O Banco Público que é referência nos nove estados do Nordeste e Norte de Minas e do Espírito Santo luta contra a privatização e sofre cortes de pessoal e programação em Centros Culturais.

Faixada do Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza, Ceará.

Na berlinda desde o início do governo Bolsonaro e na mira das privatizações propostas por Paulo Guedes, o Banco do Nordeste tem se articulado local e nacionalmente por sua sobrevivência como Banco Público. Dos fóruns frequentados pelos governadores até a luta dos empregados, o BNB e seus serviços, são defendidos com unhas e dentes.

Pudera!

O Banco do Nordeste é um dos maiores bancos de microcrédito do mundo. Foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento regional do Nordeste e, para isso, não fez só financiamentos mas também competições de inovação, criação de prêmios, gestão e distribuição de programas sociais entre outras ações apoiadas pela ampla maioria da população.

Os centros culturais do BNB fazem parte dessa história. E hoje estão sob ameaça.

Não me diga isso!

Segundo o G1, unidades do Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza e Juazeiro do Norte, no Ceará; e Sousa, na Paraíba, tiveram a programação cultural cancelada. Isso impacta profundamente a oferta de cultura dos locais. 

Em nota enviada pelas bandas Cabruêra, Zefirina Bomba, La Gambiaja e Burgo!; que lamentam profundamente o fechamento dos centros culturais, tratavam-se de espaços que abrigavam muito da produção cultural do Estado, além de promover a circulação de importantes nomes da cultura regional e nacional.

Edy Gonzaga, baixista da banda Cabruera, ainda arremata: “A notícia do fechamento dos Centros Culturais BNB, pegou todos os artistas da cena paraibana de surpresa”. 

O Banco do Nordeste tem defensores arretados

Edy complementa dizendo que já foi lançada uma campanha local de apoio aos CCBNB. “Era uma ilha onde se promovia cultura e se abriam outras perspectivas profissionais para os moradores dessas regiões, seja como artista em música, artes visuais, teatro e dança, ou produção e/ou gestão de projetos culturais”, afirma o baixista.

Segundo a nota das bandas, as pessoas que trabalhavam no apoio destas produções e movimentavam a economia local, terão também suas atividades impossibilitadas. Isso inviabiliza a pluralidade artística e o acesso para regiões e pessoas carentes de manifestações culturais deste nível. 

Desmontar o acesso à cultura promovido por um Banco Público, cujo objetivo é o desenvolvimento social e regional é parte de uma estratégia de sucatamento do patrimônio nacional, que afeta não só clientes e empregados, mas toda a sociedade. 

A nota termina lamentando que o fechamento dos centros culturais gerem uma perda tão intensa para a sociedade e o desenvolvimento das artes:  “A cultura regional/nacional perde uma forte fonte e formação de público e de profissionais para as artes”.




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