Empregados se unem a entidades defensoras para um Dia Nacional de Luta, nesta quinta-feira (13)

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Empregados da Caixa se unem a entidades defensoras para um Dia Nacional de Luta, nesta quinta-feira (13), em todo o Brasil. A manifestação é mais uma ação da campanha #ACAIXAÉTODASUA e é contra as medidas de fatiamento, venda das partes lucrativas do Banco Público e da retirada de direitos dos trabalhadores.

Para reforçar o ato, as entidades representativas orientam os empregados a usarem roupas pretas no dia da mobilização. Além disso, é importante que empregados do Banco se reúnam com os colegas e conversem com a população.

Cartilhas reúnem dados sobre a Caixa

Para mostrar a real situação do Banco Público, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) lançaram duas cartilhas.

Além de mostrar como os investimentos da Caixa impactam diretamente no desenvolvimento do Brasil e no papel social do Banco, as publicações #ACAIXAÉTODASUA e Lutas e Conquistas contam a história das mobilizações dos empregados da Caixa por melhores condições trabalho e por um banco público e social.

Reestruturação da Caixa é barrada

A Justiça determinou a imediata suspensão do processo de implementação do novo plano da Caixa. A liminar saiu nesta terça-feira (11) após a Contraf-CUT entrar com ação contra a reestruturação do Banco.

A decisão da Justiça determina que seja realizada reunião e tratativas no âmbito da Mesa Permanente de Negociação. O documento diz ainda que o Banco Público deve reformular o cronograma de adesão e fixar prazos que não sejam inferiores a quinze dias após a conclusão das negociações.

Para o presidente da Fenae, Jair Ferreira, a Justiça está dizendo que a Caixa deve respeitar os empregados. “[O empregado] vive um clima de insegurança gerado pela direção da Caixa, com uma reestruturação sem qualquer conversa com os trabalhadores. Vamos defender sempre que o Banco respeite a negociação com a representação dos seus trabalhadores e a dignidade de cada trabalhador”, afirmou.

Com informações da Contraf e Fenae.

Desaceleração, cenários políticos complexos e aumento das demandas sociais são o pano de fundo para o balanço econômico de 2019 realizado pela CEPAL.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) lançou em dezembro de 2019 um balanço econômico sobre os países do continente americano, com exceção de Canadá e Estados Unidos.

Segundo o documento, houve uma desaceleração econômica generalizada e sincronizada nos países da região. No primeiro semestre de 2019, das 20 economias analisadas, 18 tiveram desaceleração. Isso se refletiu no Produto Interno Bruto (PIB) dos países, que somaram um crescimento de apenas 1,34% para o ‘continente’.

Nem todos os setores econômicos se comportaram da mesma forma nos 20 países. Porém, algumas tendências puderam ser observadas. A indústria da mineração, cujo decréscimo já remontava a anos anteriores, somou-se à manufatura, que compreende construção e comércio.

O segundo semestre de 2019

O segundo semestre do ano passado teve crescimento negativo na América do Sul, -0,26%. Já as economias da América Central e México obtiveram um pequeno crescimento, 0,6%.

A CEPAL destacou que no Brasil, a atividade econômica evoluiu mais do que o esperado. Porém, o pequeno crescimento de 1% não foi suficiente para aumentar o nível de consumo, que se manteve baixo.

Ainda no Brasil, houve destaque para a aprovação da Reforma da Previdência. Para os pesquisadores, as reformas não serão suficientes para impulsionar o crescimento em longo prazo.

As grandes manifestações pelas lentes da CEPAL

O último trimestre de 2019 contou com grandes protestos por demandas sociais e econômicas em alguns países das Américas. Os ventos de indignação sopraram principalmente nos países do Sul do continente.

Os protestos afetarm a trajetória econômica dos países no quarto trimeste, assim como o balanço feito pela CEPAL apontou. Mesmo assim, a instituição considera urgente a edificação do bem-estar social nos estados da região. Direitos, sistemas universais de saúde e educação são necessários para impulsionar a igualdade, uma necessidade segundo a instituição.

As causas apontadas pela CEPAL

A comissão afirma que a estagnação do PIB da região se explica principalmente pela significativa redução da demanda interna dos países. O panorama macroeconômico mostra que o período de 2014-2020 será o de menor crescimento para as economias latino-americanas nos últimos 70 anos.

A queda no consumo, público e privado, são consequências do ajuste fiscal implementado nos países, segundo a Comissão. Isso gerou um decréscimo de demanda interna, que prejudicou os setores produtivos dos países.

As consequências para a região

O PIB per capita diminuiu, assim como o consumo per capita. Houve perda da qualidade do emprego e os investimentos governamentais minguaram. Essas são as tendências que provavelmente se manterão em 2020 na região.

Outra projeção para este ano é o crescimento econômico de apenas 1% para os países da América Latina. O desafio é a manutenção das políticas econômicas que incluam o âmbito social com esse crescimento baixíssimo.

A preservação dos avanços na macroeconomia e no pagamento da dívida externa dos países, ocorridos entre meados dos anos 2000 e meados da década de 10 desse século, são uma necessidade, afirma a CEPAL no relatório. Ambos fatores concorrem para estabilização econômica da região.

Já o futuro do mercado de trabalho na região passa pela uberização. Se em 2019 a taxa de desocupação diminuiu levemente, não foi por causa do aumento do emprego. O número de pessoas empreendendo por necessidade e trabalhando para plataformas de internet em condições precárias, explodiu. E, para os próximos anos não há previsão de mudança nesse cenário.

Nos idos de 1984, durante o período de sanguinárias ditaduras na América Latina, Caetano Veloso se perguntou:

“Será que nunca faremos senão confirmar
A incompetência da América católica
Que sempre precisará de ridículos tiranos?”

Resta saber se após os ridículos tiranos, a América quase evangélica conseguirá superar a tirania do liberalismo econômico.

Dia de Luta marca o 159º aniversário da Caixa em defesa do patrimônio brasileiro

Empregados da Caixa se unem a entidades defensoras para um Dia de Luta, na próxima segunda (13).

Empregados da Caixa se unem a entidades defensoras para um Dia de Luta, na próxima segunda-feira (13), em todo o Brasil. A manifestação marca o 159º aniversário da Caixa e é contra as medidas de fatiamento, venda das partes lucrativas do banco e da retirada de direitos dos trabalhadores.

Segundo o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, o momento é de união entre empregados do banco e a população para defender esse patrimônio brasileiro. “Só se nos juntarmos conseguiremos impedir os ataques ao que é público e evitar a destruição de tudo que se construiu há anos. É hora de priorizar a mobilização em defesa do banco 100% público”, afirmou.

As mudanças começaram em 2019, com a venda de ativos do banco. Além da promessa de ampliar o desinvestimento este ano, estão previstas a venda de áreas mais rentáveis, como seguros e cartões. Os empregados do banco também estão sendo afetados. Uma mudança na rede de atendimento do banco foi anunciada no início de dezembro. A previsão é de alterações nas funções de caixa, tesoureiros e gerentes de relacionamento pessoa física e jurídica.

Para o vice-presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, é nítido a intenção do governo de esvaziar a Caixa para depois acabar com ela. “Eles estão invertendo a lógica. Há 159 anos a Caixa é o braço forte do desenvolvimento deste País. Com a venda de áreas lucrativas o Brasil todo perde e a população de baixa renda é a que será mais prejudicada”, explica.

A Caixa é toda sua

O Comitê Nacional em Defesa da Caixa lançou a campanha nacional #ACAIXAÉTODASUA. O objetivo é impedir os planos da atual gestão de vender as áreas mais lucrativas do banco. Chamando assim a atenção dos empregados e da sociedade para os prejuízos que essas medidas poderão trazer.

A Caixa faz parte da vida dos brasileiros há 158 anos. Foram as partes lucrativas da instituição que permitiram a realização do sonho da casa própria de milhares de famílias, com taxas menores. A Caixa também é responsável pela operação da área social, como benefícios ao trabalhador e acesso a produtos e serviços por meio da bancarização.

Com informações da Fenae e Contraf

Os atos que geraram 853 mil tuítes em 26 de maio, de acordo com a própria rede social, diminuíram para 68,7% ontem. De acordo com o monitoramento do Reconta aí, foram 586 mil tuítes até 20h21 de domingo (30).

O governo Jair Bolsonaro, seu ministro da Justiça Sérgio Moro e seus aliados habituais podem até negar o enfraquecimento dos movimentos de apoio nas ruas durante as manifestações de ontem (30/06), mas no Twitter a queda é inevitável: o slogan “desMoronou” faz agora todo o sentido em números coletados nas redes sociais pelo monitoramento do Reconta Aí.

Estagnação e queda

É a segunda manifestação convocada por apoiadores do governo num período de 30 dias. Como o governo se atropela, as pautas dos atos seguem o mesmo rumo. O que era para ser em defesa da Reforma da Previdência, do ministro e do governo, acabou como uma defesa do indefensável: ataques ao Congresso e ao STF.

A queda

Nessa toada, os atos que geraram 853 mil tuítes em 26 de maio, de acordo com a própria rede social, diminuíram para 68,7% ontem. De acordo com o monitoramento do Reconta aí, foram 586 mil tuítes até 20h21 de domingo (30). #EuVejoEuOuço o Moro esvaziando.

Os mesmos apoios

Os apoios vieram do lugar habitual. Mais de 11 mil publicações foram retuítes de postagens da deputada federal Carla Zambelli. Álvaro Dias e Bia Kicis também deram aquela força. Já sobre a Reforma da Previdência… Só 4,41% das ocorrências coletadas se referiram ao projeto.

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