Ex-presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, se uniram hoje em ato no Rio de Janeiro para defender o papel fundamental da instituição para o Brasil, refutar a ideia de Caixa-preta no BNDES e se unir contra o corte de financiamento previsto no relatório da Reforma da Previdência.

O Banco BNDES é um dos maiores e mais importantes Bancos de Desenvolvimento do mundo, segundo a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) e as avaliações do mercado. Sua existência está ligada umbilicalmente aos maiores projetos econômicos do Brasil há mais de seis décadas.

As atribuições de sua criação o transformam no maior financiador da infraestrutura do país. Além de promover investimentos transformadores da indústria brasileira e deter mais de 50% do financiamento de máquinas agrícolas do Brasil, além de papel relevante em outros setores. O BNDES promove transformações qualitativas das estruturas econômicas nacionais.

Os dados dessa história, o funcionamento do banco e sua importância foram debatidos no evento, chamado pela Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES) e solidificados na leitura do manifesto em apoio ao BNDES. Durante as falas, foi refutada a chamada caixa-preta do BNDES amplamente apontada pela imprensa, mas que de fato não existe, já que todas as operações da empresa são de conhecimento público, com transparência reconhecida.

O relatório da Reforma da Previdência coloca o BNDES em cheque

O relatório da Reforma da Previdência modifica o financiamento do BNDES, inviabilizando a principal função do banco, o investimento voltado para o desenvolvimento do país. Hoje, 40% dos recursos do PIS-PASEP são destinados anualmente ao BNDES. Essa parcela de gera retorno ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) por meio do pagamento de juros, que ajudam a sustentar o seguro-desemprego, o abono salarial e a qualificação profissional dos trabalhadores brasileiros.

A coalizão dos trabalhadores da instituição, com ex-presidentes do banco e tantos outros atores importantes na macroeconomia nacional, afirma em seu manifesto que tantos os defensores, quanto os detratores da Reforma da Previdência precisam compreender que não é necessário apoiar essa mudança Constitucional do FAT.

Ainda segundo o manifesto, “a mudança proposta pelo relator coloca em risco, nos próximos dez anos, R$ 410 bilhões em financiamentos de investimentos de longo prazo, entre recursos que deixariam de entrar no BNDES e o retorno dos empréstimos que seriam concedidos com tais recursos. Assim, seriam sacrificados cerca de oito milhões de empregos.”.


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