Não é novidade para ninguém que os Bancos Públicos do Brasil sempre financiaram o esporte e os atletas brasileiros. No entanto, desde que assumiu, Bolsonaro também passou com seu trator por cima desses investimentos.

Na manhã desta quarta-feira (19), o presidente da república assinou, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, um Termo de Compromisso entre a Caixa e o Comitê Paralímpico Brasileiro para anunciar investimentos que eram feitos há décadas e vêm sendo limados com a anuência de Guimarães.

Entre lágrimas de crocodilo dos 2 envolvidos e também de João Dória, governador de São Paulo, Bolsonaro e Pedro Guimarães esqueceram-se de avisar a população que a Caixa deixou de patrocinar, só neste ano, 25 clubes de futebol. Além disso, houve cortes expressivos na área das corridas de rua, projetos sociais e eventos pontuais, que receberam R$ 31 milhões no ano passado.

Esqueceram-se também de mencionar o atraso de repasses. O próprio Comitê Paralímpico Brasileiro, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, recebeu neste ano apenas as verbas relativas ao mês de março. Uma das entidades a se pronunciar publicamente sobre os atrasos da Caixa foi a Liga Nacional de Basquete.

O evento desta quarta (18), voltado para os empregados, ocorreu sob forte esquema de segurança e sem a presença de nenhum entidade de representantes dos funcionários. O dirigente sindical Francisco Pugliese relata ter sido impedido de participar. Segundo ele, alguns dos gerentes gerais e superintendentes alegam ter sido convocados a estar presentes.

Francisco diz que, historicamente, a Caixa patrocina o esporte brasileiro, Paralímpico e Olímpico, e que os cortes foram feitos há aproximadamente um ano, sob a gestão do presidente Temer.

Essa ação de marketing tão vultuosa ocorre em meio a duas situações importantes pela qual o Banco Público está passando: o PDV, em que 2.228 empregados se desligaram da Caixa só em 2018, e a necessidade de contratar pessoas com deficiência requerida e deferida na justiça em ação movida pela FENAE e Contraf- CUT.

O sindicalista afirma que a contratação de 2000 pessoas com deficiência, anunciada hoje durante o evento, por Pedro Guimarães é uma ação de marketing, já que “essas contratações não chegarão aos 5% de pessoas com deficiência que a Caixa deve ter por lei, e não são em número suficiente para atender as demandas do Banco com efetividade”.

Apoiador do papel social da Caixa, e favorável à pauta do investimento no esporte , Francisco pondera: “Tirar empregados das suas funções em uma véspera de feriado para fazer publicidade do governo, é uma ação bastante questionável no quadro de sobrecarga em que estamos”.

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