Com a derrota esmagadora do atual Presidente da Argentina, Mauricio Macri, para a chapa Alberto Fernández e Christina Kirchner nas eleições prévias da Argentina, o pânico no mercado contrasta com a esperança nas urnas.

Sob Macri a Argentina viu aumentar a fome. Desde o início do governo do liberal do atual presidente, o preço do litro de leite variou de 10,50 pesos (cerca de R$ 0,95) para 40 pesos (cerca de R$ 3,60). No mesmo período, o gás de cozinha subiu mais de 1.000%.

Mapa das eleições de 2015 na Argentina.
Com ampla maioria, as ideias liberais de Macri ganharam a Argentina em 2015.
Macri em Amarelo, Kirchner em Azul.

As cifras do último período referentes ao país são dramáticas. Entre 2017 e 2018, 2,7 milhões de argentinos foram empurrados para baixo da linha da pobreza. Os dados são tão desesperadores que o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) emitiu um alerta em relação às crianças e adolescentes do país. Números da agência da Organização das Nações Unidas mostram que 42% das crianças e adolescentes da Argentina estão vivendo abaixo da linha da pobreza.

Não são só crianças e adolescentes que estão vendo seu futuro em risco, idosos estão recebendo um baixíssimo benefício de aposentadoria. 70% dos oito milhões de aposentados recebem o equivalente a R$ 940 como aposentadoria. Isso equivale, na Argentina, à metade de um salário mínimo.

‘Cuántos desengaños por una cabeza’

Mesmo em um cenário de empobrecimento os institutos de pesquisa argentinos, sobretudo os privados, davam a vitória à Macri nas eleições de 2019. Isso fez com que seu governo se sentisse à vontade para endividar o país com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em US$  57 bilhões, o maior empréstimo da história à Argentina.

O resultado, por sua vez, veio antes das eleições. A prévia que ocorreu neste domingo, 11, mostrou que o Presidente Macri é mal avaliado pela população, como o demonstrado pela diferença de 15 pontos percentuais em relação ao vencedor da disputa, Alberto Fernández.

‘Hago apuestas’

Imagem: Minuto Uno
Mapa eleitoral das prévias de 2019. Macri em amarelo, vence apenas na cidade de Buenos Aires e Córdoba. Em azul, Fernández tem ampla maioria no país.

Macri foi eleito para ‘liberalizar’ a economia argentina. Os resultados de suas políticas econômicas são o aumento da pobreza, da inflação e a desvalorização da moeda, o Peso.

A população do país, sobretudo fora da provícia de Buenos Aires – única região em que Macri ganhou – quis o fim das políticas de austeridade pela volta do crescimento do país e pela melhoria das condições de vida.

O mercado reagiu desvalorizando ainda mais a moeda e as empresas do país, como um espécie de chantagem sobre o seu povo. Resta torcer para que as apostas dos nossos ‘hermanos’ melhorem suas condições de vida e tragam novos ventos à América do Sul.

Com informações de GGN .

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