Mês do desgosto na Argentina


O mês de agosto foi uma verdadeira tragédia econômica na Argentina. Mas segundo os argentinos, calejados em crises, o pior ainda está por vir.

A Argentina enfrenta mais uma crise de grandes proporções. recessão, inflação e empobrecimento são notícia em todos os jornais do país.
A capa online do principal jornal do país, Clarín, mostra: a crise domina noticiários e a vida dos argentinos durante todo o tempo.

Grandes parceiros comerciais, membros do Mercosul, vizinhos de fronteira e rivais no futebol. Brasil e Argentina tem importantes relações e não é de hoje. Por isso, nada mais natural do que temer e lamentar a possível quebra no país dos nossos hermanos.

Segundo noticiou nesta segunda, 2, o El País, a população argentina antevê que o pior da crise ainda não chegou e teme o futuro. Também pudera: somente no mês de agosto, vários indicadores econômicos pioraram, e para deixar tudo mais tenso, a Argentina viverá em breve uma disputa eleitoral.

Argentina e seus índices em piora

O setor da construção civil na Argentina sofre com a crise,e as empresas deixam de empregar.
O segundo jornal de maior importância na Argentina, noticia crise na construção civil. O setor é apontado por especialistas como grande gerador de emprego, renda e desenvolvimento.

O dólar americano passou de 60 para 62 pesos. Uma variação pequena, porém preocupante frente à desvalorização contínua da moeda local. Já o risco-país, um índice formulado pelo banco J.P. Morgan cujo objetivo é orientar seus clientes sobre países em que é mais seguro investir, passou de 2.100 para 2.500. A última medição sobre o Brasil, aponta um risco de 248, para efeito de comparação.

Sobre o mercado financeiro dos hermanos é possível ainda falar da depreciação cambial de 38%. O valor da dívida diminuiu 55% e a Bolsa de Valores caiu absurdos 78%.

Porém, foram outros indicadores que afetaram diretamente a população. Prevê-se que somente em agosto a inflação foi de 5%. Caso se confirme a cifra, o acumulado do ano na Argentina será de 60%.

10% da população argentina não tem alimentos suficientes para três refeições e um mais de 33% dos argentinos estão pobres.

‘Eu sou você amanhã’

Quem já acordou de ressaca de bebida ruim sabe na pele o que é o Efeito Orloff. Ele era usado nos anos 1990 para se referir às crises que ocorriam na Argentina e logo depois no Brasil. Era como se o que ocorresse na Argentina fosse uma prévia do que ocorreria no Brasil.

Na década de 2000, o Brasil entrou na condição de país emergente e descolou-se da vizinha Argentina sendo comparado à China, Rússia, África do Sul e Índia. Porém, atualmente, ao que parece o Efeito Orloff está de volta.

Há semelhanças entre as políticas econômicas de austeridade adotadas pelo presidente Macri na Argentina e pelo presidente Bolsonaro no Brasil. Por lá o efeito foi devastador. Por aqui o jogo continua.

Pelo menos por lá os ídolos do Futebol são solidários, já por aqui…

Messi abre seu restaurante aos que estão com fome e frio na capital argentina, Buenos Aires.
Com 32 anos, o jogador passou por algumas crises em seu país natal e contribuiu para diminuir a dor dos seus compatriotas. Certas coisas deveriam ser copiadas.

O tão celebrado acordo entre Mercosul e União Europeia, realizado em Bruxelas no dia 28 de junho, gera sinais de preocupação em pecuaristas europeus e brasileiros. Alardeado como vitória para o Brasil, o acordo abrange 25% da economia mundial mas pode não ser tão vantajoso assim para os produtores rurais.

Bandeiras do Mercosul e UNião Européia juntas são a imagem do acordo assinado.

O acordo entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e União Europeia (UE) mal foi assinado e já traz preocupações para América do Sul e Europa. Os motivos, para além da política e das eleições que ocorrerão em breve na Argentina, é a questão pecuária. Bovinocultores da América do Sul, principalmente do Brasil, e da UE estão preocupados com o livre comércio, cada qual por seus motivos.

Os números do acordo

Atualmente o comércio entre os 28 países pertencentes aos blocos econômicos é na ordem de 19 trilhões de euros. Para o Mercosul, a UE é o segundo maior parceiro comercial, ficando atrás apenas da China. Já para a UE, o Mercosul é apenas o 8º parceiro comercial.

Segundo levantamento do portal Consultor Jurídico (Conjur), as empresas européias deixarão de gastar 4 bilhões de euros em tarifas aduaneiras para o Mercosul. Especificamente para o Brasil, a cifra ainda não foi calculada. Sobre geração de postos de trabalho a situação é ainda mais desigual entre os países europeus e o Brasil: são 855 mil postos de trabalho na UE contra 436 mil no Brasil.

Tipo exportação

A divisão internacional do trabalho garantiu papéis muito distintos à América do Sul e à Europa na produção de bens.

Enquanto os países europeus exportam manufaturas com altíssimo valor agregado, como carros (35%), maquinário (de 14% a 20%), químicos (até 18%), vestuário (até 35%) e farmacêuticos (até 14%); à América do Sul, e especificamente ao Brasil, cabe a exportação de suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. Esses serão os os produtos que segundo o acordo entre os blocos econômicos terão tarifa 0.

Já a carne bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel terão um acesso preferencial ao mercado consumidor europeu, mas não isenção tarifária total.

Legislação ambiental, barreiras sanitárias, agrotóxicos e protecionismo

“O Mercosul será responsável por 82,3% de toda a carne bovina comprada pela Europa do mundo” afirmou o secretário de Comércio Exterior Lucas Ferraz sobre o acordo entre os blocos. Porém, o otimismo de Lucas Ferraz pode não condizer com a realidade.

Segundo a revista Isto é durante cobertura anual da Câmara de Comércio Brasil-Espanha (CCBE) no último dia 11, foi sentida a falta dos produtores pecuaristas europeus. Na semana anterior, pecuaristas da Espanha, Irlanda, França Itália e Polônia e soltaram uma nota colocando o tratado como um perigo econômico e para a saúde dos consumidores europeus.

De acordo com a nota, a criação de bovinos na América do Sul é feita com o uso de substâncias proibidas na Europa, além de realizada com péssima prática ambiental. A carne brasileira foi citada na nota como resultado de um sistema de rastreabilidade e controle sanitário muito abaixo da média.

Além disso, a presidente de um sindicato agrícola francês, a Fédération Nationale des Syndicats d’exploitants Agricoles (Fnsea), Christiane Lambert, disse em suas redes sociais que o “acordo expõe os agricultores europeus a uma concorrência desleal e os consumidores a uma enganação completa”.

Agricultura, Amazônia e Acordo de Paris

Outros pontos que têm preocupado os pecuaristas europeus são as mudanças da legislação ambiental brasileira. Ambientalistas de todo o mundo manifestaram preocupação com a possível saída do Brasil do Acordo de Paris.

No mesmo encontro em que foi assinado o acordo entre Mercosul e UE, o presidente Jair Bolsonaro tratou de confirmar que o país seguiria as diretrizes ecológicas previamente decididas. Mesmo assim, o mundo está com os olhos voltados às mudanças que estão sendo postas em prática.

As conversas internacionais sobre a extinção do Fundo Amazônia e o fim de reservas ambientais tem preocupado quem defende o meio ambiente e também os que podem no futuro comprar a carne brasileira. Há contrapartidas específicas nessa área para que o acordo Mercosul-UE seja ratificado pelos países membros e o respeito às regras ambientais é um deles.

Seja pela possibilidade de leis protecionistas, seja pelas sanções ambientais, seja pela interferência externa na produção a verdade é que Mercosul, UE e todos os países que os compõe, ainda tem um longo acordo para costurar com suas populações e entre si.

Fontes: Portal Brasil

Revista Época

Consultor Jurídico

Portal G1

Constituído por seis fundações partidárias, o Observatório da Democracia é um fórum de debates sobre a democracia e a produção de análises sobre políticas públicas

Reunidos no dia 10 de abril na Câmara dos Deputados, em Brasília, diversos intelectuais e parlamentares estavam presentes para a análise dos 100 primeiros dias do governo de Jair Bolsonaro. Na mesa estavam presentes além de representantes das seis fundações que compõe o fórum, a presidenta do Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil, Clarisse Goldberg.

Foram analisados fatos relevantes desse primeiro trimestre de governo, além das medidas propostas e das metas prioritárias. Dos aspectos econômicos citados, os mais importantes foram:

  • A extinção do Ministério do Trabalho, com a divisão de suas atribuições entre os Ministérios da Justiça, Segurança Pública e no super Ministério da Economia, o que segundo os analistas é um aprofundamento da Reforma Trabalhista e do fim da regulamentação estatal do setor;
  • O Comércio Internacional, cujos frutos ainda são incertos pelas dissidências com os maiores parceiros do Brasil, como China, Irã e Oriente Médio, e o reforço de aproximação de parceiros comerciais que atuam nos mesmos mercados que o Brasil;
  • Redução Tarifária do Mercosul, prometida, porém interrompida por um acordo bilateral Brasil -EUA em que não se respeitou a regra do bloco econômico ;
  • Reforma da Previdência, cujo projeto foi entregue, mas suscita necessários debates e foi muito criticado por todos os analistas.

Mesmo com a definição desses quatro pontos diretamente ligados à Economia, é fato que todas as outras políticas do início do governo debatidas têm impacto importante na economia do país e é preciso seguir observando-os de perto para se posicionar frente à política liberal do governo conduzida pelo Ministro Eduardo Guedes e pelo presidente Bolsonaro.


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