As faixas 1,5 e 2 do Minha Casa Minha Vida estão paralisadas há dez dias por interrupção dos repasses do governo federal. O Orçamento Geral da União (OGU) para janeiro de 2020 previa a destinação de R$ 50 milhões para estes setores do programa habitacional, volume que já se esgotou.

Nestas duas modalidades do programa, 90% do subsídio público é bancado pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os outros 10% vêm do OGU, ou seja, diretamente do Tesouro Nacional.

Durante parte de 2019, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) elaborou portaria que permitia o uso extraordinário do FGTS para complementação do subsídio em caso de esgotamento das verbas do Tesouro alocadas no programa, podendo subsidiar até 100% dos contratos. A medida, entretanto, expirou no final de dezembro do 2019.

À época, a regra que permitiu o uso do FGTS em 100% do subsídio do MDR sofreu críticas que viam que o governo, com a medida, não assumia a responsabilidade de garantir a política habitacional.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) – entidade que representa, entre outras, empreiteiras que atuam no programa – anunciou que atua junto ao MDR para que a regra que libera recursos do FGTS seja reeditada.

Orçamento 2020

O Orçamento aprovado para 2020 destina R$ 2,8 bilhão ao Minha Casa Minha Vida. O montante representa cerca de 67% do valor destinado em 2019 – R$ 4,1 bilhões – patamar que já foi um dos mais baixos da história do programa habitacional.

O governo federal reconhece que a dotação orçamentária poderá, no máximo, atender à demanda das unidades já contratadas e em construção, não sendo prevista a expansão do Minha Casa Minha Vida. O MDR ainda estuda o modelo de um novo programa que deve substituir o atual.

A possibilidade do FGTS assumir novamente 100% do financiamento dos subsídios é criticada pelo doutor em economia Paulo Kliass. Em sua visão, a opção estudada pelo governo vai na contramão da ideal.

Isso porque o FGTS, já pressionado pelo alto desemprego no País e pelas modalidades extraordinárias de saques criadas pelo governo, pode perder seu equilíbrio financeiro e atuarial. Em sua opinião, o modelo de subsídios do Minha Casa Minha Vida é, no final das contas, “uma opção política”.

“O fato de o FGTS estar bem ou mal não é impeditivo, em tese, para que um governo estabeleça uma política de subsídios habitacionais para a população de baixa renda, basta o Tesouro oferecer, como ele oferece para uma série de atividades, apesar da crise. Tudo é uma questão de prioridade”, diz

Como funciona o financiamento do Minha Casa Minha Vida

FAIXA 1

O financiamento é feito em até 10 anos, com prestações entre R$ 80 e R$ 270, variando conforme o limite máximo de renda de R$ 1.800. A União subsidia até 90% do imóvel.

FAIXA 1,5

O teto de renda familiar é de R$ 2.600. A Caixa Econômica Federal garante financiamento com juros de 5% e prazo máximo de 30 anos. Os subsídios, bancados pelo FGTS, vão até R$ 47.500.

FAIXA 2

O FGTS banca subsídios de até R$ 29.000. Atende famílias com renda de até R$ 4.000

FAIXA 3

Para famílias com renda de até R$ 9.000. Não há subsídios, apenas juros em melhores condições.

A CAIXA é uma empresa 100% pública e está presente em 97,2% das cidades brasileiras

Caixa
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde que foi criada, em 1861, a Caixa vem sendo fundamental tanto para o desenvolvimento urbano quanto para a justiça social do País. Como uma empresa 100% pública, o banco está presente em 97,2% das cidades brasileiras e é a única instituição com agências-barco que levam acesso, desenvolvimento e cidadania para as populações ribeirinhas.

O presidenta da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, destaca que a Caixa é uma empresa do povo brasileiro. “Hoje ela permite o financiamento imobiliário com valores baixos e a longo prazo; distribuição do Bolsa Família nos locais mais distantes desse País; além do financiamento do Fies para que os jovens possam estudar”, disse.

Programas sociais

A Caixa é o banco que realiza a operação e pagamento dos principais programas de transferência de renda e benefícios sociais do País. É o agente responsável pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pelo Programa de Integração Social (PIS) e pelo Seguro-Desemprego. Além disso, o banco conduz políticas que mudaram os rumos do Brasil, como Bolsa Família, Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) e o Minha Casa Minha Vida.

Para a Jaqueline, do Movimento Popular por Moradia do Distrito Federal e Região (Amora), a Caixa é uma entidade que olha para o povo. “Sou grata à Caixa porque graças a ela eu tive a oportunidade de ter minha dignidade de volta. Hoje eu tenho moradia, portas abertas, um grupo que eu luto graças às oportunidades que ela nos dá”, diz.

A Caixa também apoia inúmeras atividades artísticas-culturais, educacionais e desportivas. Ações que geram emprego e renda não só na sua atividade-fim, mas fomentam um novo ecossistema produtivo.

Privatização

A pauta das privatizações está em alta nesse governo. O esquartejamento das empresas públicas brasileiras segue, e a Caixa é uma das vítimas. Com a possibilidade de cinco das suas áreas estratégicas de maior rentabilidade serem privatizadas, pode vir a perder sua relevância na economia brasileira.

Mas por que privatizar um banco que dá lucro? Só no terceiro trimestre de 2019 a instituição apresentou lucro líquido contábil de R$ 8 bilhões, valor 66,7% maior do que no ano anterior. Em relação ao segundo trimestre de 2019, o lucro líquido teve alta de 90,6%, quando foi registrado lucro de R$ 4,212 bilhões.

O presidente da Fenae lembra que o maior prejudicado com a privatização é o povo brasileiro. “Nós precisamos nos juntar e defender essa grande empresa construída pela população. Uma empresa que nasceu para atender as questões sociais e a população de uma modo geral”, ressalta.

História da Caixa

O banco foi fundado em 12 de janeiro de 1861, com a assinatura do Decreto nº 2.723 por Dom Pedro II. Em 1969, o banco se tornou uma empresa pública e recebeu várias obrigações e deveres, com foco em serviços de natureza social, promoção da cidadania e do desenvolvimento do país.

Desde sua criação, o banco não parou de crescer, desenvolver, diversificar e ampliar suas áreas de atuação. Hoje tem uma posição consolidada no mercado como um banco de grande porte, sólido e moderno. Uma instituição que pertence ao brasileiro.

Ato em defesa da Caixa

Empregados da Caixa se unem a entidades defensoras para um Dia de Luta, nesta segunda-feira (13), em todo o Brasil. A manifestação marca o 159º aniversário do banco e é contra as medidas de fatiamento, venda das partes lucrativas do banco e da retirada de direitos dos trabalhadores.

O limite máximo de saque imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) passou de R$ 500 para o valor do salário mínimo, que é R$ 998.

O Congresso aprovou e o presidente Jair Bolsonaro sancionou hoje (12) a Medida Provisória (MP) que libera saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Com as mudanças das casas legislativas, o valor máximo do saque imediato por conta ativa ou inativa do FGTS subiu de R$ 500 para R$ 998 – o valor do salário mínimo.

A medida foi publicada na edição desta quinta-feira (12) do Diário Oficial da União (DOU).

Quem já sacou os R$ 500 pode retirar os R$ 498 restantes até 31 março de 2020. Mas, atenção, o trabalhador que tiver mais do que R$ 998 na conta, fica limitado ao saque de R$ 500.

Por telefone, a assessora da CEF informou que divulgará um novo calendário de saques nesta sexta-feira (13).

Leia mais: Saiba como solicitar o desfazimento do crédito automático do FGTS

O que muda com a MP aprovada pelo Congresso

A Medida Provisória foi aprovada pelo Senado em novembro e o aumento do valor do saque imediato foi proposto na Câmara pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

A medida também institui a modalidade do saque-aniversário, em que o trabalhador pode retirar recursos do fundo, anualmente, no mês de seu aniversário.

No entanto, quem opta por essa opção, que estará disponível a partir de 2020, fica sem direito à multa em caso de demissão sem justa causa.

Antes de a lei entrar em vigor, os recursos do fundo só podiam ser sacados em casos específicos, como compra da casa própria, aposentadoria e demissão sem justa causa.

O FGTS é importante para todos os brasileiros

A Caixa Econômica Federal é gestora única do fundo e, desde a sua criação, em 1966, tem a função primordial de financiar políticas de saneamento e infraestrutura.

Desde que foram anunciados os saques do FGTS, especialistas têm se preocupado com a desidratação do fundo e com o fim de políticas sociais que dependem desse subsídio, como o Minha Casa, Minha Vida.

Do outro lado, o governo se preocupa em movimentar a economia. A expectativa é movimentar até R$ 3 bilhões ainda este ano.

Em caso de dúvidas, o trabalhador por consultar o site do FGTS, acessar o app do FGTS (disponível para Android e iOS) ou entrar em contato com o telefone exclusivo disponibilizado pela Caixa: 0800 724 2019.



A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) vai discutir com o governo o uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Em entrevista ao Valor Econômico, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, disse que a entidade vai se reunir com a equipe econômica do governo para discutir o destino do Fundo, principal subsídio do Minha Casa Minha Vida (MCMV).

“Temos preocupação com o Fundo de Garantia, cujo orçamento para os próximos anos é decrescente. O financiamento com recursos da poupança está aumentando 30%, enquanto o para a baixa renda cai 10%. Não dá para perceber uma política habitacional em cima disso”, disse Martins.

FGTS tem a função de subsidiar políticas habitacionais, infraestrutura e saneamento

O FGTS, desde a sua criação em 1966, tem a principal função de financiar obras de saneamento, infraestrutura e, mais recentemente, políticas habitacionais para população de baixa renda.

Além dos saques de até R$ 500 por conta (que já passaram para o valor do salário mínimo no Congresso Nacional), governo e Congresso têm estudado a pulverização do fundo em outros bancos (hoje a Caixa é gestora) e seu uso para investimento no mercado financeiro, por exemplo.

Desmonta-se a política pública, ganha o mercado

Para o economista Sérgio Mendonça, o governo de Jair Bolsonaro tem uma visão de retirada dos subsídios para políticas públicas. “A política habitacional, especialmente para as famílias da baixa renda, está fortemente ancorada nos subsídios. Ao tirá-lo, de fato, o governo está desmontando a política para essas famílias, que compõem especificamente a Faixa 1 do MCMV”, disse.

Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae, comenta a proposta de criação de um voucher de habitação para população de baixa renda. “Existem questionamentos sérios a serem feitos. Isso vai ser um aluguel? Muda o governo e o cidadão tem que devolver a casa? A proposta do governo não está clara e coloca em risco o MCMV“, declara.

Mendonça reforça que a criação de um voucher é fortalecer uma visão mercadológica em que o mercado regula o setor habitacional. “Desmonta completamente a ideia de política pública que tem, além do imóvel, a infraestrutura dos conjuntos habitacionais e a preocupação de manter, principalmente, a população de baixa renda em áreas próximas dos seus trabalhos”, explica.

Ao completar 10 anos, MCMV corre risco de extinção

O Minha Casa Minha Vida é um programa habitacional criado durante o governo Lula e que, em dez anos de existência (completados neste ano), contratou mais de cinco milhões de unidades habitacionais, sendo, portanto, uma política importante no combate ao déficit habitacional no País.

No entanto, nos últimos anos, esse déficit voltou a crescer, principalmente entre a Faixa 1 do programa, que engloba a população de baixa renda. A proposta de orçamento do governo Bolsonaro para 2020 faz crer que o programa está perto de seu fim: será o menor de sua história.

Um dos principais financiadores do programa é o FGTS e este também tem sofrido com o ataque do governo, especialmente do Ministério da Economia, que mostra carregar uma visão de extinguir políticas públicas. Ao destinar o FGTS para outros fins, o governo impõe perdas severas à sociedade, principalmente aos que mais precisam do aporte do Estado.

Além de comentar o resultado do terceiro trimestre, Pedro Guimarães, presidente do Banco Público, disse que demanda por PDV existe

A Caixa Econômica Federal anunciou lucro líquido de R$ 8 bilhões no terceiro trimestre do ano, um crescimento de 66,7% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Ao divulgar o resultado consolidado do período, a Caixa também anunciou, nesta terça-feira (12), redução de 63% na taxa do cheque especial, para 4,99% ao mês.

PDVs

Na coletiva de imprensa, realizada em São Paulo, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, foi questionado sobre o Programa de Demissão Voluntária (PDV), disponibilizado pela instituição. Guimarães disse ser uma demanda dos funcionários antigos, mas que não afeta o atendimento à população.

A Caixa vem sofrendo há tempos com a redução do seu quadro de empregados, o que traz impacto negativo para o atendimento do público e para a saúde dos bancários.

Pedro Guimarães também anunciou a contratação de 2.800 aprovados no concurso de 2014, mas assumiu que não cobre o déficit deixado com os PDVs.

IHCD

Em relação aos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD), assunto recorrente nas coletivas da instituição, Guimarães voltou a ressaltar o pagamento de R$ 12,5 bilhões que pretende fazer à União nos próximos meses.

Maria Fernanda Coelho, ex-presidente da Caixa, explica que a devolução do recurso enfraquece a instituição e penaliza o povo, já que esse dinheiro é direcionamento principalmente para investimentos em saneamento básico, habitação popular, financiamento de material de construção e financiamento de bens de consumo para beneficiados do Minha Casa Minha Vida.

“Pedro Guimarães faz um jogo de palavras irresponsável. Busca escamotear sua incompetência. Todos sabem que o IHCD resultou em maior capacidade da Caixa em atender a cidadã, o cidadão brasileiro, operando com maestria e competência políticas públicas, habitação, saneamento e infraestrutura. Única coisa que essa gestão consegue fazer é pilhar a Instituição”, declarou, em entrevista ao Reconta Aí.

Será o fim do MCMV?

Maria Fernanda também chama atenção para o baixo número de unidades contratadas do Minha Casa Minha Vida junto à Caixa. O balanço apresenta 207,3 mil unidades habitacionais contratadas nos nove primeiros meses deste ano.

O programa Minha Casa Minha Vida foi criado em 2009 e completou 10 anos em março, com cerca de 5,5 unidades contratadas.

O Orçamento apresentado por Jair Bolsonaro para 2020 também mira os programas sociais e “passa a tesoura” no MCMV, que deve ter o menor orçamento de sua história.  

A previsão para o programa habitacional caiu de R$ 4,6 bilhões, em 2019, para R$ 2,7 bilhões na projeção do próximo ano. Até 2018, o investimento, em média, era de R$ 11,3 bilhões.

Além do orçamento menor destinado ao programa, as construtoras reclamaram, este ano, do atraso de repasse de recursos por parte do governo federal.

Nesta terça-feira (15), aconteceu na Sede III da Caixa Econômica, em Brasília, o pré-lançamento da campanha contra a privatização da instituição, feita pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa.

#ACaixaÉTodaSua

Com o mote #ACaixaÉTodaSua, o pré-lançamento da campanha reuniu as representações de bancários da capital federal, instituições como a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e também representantes do Movimento Popular por Moradia do Distrito Federal e Região (AMORA).

Rodrigo Maia mandou mal

Jair Ferreira, presidente da Fenae, comentou a importância da Caixa como instituição pública e também criticou a fala do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que acusou a Caixa de “roubar R$ 7 bi por ano do FGTS dos trabalhadores”. Veja:

A deputada Erika Kokay, que é empregada da Caixa e fez questão de participar do ato, questionou a postura do presidente da instituição, Pedro Guimarães, que não rebateu as acusações de Maia. Ela também questionou a declaração do presidente da Câmara de que o recurso do FGTS não deve financiar moradia popular.

98% do crédito imobiliário para mais pobres vem da Caixa

“98% do crédito do crédito imobiliário para população de baixa renda vem da Caixa. E é por isso que o presidente falou, talvez com má-fé, talvez com ignorância, talvez com os dois”, disse.

“Neste momento em que a Caixa sofre vários ataques, temos que unir trabalhadores e a população em defesa desse patrimônio. Nós precisamos da Caixa inteira para continuar desenvolvendo os programas sociais de que o País tanto precisa”, declarou Sérgio Takemoto, que é da Contraf-CUT e vice-presidente da Fenae.

“A Caixa me deu dignidade”

Jaqueline, do AMORA, fez uma fala emocionada sobra a realidade em que vive e conhece muito bem. “A Caixa é uma entidade que olha pro povo. Sou grata à Caixa porque graças a ela eu tive a oportunidade de ter minha dignidade de volta. Hoje eu tenho moradia, portas abertas, um grupo que eu luto graças às oportunidades que ela nos dá”, disse.

Veja também:

A Medida Provisória (MP 889/2019), apresentada ao Congresso Nacional pelo governo Bolsonaro, permite que a gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) será realizada por bancos privados. Mas o que isso significa? A gente explica!

Criado em 1966, o FGTS é uma espécie de poupança dos trabalhadores. Ele é formada pelo valor depositado mensalmente pelos empregadores para casos de demissão, doenças graves ou até para aquisição da casa própria.

Atualmente, esse fundo é gerido pela Caixa, um Banco Público que usa parte dos recursos do FGTS  para a realização de obras de infraestrutura nas cidades e para financiar programas como o Minha Casa Minha Vida

Porém, o fim do controle do FGTS pela Caixa Econômica pode significar muito mais: além do enfraquecimento destes programas, pode complicar a vida do trabalhador – que terá que procurar em vários bancos onde estão os rendimentos do seu FGTS, já que cada empresa poderá escolher onde depositar  – além de gerar lucro apenas aos bancos privados. 

Não entendeu ainda? A gente explica! Confira o vídeo:

Nesta segunda-feira, 07 de outubro, é celebrado o Dia Mundial do Habitat, uma data definida pela Organização das Nações Unidas pelo direito de todo ser humano de contar com um lugar onde viver em paz e dignamente, tanto nos países subdesenvolvidos como nos desenvolvidos.

Jornada Nacional de Luta por Moradia

Por isso, movimentos nacionais de luta por moradia, como a Central de Movimentos Populares, convocam a sociedade a se juntar a eles na Jornada Nacional de Luta por Moradia.

Em 7 de outubro, movimentos sociais se unem em Jornada Nacional de Luta por Moradia. Apesar de ser um direito previsto na Constituição, 33 milhões de brasileiros não têm onde morar

Dentre as reivindicações dos movimentos estão políticas de moradia, mobilidade, regularização fundiária e acesso à terra para as famílias de baixa renda, fortalecimento do SUS e do Minha Casa Minha Vida. Eles acusam o governo de Jair Bolsonaro de promover um desmonte das políticas de moradia.

A nota completa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra pode ser lida aqui. Vale ressaltar que o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, que trata dos direitos sociais, prevê o direito à educação, à saúde, à alimentação, ao trabalho, à moradia, ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção à maternidade e à infância e à assistência aos desamparados.

Milhões de brasileiros não têm onde morar

Portanto, é de se espantar que, hoje, mais de 33 milhões de brasileiros não tenham onde morar, segundo dados do relatório do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos.

Também causa espanto saber que o déficit habitacional no Brasil atingiu seu recorde este ano. Por causa da crise econômica, o sonho de ter uma moradia digna saiu do imaginário de muitos brasileiros.

É isso que mostra um Estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) feito junto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O déficit habitacional no país aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde.

Minha Casa Minha Vida: revolução na política de moradia

Programas como o Minha Casa Minha Vida, criado no governo de Luiz Inácio Lula da Silva – e o maior da história brasileira voltado para moradia popular, ajudaram a mudar esse quadro, mas tem sido alvo de ataques pelo atual governo. Em dez anos de existência, o MCMV abriga o número de 5,5 milhões de moradias contratadas.

Apesar dos números impressionantes, hoje o programa conta com o menor orçamento de sua história e corre o risco de ser descaracterizado pelo atual governo.

As mobilizações acontecem nos seguintes pontos:

São Paulo – SP
CMP, UMM, MTD, CONAN, MTST, MST, MAB, CONTAG
9h – Concentrações: Pátio do Colégio, Praça Princesa Izabel, Catavento e Largo do Paissandu

Belo Horizonte – MG
CONAM – União – CMP – MNLM – MTD
9h – na Ocupação Norma Lúcia e Zezeu ribeiro, Rua dos Caetés, 331 – Centro (em frente ao BH RESOLVE)

Rio de Janeiro – RJ
CMP, UMP, MLB, CONAM e MTD.
9h – Cinelândia – Ato na SPU

Salvador – BA
UNMP e CMP e CONAM
9h – Marcha até a Caixa, saindo da Av. Paralela

Maceió – AL
UNMP, MNLM, MTL, AFAEAL, via trabalho, amav, FAMECAL
9h – Ato na Caixa – Farol

João Pessoa – PB
UNMP, MNLM, MTD, MLB
10h – Ato na Caixa e SPU – Av. Epitacio Pessoa

Recife – PE
UNMP, CMP, MLB, MNLM
13h – Marco Zero

São Luís – MA
UNMP
8h30 – Superintendência Regional da Caixa. Rua Inácio Mourão Rangel, 215 quadra L Jardim Renascença (ao lado do Mateus Supermercado)

Goiânia – GO
UNMP, CMP, MLB e MTST
8h30 – Av. Anhanguera com a rua 11, centro.

Belém – PA
CMP, MNLM, MTD, MLB, CONAM e UNMP
9h – Praça dos Mártires (antiga Praça do Operário) – São Brás
Caminhada encerrando com audiência na CAIXA

Manaus – AM
UNMP, MNLM, CONAM, CMP, CARITAS, POVO SEM MEDO
9h – Passeata até o palácio do Governo – concentração na Av. Brasil (em frente a prefeitura)

Porto Alegre – RS
CMP, MNLM, CONAM, MTD
7h – Concentração no Assentamento 20 de Novembro
10h – Caminhada até a Praça da Matriz
14h – Atividades públicas

Brasília-DF
MNLM, CONAM, CMP, AMORA, MTD
9h – Estação Terminal Ceilândia | cortejo
10h30 – Praça da QNP 9 | aula pública.

Porto Velho – RO
CONAM, CMP, UNMP, CAMPs
16h – Praça do Baú

Cornélio Procópio – PR
CMP e UNMP

12h – Calçadão da Av. XV de novembro

Dito, Coordenador da CMP de São Paulo, convoca para atos no dia 07 de outubro

Elaborado pela Contraf-CUT, dados mostram, por exemplo, a porcentagem de agências, os números das operações de crédito, da carteira de crédito imobiliário e do Programa Minha Casa, Minha Vida

A defesa dos bancos públicos passa pelo conhecimento da sua atuação.
Arte: Contraf-CUT

Os bancos públicos foram criados para atender às necessidades de toda a sociedade brasileira. Porém, o Brasil é um país enorme, com grande diversidade de paisagens, vocações econômicas e diferentes perfis de desenvolvimento. Por isso, para atender realmente a todo o País, as instituições públicas tiveram que diversificar sua atuação em cada unidade da federação.

Para mostrar a importância dos bancos públicos em cada um dos estados, a Contraf-CUT elaborou 27 materiais sobre o tema. Cada um dos materiais é dedicado a um estado, e também ao Distrito Federal.

Os dados apurados pela entidade têm como fontes o Banco Central do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Economia. As categorias analisadas são:

  • Número de Agências
  • Operações de Crédito
  • Crédito Imobiliário
  • Crédito Rural
  • Minha Casa Minha Vida
  • FGTS
  • Transferências

Todas as categorias referem-se apenas às atividades das instituições públicas. O trabalho foi feito com a intenção de mostrar à população como essas instituições são importantes para todos, e o quão perto elas estão de cada indivíduo.

Os materiais estão disponíveis na área restrita do site da Contraf-CUT e podem ser acessados clicando aqui.

Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), fez a fala em evento de lançamento dos Indicadores de Registro Imobiliário do Estado de São Paulo.

“O governo acha que o subsídio é uma jabuticaba, algo que só tem no Brasil. Nos Estados Unidos, há subsídios para a baixa renda e para a classe média na compra de imóveis. Em algumas coisas, o governo não quer olhar para o mundo, para que adotemos aqui as boas práticas”, disse França.

Não é novidade para os empresários da construção civil que o programa está em crise. Em 2020, os recursos para o MCMV devem ser 50% menores. Além disso, as construtoras já reclamam do atraso no repasse de recursos.

Como solução, o governo estuda financiar as faixas 1,5 e 2 do programa somente com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Para Rita Serrano, que é conselheira eleita do Conselho de Administração da Caixa, isso quer dizer que a moradia popular não é mais prioridade do governo.

“Colocar mais essa tarefa para uso do fundo é o governo definir que a geração de moradias para a população carente não é mais sua prioridade”, diz.

Atualiza Aí


Mercado segue desaminado com a economia brasileira

Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (17), mostra que a previsão do mercado sobre a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 2,23%.

Receita paga hoje (17) restituição do lote residual do Imposto de Renda

Crédito bancário será feito para 116.188 contribuintes, somando mais de R$ 297 milhões. Os valores são referentes aos exercícios de 2008 a 2019.

Peça de autor inglês tem temporada prorrogada no CCBB – RJ

A temporadal de “Billdog 2” na capital fluminese foi prorrogada até 1º de março, com apresentações de quarta a domingo, às 19h30.

Multimídia


Entidades se reúnem em defesa do estatuto da Funcef

Entidades entregaram ao Conselho Deliberativo da Funcef uma petição com 21,7 mil assinaturas de aposentados de todo o País.

Sérgio Mendonça: o papel dos Bancos Públicos na economia

Economista Sérgio Mendonça participou do programa Crivelli Convida com o advogado Ericson Crivelli.