Eleição após eleição, os candidatos ao governo do estado do Rio Grande do Sul se comprometem a não vender o Banrisul. O povo gaúcho reconhece a importância do banco e se mobiliza para mantê-lo público e voltado ao desenvolvimento da região. Junto ao governo do Rio Grande do Sul, o Governo Federal tenta equacionar como se dará a ajuda financeira ao estado. As exigências fiscalistas e privatistas às quais estão condicionadas a ajuda não são aceitas pela população do estado.

O Banrisul é o Banco Público de fomento ao desenvolvimento do rio Grande do Sul.

Paulo Guedes, o ministro da Economia do governo Bolsonaro, quer a privatização do Banrisul como condição para a ajuda ao estado. Porém, o governador Eduardo Leite (PSDB/RS) assumiu publicamente o compromisso de não privatizar o Banco Público ainda durante as eleições.

A proposta do governador do estado é uma operação de oferta secundária subsequente de ações do Banco Público, conhecida também como follow-on. Ou seja, a venda de mais ações no mercado, já que o Banrisul é uma empresa de economia mista e já tem suas ações listadas na Bolsa de Valores.

O povo gaúcho rejeita se desfazer de seu patrimônio

Hoje, o governo do RS detém 98,13% das ações que dão direito ao voto no banco e 1,87% estão no mercado. As ações restantes disponíveis no mercado não dão direito ao voto, porém podem ser ser convertidas em ordinárias – que, por sua vez, dão direito ao voto.

Se 47% das ações do Banrisul forem vendidas, é possível, em valores atuais, prever uma arrecadação de R$2,5 bi. Mas, mesmo assim, ainda há relutância do Governo Federal em aceitar ‘somente’ essa atitude.

De olho no valor do Banrisul

Paulo Guedes esperava arrecadar R$10, 1 bi, que é o preço do banco no mercado. Segundo o Governo Federal, a oferta secundária subsequente não seria permitida perante a “Lei de Falência dos Estados”, a qual está amparando as negociações.

Entretanto, dado o compromisso acordado entre o governador e seus eleitores, a privatização do Banrisul está fora de questão. Eduardo Leite têm conversado com o Governo Federal tentando dissolver o conflito, já que o Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro são os estados brasileiros em pior situação financeira da federação.

Já foi?

A sociedade do Rio Grande do Sul já está se ‘despedindo’ de três empresas públicas: a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) e a Companhia Riograndense de Mineração (CRM).

Atualiza Aí


“Teremos uma juventude que vai envelhecer completamente desprotegida”

De outro lado, a informalidade também dificultará o pagamento das pensões e benefícios até mesmo daqueles que contribuíram ao longo da vida. A constatação é do economista Sérgio Mendonça, ao analisar os impactos da precariedade no cenário nacional.

Governo prevê estrangular serviços para forçar reforma

A não realização dos concursos pode fazer com que parcelas dos atuais servidores não só se oponham ao projeto, mas também passem a apoiá-lo.

Mercado segue desaminado com a economia brasileira

Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (17), mostra que a previsão do mercado sobre a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 2,23%.

Multimídia


Entidades se reúnem em defesa do estatuto da Funcef

Entidades entregaram ao Conselho Deliberativo da Funcef uma petição com 21,7 mil assinaturas de aposentados de todo o País.

Sérgio Mendonça: o papel dos Bancos Públicos na economia

Economista Sérgio Mendonça participou do programa Crivelli Convida com o advogado Ericson Crivelli.