 – que teriam financiamento sem juro algum. Esse aluguel teria data para acabar, e os beneficiários seriam obrigados a frequentar programas de capacitação do governo, precisariam arrumar empregos melhores para se habilitar às faixas superiores e aí sim, financiar seu imóvel.

Beto Aguiar, dirigente do MNLM, diz que não há nada de novo na intenção do governo. “Não há novidade alguma no Minha Casa, Minha Vida. O que há é um discurso para atacar a Faixa 1 do Programa e transferir áreas públicas para a iniciativa privada, principalmente para às construtoras”, afirma o dirigente.

Construtoras do Minha Casa Minha Vida

Trocar terrenos públicos federais, estaduais e municipais pela construção de conjuntos habitacionais promete ser um negócio da China para as construtoras. Sobretudo pela intenção de entregar prédios públicos em localizações privilegiadas nas cidades e entregar conjuntos habitacionais sem infraestrutura nas periferias.

Políticas públicas quase nunca são destinadas a todos. A opção de quem privilegiar é o tom de cada governo.

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