Segundo pesquisa global da Ipsos, “What Worries the World”, o brasileiro está mais triste e preocupado com a violência, saúde e desemprego.

O brasileiro está triste, mas foi sempre assim?
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Realizada em 28 países, a pesquisa compara não só o nível de felicidade, mas também os motivos da tristeza em cada uma das nações. A tristeza dos brasileiros é acompanhada por 58% dos habitantes dos 28 países pesquisados. Esse é o percentual global de pessoas que acham que seu país está no caminho errado.

Voltando ao Brasil, 59% da população acredita que o país está tomando o caminho errado. Já 61% dizem-se extremamente felizes ou felizes. O resultado parece alto, porém, se comparado à mesma pesquisa realizada no ano passado, mostra uma queda de 12 pontos percentuais.

Cada pesquisado pode responder aos três aspectos mais preocupantes no país. As respostas tiveram como resultado o seguinte panorama:

  • Crime e violência: 47%
  • Sistema de Saúde: 46%
  • Desemprego: 39%
  • Corrupção: 38%
  • Educação: 36%

Segundo entrevista da diretora da Ipsos, Sandra Pessini, à BBC : “Existe uma correlação bem forte entre a confiança na economia e a percepção de felicidade. E a demora na retomada econômica impacta muito a vida e o dia a dia das pessoas.”

A estagnação econômica explica parte da tristeza. Houve aumento da preocupação dos brasileiros com o desemprego, a inflação, com o risco de extremismo e com a diminuição de programas de assistência social.

Ameaças ao meio ambiente e mudanças climáticas também passaram a chamar a atenção dos brasileiros, contrastando com a queda na preocupação com impostos e terrorismo.

Triste Brasil

A pesquisa realizada pela Ipsos corrobora outro ranking sobre sentimentos, o da ONU. Segundo a Organização das Nações Unidas em pesquisa de março de 2019, o Brasil caiu quatro posições em relação a 2018, quando esteve no 28º lugar no Relatório Anual da Felicidade.

Mesmo utilizando uma metodologia diferente da adotada pela Ipsos, os resultados são complementares. Dados como Produto Interno Bruto, assistência social, expectativa de vida são contabilizados pela organização internacional e não são pela empresa de pesquisa. Ainda assim, ambas mostram queda de contentamento do povo brasileiro.

Economia estagnada, teto de gastos e ideologia liberal fazem o estado brasileiro promover cortes em quase todos os ministérios e programas sociais.

As cifras são assustadoras. Desde 2009, quando o índice de investimentos na máquina pública começou a ser medido, o governo não investia tão pouco em Educação, Saúde, Meio Ambiente e Infraestrutura e em outras áreas essenciais para o desenvolvimento do país.

Ao contrário das tesouras escolares, os cortes na Educação são bem grandes.
Os cortes na Educação perpassam todos os níveis, desde a Educação Básica até a de Nível Superior.

O caso da educação é dramático. O investimento previsto para 2020 é de R$101 bilhões. Esse valor precisa sustentar não só professores, água, energia elétrica e funcionários. Ele também precisa ser investido em permanência estudantil, infraestrutura de escolas e universidades, além da pesquisa acadêmica e hospitais universitários. As avaliações, como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) também terão menos verba em 2020.

O corte no Meio Ambiente parece ter sido feito com motosserra.
Os cortes na área de Meio Ambiente foram um dos maiores anunciados para 2020.

Em meio à crise de soberania nacional causada pela má gestão da Amazônia, o governo prevê cortes da ordem de 30% para o Ministério do Meio Ambiente. Já a pasta do governo responsável pelas políticas públicas que atendem aos mais pobres – o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos – perderá 41,5% da receita em 2020.

Os cortes foram feitos levando em conta apenas projeções econômicas, sem atender a necessidade da sociedade.
A tesoura é cirúrgica, mas o corte do governo na Saúde aprofunda a crise no SUS.

A Saúde, área sensível cujo avanço das tecnologias para salvar vidas aumentam ano após ano, terá um corte de 1,4% em relação à 2019. Parece pouco, mas considerando o aumento populacional, o avanço e o preço das novas tecnologias, sugere estagnação e até retrocessos no setor.

Cortes geram risco de apagão de serviços públicos

Para 2020, o governo terá disponível R$89,1 bilhões para despesas de custeio para atender uma população de mais de 210,1 milhões de habitantes. Em 2009, com uma população de menos de 192 milhões, foram gastos R$ 124 bilhões.

Nem a máquina pública passou incólume. As estruturas físicas do governo, como escritórios e ministérios poderão ficar sem dinheiro para manter as funcções normais de trabalho.

Isso mostra que a verba pode não ser suficiente para o governo prestar serviços à população e manter as estruturas necessárias ao funcionamento do estado em ordem.

Podcast #EP03: Amazônia


O que a agenda do meio ambiente tem a ver com o desenvolvimento econômico do Brasil?

No terceiro episódio (#EP03) do Crédito Ou Débito, o podcast do Reconta Aí, falamos sobre a situação da Amazônia e o que isso tem a ver com economia. Para isso, conversamos com o analista de Políticas Públicas da WWF-Brasil, Bruno Taitson, além dos deputados Nilto Tatto (PT/SP), Camilo Capiberibe(PSB/AP) e o senador Fabiano Contarato (Rede/ES). 

Afinal, quais os impactos econômicos das decisões do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e do presidente Bolsonaro? Ouça na íntegra:

Você também pode ouvir pelo Spotfy ou Deezer.

Leia também: Reforma da Previdência: Crédito ou Débito? O Podcast do Reconta aí

Que passe longe de nós a tentativa de insinuar qualquer coisa, mas se o Macron disse, tá mais do que dito: a culpa pelas queimadas na Amazônia, direta ou indiretamente, cai no colo de Jair Bolsonaro.

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Junto com o prejuízo imensurável à fauna e à flora, a tragédia traz consequências negativas também para a economia brasileira. Enquanto o nosso presidente se preocupa em humilhar o país com comentários misóginos sobre a primeira-dama francesa, nossa economia corre o risco de ruir. Confira as principais ameaças:

1. Acordo Mercosul – União Europeia

Celebrado por Bolsonaro como um dos trunfos de sua gestão, o acordo comercial entre Mercosul e União Européia corre risco de acabar antes de começar. Depois de 20 anos de negociação, ele pode nem sair do papel graças ao Brasil. Na última sexta-feira (23), França e Irlanda já se recusaram a ratificar o acordo por causa das queimadas que ocorrem na Amazônia e da postura do governo brasileiro diante da situação.

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2. Outros acordos comerciais

Com a nossa imagem internacional mais destruída do que a floresta, fica difícil imaginar novas parcerias comerciais se tornando realidade num futuro próximo. Isso prejudica não só o Brasil, mas diversos outros países da América Latina.

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3. Barreiras aos produtos brasileiros

O economista Marcos Jank,  pesquisador sênior de agronegócio global no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), alerta para o fato de que a crise internacional desencadeada pelas queimadas na Amazônia pode levantar novas barreiras à importação de produtos brasileiros, como carne e soja, entre as empresas europeias.


A Finlândia já solicitou à União Europeia a interrupção da compra da carne brasileira após os escândalos.

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4. Pressão de produtores europeus

Os produtores europeus que competem com o Brasil nas vendas de proteína animal, por exemplo, podem fazer pressão para que os produtos brasileiros sejam boicotados e aumentar suas vendas locais.

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5. Entrada na OCDE

O pedido do Brasil para fazer parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico  (OCDE) também pode, é claro, ser afetado. A organização reúne 37 países desenvolvidos e parceiros dedicados ao desenvolvimento econômico.

Mas a entrada do Brasil, pleiteada ainda em 2017, depende da possibilidade de os membros da organização concordarem que o governo brasileiro está cumprindo recomendações internacionais, muitas delas ligadas à questão ambiental.

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Para além disso, o Brasil sofre danos dificilmente reparáveis à sua imagem internacional. Com o perdão do trocadilho, a gente tá bem queimado na praça. Para o diplomata Rubens Ricupero, a crise é a pior dos últimos 50 anos e nós só vamos conseguir recuperar nosso prestígio “por milagre”.

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O ex-mininistro da Agrigultura Blairo Maggi, sócio da maior trading de agronegócio do Brasil e ganhador do ‘prêmio’ “Motosserra de Ouro” do Greenpeace, crítica política ambiental do governo Bolsonaro e diz que o agronegócio poderá ser afetado.

Blairo Maggi já foi o grande vilão "Motossera de Ouro" do Meio Ambiente no Brasil, agora pede calma ao governo por temor pela exportação dos produtos do agronegócio.
Blairo Maggi já foi o grande vilão do meio ambiente no Brasil, agora pede calma ao governo por temor pela exportação dos produtos do agronegócio.

O acordo entre Brasil e a União Europeia firmado esse ano na reunião do G20 está por um fio. Essa é a opinião do ruralista Blairo Maggi, um dos maiores produtores de soja do país. Segundo o ex-ministro, isso se deve à política ambiental adotada pelo governo e levada a cabo pelo atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Em entrevista concedida ao Valor, Blairo Maggi critica o tom usado pelo governo a respeito da questão ambiental. Segundo ele nada mudou, o que foi desmentido pelo monitoramento do INPE que aponta um brutal aumento no desmatamento da Amazônia.

Fonte: INPE

A motossera corta as vendas do agronegócio

A preocupação do ex-ministro mostra-se correta. Alemanha, França e outros países que compõe a União Europeia já criticaram o desmatamento na Amazônia e a liberação de agrotóxicos.

Não são só os governos que estão indignados com as políticas ambientais do Brasil. A motossera deixa o mundo indignado.
A Embaixada brasileira em Londres foi alvo de protestos de ambientalistas revoltados com o índice de desmatamento da Amazônia no dia 13/08.

O presidente francês Emmanuel Macron afirmou em coletiva que: “Não podemos pedir aos agricultores e trabalhadores franceses que mudem seus hábitos de produção para liderar a transição ecológica e assinar acordos comerciais com países que não fazem o mesmo. Queremos acordos equilibrados.”, fazendo clara referência ao Brasil.

A motosserra e o fim da amazônia incomodam o mundo.
Protestos contra navios carregando produtos agrícolas brasileiros já pocorreram inclusive no mar. Na pixação lê-se: assassinos de florestas.

Já com Ângela Merkel, a questão principal é sobre o Fundo Amazônia, cujo repasse da Alemanha foi suspenso em 2019 após idas e vindas sobre as mudanças propostas no fundo pelo governo brasileiro. Bolsonaro chegou a mandar um recado ontem (14) para a Chanceler: “Eu queria até mandar um recado para a senhora querida Angela Merkel, que suspendeu US$ 80 milhões para a Amazônia. Pegue essa grana e refloreste a Alemanha, ok?”.

A motosserra cortará também o Banco do Brasil?

O Banco do Brasil dispõe para o Plano Safra 2019/2020 de R$103 bilhões. O valor é destinado ao agronegócio e à agricultura familiar. Em 2018, o Banco respondeu por 60% do crédito para o agronegócio, que corresponde a 44% do total das exportações brasileiras e 23% do Produto Interno Bruto (PIB).

Os índices são poderosos, porém a política ambiental do governo gera uma dúvida fundamental: sem mercados que aceitem os produtos brasileiros, como os produtores rurais pagarão suas dívidas com o Banco do Brasil?

A participação da carteira do agronegócio no Banco Público é atualmente da ordem de R$ 184,8 bilhões. O agronegócio brasileiro é voltado à exportação, sobretudo a soja, laranja, café, bovinocultura e avicultura. Se realmente as previsões do “Motosserra de Ouro” estiverem corretas, a inadimplência poderá ser um grande revés para o BB, sobretudo para as políticas sociais nas quais ele investe.

29 de Julho é o “Dia da Sobrecarga” em 2019. Ou seja, a partir de hoje a humanidade esgotou todos os recursos naturais disponíveis para esse ano.

Terra, água, ar limpo e outras variáveis das quais depende a vida nesse planeta são recusos finitos. Porém, a humanidade depende do desenvolvimento para seguir existindo da forma que conhecemos. Saber como equacionar essa conta é a reflexão que propõe o Dia da Sobrecarga.

O amplo desmatamento contribui significativamente para o Dia da Sobrecarga.
Desmatamento em São Felix de Balsas no MATOPIBA (Maranhão – Tocantins – Piauí – Bahia)

Dia da Sobrecarga é alerta para humanidade

O Dia da Sobrecarga é calculado pela organização global Footprint Network desde 1986. Ele é um alerta para que a civilização repense seu modo de produção e seus padrões de consumo. Segundo a organização, a emissão de dióxido de carbono na atmosfera é o grande vilão do planeta e diminui o ritmo da queima de combustíveis fósseis a chave para a mudança.

A cada ano o Dia da Sobrecarga tem chegado antes. No ano de 1993 a conta da humanidade começou a ficar negativa no dia 21 de outubro, ou seja, a humanidade usou menos dias no cheque especial e, por isso, pagou um juros menor em relação a hoje.

Desenvolvimento pode ser sustentável?

A discussão sobre a possibilidade de aliar desenvolvimento para a humanidade e preservação ambiental até agora não se mostrou possível. Por mais que o número de tragédias climáticas tenha crescido e a disponibilidade de água doce tenha diminuído, a Ciência ainda não conseguiu comover governos e impor uma agenda mais racional para os governos e atividades econômicas.

Segundo a ONG, existem cinco áreas chave para colocar a cada ano mais pra frente o débito da humanidade com o mundo: cidades, energia, alimentos, população e planeta.

A humanidade pertence ao mundo ou o mundo pertence à humanidade?

As mudanças climáticas geram desastres em escalas cada vez maiores. Os maiores atingidos são os mais vulneráveis.
As mudanças climáticas geram desastres em escalas cada vez maiores. Os maiores atingidos são os mais vulneráveis.

Esse é um dilema cuja resposta tanto faz. O ritmo de utilização dos recursos naturais de uma forma cada vez mais intensa ano a ano é um prejuízo que será socializado por todos –primeiro pelos mais pobres, claro – porém atingirá a toda a humanidade.

Homens e mulheres utilizam hoje aos recursos ecológicos 1,75 vezes mais rápido do que a Terra leva para renová-los. Isso ocorre de maneira desigual e provoca fome em muitos, enquanto alguns desperdiçam. Para se ter uma ideia, se toda a humanidade vivesse como vivem os habitantes dos EUA, seriam necessários recursos de cinco planetas como os nossos anualmente. Já se cada ser humano consumisse como um indiano, seriam necessários recursos referentes a apenas 0,7 da Terra.

Leia mais sobre o tema: http://www.overshootday.org/newsroom/press-release-july-2019-english/

Vaiar Ricardo Salles, ministro a frente da pasta do Meio Ambiente desde o início do governo Bolsonaro, dá mostras de que ele não esta disposto a defender nem florestas, nem oceanos, nem biodiversidade, nem nada.

10 motivos para vaiar Ricardo Salles na chuva, na rua, na fazenda ou em uma audiência do Congresso Nacional:

1) Fazer o Ministério do Meio Ambiente perder o Serviço Florestal, a Agência Nacional de Águas e poder para barrar o desmatamento.

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2) Nomear policiais ao invés de especialistas em biodiversidade para o ICMBio.

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3) Mudanças no Código Florestal para privilegiar 4% dos latifundiários em detrimento da Amazônia.

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4) Juntar em um só documento as assinaturas de 8 ex-ministros do Meio Ambiente, Rubens Ricupero, Gustavo Krause, José Carlos Carvalho, Marina Silva, Carlos Minc, Izabella Teixeira, José Sarney Filho e Edson Duarte indignados com a política ambiental levada a cabo por ele.

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5) Ter sido condenado por improbidade administrativa por adulterar mapas feitos pela USP em desfavor do meio ambiente no Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê.

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6) Conivência na liberação de 169 agrotóxicos no Brasil só em 2019.

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7) Dar seu aval como Ministro do Meio Ambiente para a perfuração de poços de petróleo próximo a Abrolhos. Local com maior biodiversidade do Brasil e histórico, por ter inspirado Charles Darwin a escrever “A Origem das Espécies”.

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8) Fazer críticas descabidas aos responsáveis por 95% das doações do Fundo Amazônia, Alemanha e Noruega. Isso coloca em risco o fundo que mantém diversos projetos que sustentam a floresta em pé.

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9) Afastar o fiscal que multou, corretamente, o presidente Jair Bolsonaro quando ele pescava, sem permissão, em uma Reserva Ambiental.

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10) Se distanciar dos povos e comunidades indígenas, que historicamente são os maiores preservadores da biodiversidade das florestas brasileiras, expulsando-os do CONAMA.

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É ou não é para vaiar Ricardo Salles?

Leia também: https://recontaai.com.br/2019/05/23/um-em-cada-cinco-lares-brasileiros-usam-carvao-ou-lenha-para-cozinhar/

Mais de 10 mil estudantes, professores, indígenas e ambientalistas caminharam na Esplanada dos Ministérios hoje contra cortes na educação e pelo direito ao futuro.

Manifestantes segurando cartazes: mais Educação, menos Juros. Mais livros, menos armas, menos estúpidos no poder.
Fred Matos

Nem o sol escaldante de Brasília desanimou os manifestantes que se ergueram no tsunami da educação nesta quinta, 30. Após horas de negociação frustrada para que o carro de som dos manifestantes pudesse transitar, a direção do movimento decidiu que o ato seguiria sem o aparelho e o que se viu foi uma mar de sombrinhas coloridas caminhando na faixa da esquerda da Esplanada dos Ministérios.

Imagem da manifestação em Brasília com diversas pessoas e um garoto negro segurando um cartaz com a frase Com quantos tiros se faz a educação?
Fred Matos

Aos gritos de  ‘Ô Bolsonaro, vai se #$@%r, eu quero ver você passar na UNB’ e ‘Não é mole não, tem dinheiro pra milícia mas não pra educação’ o grupo passou em frente aos ministérios angariando muito mais simpatia do que olhares enviesados. Alguns motoristas buzinavam em apoio ao movimento, outros apenas seguiam em silêncio.

Imagem da manifestação em frente ao Congresso Nacional em que dois rapazes seguram cartazes com as frases "Você sabia? Tem pesquisa contra o câncer na UNB" e "Mais de 147 mil pesquisas serão prejudicadas"
Fred Matos

A mobilização foi bastante plural e ocorreu por vários meios, sobretudo pela internet. Mesmo não registrando a magnitude do 15M, como ficou conhecido o ato do dia 15 de maio, a hashtag do evento ocupou os trending topics do Twitter o dia inteiro – ou seja, foi um dos temas mais comentados na rede social.

Polícia para quem precisa

Imagem dos policiais segurando fuzis ao lado de manifestantes.
Fred Matos

A Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou com tranquilidade o evento, com exceção de um policial, até agora não identificado, que passou  de moto jogando gás de pimenta nos manifestantes.

A defesa do meio ambiente também é sobre futuro

Dois manifestantes do tsunami da educação segurando uma faixa que diz: O Meio Ambiente precisa das Universidades Públicas - todos pela Educação.
Fred Matos

A Associação dos Servidores do Ministério do Meio Ambiente (ASCEMMA) estava reunida sob bandeiras verdes junto aos estudantes. Quando o tsunami da Educação passou em frente ao Ministério do Meio Ambiente, mobilizaram os presentes a irem com eles gritar suas palavra de ordem contra o ministro Ricardo Sales: “Ricardo Sales incompetente, você não respeita o meio ambiente”.

Bandeiras verdes em frente ao Ministério do Meio Ambiente.
Fred Matos

Cláudio Fábio, Presidente da Associação da Carreira de Especialistas em Meio Ambiente de São Paulo, defendeu que a luta pelo meio ambiente passa também pela produção científica das universidades: “Queremos um futuro melhor na educação e no meio ambiente”, afirmou o presidente. Ele ainda arrematou: “Como servidores, é nosso dever lutar pelos direitos constitucionais”.

Tsunami da educação contra o governo Bolsonaro

Drag Queen segura cartaz pela Educação com a frese: Em defesa da Educação.
Fred Matos

A chegada da manifestação foi no gramado do Congresso Nacional. Carrinhos de açaí, ambulantes vendendo água e muitos alunos, de todas as faixas etárias, conversavam não só sobre educação, mas também sobre emprego, Reforma da Previdência e sexualidade. Insatisfeitos de todas áreas se juntaram aos estudantes para exigir não só o fim dos cortes na educação, mas o fim do governo Bolsonaro.



Atualiza Aí


Documento aponta diretrizes para uma reforma administrativa democrática

A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público se posicionou hoje (15) em relação à reforma administrativa proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Decreto inclui Casa da Moeda no programa de privatizações

A edição desta terça-feira (15) do DOU traz um decreto assinado por Bolsonaro que inclui a Casa da Moeda do Brasil no programa de privatizações.

Vozes Silenciadas na cobertura da Reforma da Previdência – Podcast #EP10

O EP10 aborda a cobertura da mídia durante o processo da Reforma da Previdência e como as opiniões contrárias foram silenciadas neste debate.

Multimídia


Flávio Dino ressalta a necessidade de uma reforma tributária

Flávio Dino (PCdoB/MA) esteve presente no lançamento da proposta de Reforma Tributária Justa, Solidária e Sustentável que ocorreu ontem em Brasília.

Reforma tributária da oposição quer tornar mais justa a cobrança de impostos no País

O lançamento da Reforma Tributária Justa, Solidária e Sustentável mostra que os partidos da oposição começaram a propor saídas para o Brasil.