Que passe longe de nós a tentativa de insinuar qualquer coisa, mas se o Macron disse, tá mais do que dito: a culpa pelas queimadas na Amazônia, direta ou indiretamente, cai no colo de Jair Bolsonaro.

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Junto com o prejuízo imensurável à fauna e à flora, a tragédia traz consequências negativas também para a economia brasileira. Enquanto o nosso presidente se preocupa em humilhar o país com comentários misóginos sobre a primeira-dama francesa, nossa economia corre o risco de ruir. Confira as principais ameaças:

1. Acordo Mercosul – União Europeia

Celebrado por Bolsonaro como um dos trunfos de sua gestão, o acordo comercial entre Mercosul e União Européia corre risco de acabar antes de começar. Depois de 20 anos de negociação, ele pode nem sair do papel graças ao Brasil. Na última sexta-feira (23), França e Irlanda já se recusaram a ratificar o acordo por causa das queimadas que ocorrem na Amazônia e da postura do governo brasileiro diante da situação.

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2. Outros acordos comerciais

Com a nossa imagem internacional mais destruída do que a floresta, fica difícil imaginar novas parcerias comerciais se tornando realidade num futuro próximo. Isso prejudica não só o Brasil, mas diversos outros países da América Latina.

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3. Barreiras aos produtos brasileiros

O economista Marcos Jank,  pesquisador sênior de agronegócio global no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), alerta para o fato de que a crise internacional desencadeada pelas queimadas na Amazônia pode levantar novas barreiras à importação de produtos brasileiros, como carne e soja, entre as empresas europeias.


A Finlândia já solicitou à União Europeia a interrupção da compra da carne brasileira após os escândalos.

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4. Pressão de produtores europeus

Os produtores europeus que competem com o Brasil nas vendas de proteína animal, por exemplo, podem fazer pressão para que os produtos brasileiros sejam boicotados e aumentar suas vendas locais.

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5. Entrada na OCDE

O pedido do Brasil para fazer parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico  (OCDE) também pode, é claro, ser afetado. A organização reúne 37 países desenvolvidos e parceiros dedicados ao desenvolvimento econômico.

Mas a entrada do Brasil, pleiteada ainda em 2017, depende da possibilidade de os membros da organização concordarem que o governo brasileiro está cumprindo recomendações internacionais, muitas delas ligadas à questão ambiental.

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Para além disso, o Brasil sofre danos dificilmente reparáveis à sua imagem internacional. Com o perdão do trocadilho, a gente tá bem queimado na praça. Para o diplomata Rubens Ricupero, a crise é a pior dos últimos 50 anos e nós só vamos conseguir recuperar nosso prestígio “por milagre”.

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