Livro da Fenae é o primeiro que registra a trajetória de mobilizações dos empregados do Banco Público

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) lança nesta quinta-feira (30), em Brasília, o livro Tijolo por Tijolo: meio século de história do pessoal da Caixa. A obra – resultado de parceria entre Fenae e o Selo Perfil/Verso Brasil Editora – faz um resgate da memória viva de 48 anos de união, lutas e conquistas por uma Caixa pública.

O livro é dividido em sete capítulos e conta com prefácio escrito pelo presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira. A publicação detalha os mecanismos que levaram os empregados do Banco Público a deflagrarem movimentos nacionais fortes, amplos e unificados nas últimas cinco décadas.

Serviço:
Lançamento do livro “Tijolo por tijolo: meio século de história do pessoal da Caixa”
Data: 30 de janeiro de 2020
Horário: 19h
Local: Sede social da Apcef/DF – SCEN Trecho 3, Conjunto 3, Lote 2A/2B, Brasília (DF)

Ministério da Economia divulgou a meta de R$ 150 bilhões em privatização e desinvestimento para o País

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na semana passada, o Ministério da Economia divulgou a meta de R$ 150 bilhões em privatizações e desinvestimentos para o País. Além da grande repercussão no mercado financeiro, o anúncio motivou a reação de entidades representantes dos trabalhadores em empresas públicas. Elas denunciam a fragilidade dos argumentos para privatização.

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Jair Ferreira, disse em entrevista ao Valor Econômico que o que está em curso é um processo de fatiamento da Caixa.

Segundo ele, está havendo uma privatização disfarçada. Isso deixa o banco enfraquecido ao dividir com o setor privado os ganhos das áreas rentáveis como seguro, loterias e cartões. “Se tirar áreas importantes como essas, você enfraquece o banco. Quem será prejudicada é a população, porque a Caixa terá menor capacidade de atuar”, disse.

Embora a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) liberando de autorização do Congresso a venda de subsidiárias dificulte o quadro, o presidente da Fenae adiantou que estão buscando caminhos jurídicos para tentar barrar os processos em curso. De acordo com Jair, os esforços junto à classe política e sociedade para evitar essas privatizações serão intensificados.

Eletrobras

Foto: Divulgação Eletrobras

Em entrevista ao Valor, o diretor da Associação dos Engenheiros e Técnicos da Eletrobras (Aesel), Íkaro Chaves, questionou dados apresentados pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, José Salim Mattar Júnior.

“A Eletrobras não precisa de R$ 14 bilhões anuais do Tesouro. Ao contrário, nos últimos 11 anos deu ao Tesouro Nacional mais de R$ 16 bilhões”, destacou Íkaro. Ele acrescentou que a empresa está financeiramente saudável e é plenamente capaz de realizar investimentos.

“Se hoje a Eletrobras prefere repassar dividendos bilionários a seus acionistas, entre eles a União, em detrimento de realizar investimentos, é uma opção dos seus controladores, no caso o governo”, finalizou o diretor.

Privatização

O Valor destacou ainda que a apresentação do secretário especial Salim Mattar deixou dúvidas e lacunas relacionadas aos dados expostos. O Ministério não apresentou, por exemplo, a decomposição por empresa ou grupo econômico dos R$ 150 bilhões a serem obtidos com o processo de privatização.

Também não foi detalhado como se darão os impactos fiscais diretos e indiretos que o processo deve ter e, até agora, também não está claro como será o tal “fast track” (via rápida) das privatizações, cujo projeto está previsto para ser enviado em fevereiro.

Para a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, o governo, mais uma vez, aposta na confusão para tentar encaminhar seus projetos privatistas sem que sejam entendidos e avaliados pela sociedade. “Por isso temos que nos manter atentos e mobilizados, ampliando a informação sobre os malefícios da privatização”.

Com informações do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e do Valor Econômico

Nesta terça-feira (15), aconteceu na Sede III da Caixa Econômica, em Brasília, o pré-lançamento da campanha contra a privatização da instituição, feita pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa.

#ACaixaÉTodaSua

Com o mote #ACaixaÉTodaSua, o pré-lançamento da campanha reuniu as representações de bancários da capital federal, instituições como a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e também representantes do Movimento Popular por Moradia do Distrito Federal e Região (AMORA).

Rodrigo Maia mandou mal

Jair Ferreira, presidente da Fenae, comentou a importância da Caixa como instituição pública e também criticou a fala do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que acusou a Caixa de “roubar R$ 7 bi por ano do FGTS dos trabalhadores”. Veja:

A deputada Erika Kokay, que é empregada da Caixa e fez questão de participar do ato, questionou a postura do presidente da instituição, Pedro Guimarães, que não rebateu as acusações de Maia. Ela também questionou a declaração do presidente da Câmara de que o recurso do FGTS não deve financiar moradia popular.

98% do crédito imobiliário para mais pobres vem da Caixa

“98% do crédito do crédito imobiliário para população de baixa renda vem da Caixa. E é por isso que o presidente falou, talvez com má-fé, talvez com ignorância, talvez com os dois”, disse.

“Neste momento em que a Caixa sofre vários ataques, temos que unir trabalhadores e a população em defesa desse patrimônio. Nós precisamos da Caixa inteira para continuar desenvolvendo os programas sociais de que o País tanto precisa”, declarou Sérgio Takemoto, que é da Contraf-CUT e vice-presidente da Fenae.

“A Caixa me deu dignidade”

Jaqueline, do AMORA, fez uma fala emocionada sobra a realidade em que vive e conhece muito bem. “A Caixa é uma entidade que olha pro povo. Sou grata à Caixa porque graças a ela eu tive a oportunidade de ter minha dignidade de volta. Hoje eu tenho moradia, portas abertas, um grupo que eu luto graças às oportunidades que ela nos dá”, disse.

Veja também:

Durante o 30º Congresso Nacional de Funcionários do Banco do Brasil e o 35º Congresso Nacional dos Trabalhadores da Caixa (CONECEF), funcionários dos dois maiores bancos públicos do Brasil se uniram na noite desta quinta, 1º, qem defesa das instituições e em homenagem a Olivan Justino, trabalhador do Banco do Brasil que faleceu ontem, na Bahia.


Olivan Faustino faleceu ontem, quarta-feira, 31, na cidade de Juazeiro, na Bahia. Era bancário do Banco do Brasil e um lutador social que será lembrado por sua solidariedade e capacidade de diálogo.

Juntos contra o retrocesso

Os retrocessos impostos pelo novo governo e pelos presidentes dos dois bancos públicos juntaram Caixa e Banco do Brasil em um auditório na Zona Norte de São Paulo para defender todas as instituições públicas, mas principalmente os bancos públicos.

Em uma mesa composta por mais de 20 pessoas e um auditório lotado, apesar do avançado da hora, os dirigentes retomaram a história do movimento e falaram da necessidade de seguir resistindo e lutando cada vez mais contra as privatizações e o desmembramento das instituições públicas.

Resistência contra o desmonte dos bancos públicos

A deputada Erika Kokay (PT-DF), funcionária histórica das lutas dos empregados da Caixa, foi aplaudida de pé ao dizer que o Brasil tem história de luta contra governos adeptos das privatizações de empresas públicas.

“Nós temos um projeto de desenvolvimento nacional. Esse Brasil filho da Casa Grande e Senzala, elegeu um operário que dizia que a fome não é natural, que colocou o pobre no orçamento”, disse.


“Querem arrancar nossas vozes, nossas organizações e nossos risos, estamos aqui de peito pulsante pra dizer que este país é filho de Zumbi dos Palmares, de Chico Mendes, de Margarida Alves. E que luta e vai lutar como Marielle, porque vamos preservar nossas instituições e vamos resistir. Aqui, neste momento, ninguém vai soltar a mão de ninguém”, declarou sendo ovacionada pelo auditório lotado.

Bolsonaro e Paulo Guedes unidos contra instituições públicas

A articulação entre o presidente Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes e os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e do Banco do Brasil, Rubem Novaes, segue forte no sentido do desmonte. Isso motiva que os trabalhadores se unam sem distinção na defesa dos Bancos Públicos.

O deputado Zé Carlos (PT-MA), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Bancos Públicos, declarou que vai rodar o Brasil denunciando os desmontes. “Quem paga a conta das privatizações é o povo brasileiro. Como presidente da Frente, me coloco à disposição pra percorrer o Brasil com vocês pra denunciar o que está por trás desse governo e as ameaças que sofremos”, finalizou.

A importância dos bancos públicos e a polêmica do FGTS

A urgência no esclarecimento da população com relação à importância dos Bancos Públicos na sociedade brasileira foi ressaltada em diversas falas. O tom de unidade permeou o evento. E a criminalização dos movimentos sociais e o corte em programas salutares, como é o caso do Bolsa Família, foram denunciados.

A ideia de avisar à população sobre essa luta durante as próximas semanas, durante o período em que será feito o saque do FGTS foi levantado e avaliado como oportuno pelos presentes.

Fenae e ANABB marcaram presença na mesa e reafirmaram sua importância na organização dos funcionários nesse momento de luta. Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae, relembrou histórias de resistências.

“Nós fizemos congressos com demitidos, eles foram readmitidos, vencemos. Vamos ter um pouco de dificuldades agora nesse momento, mas se atuarmos em conjunto defendendo a democracia e a soberania venceremos novamente”, afirmou.

O anúncio feito nesta quarta, 24, da liberação de valores de até R$ 500 de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para saque preocupa os empregados da Caixa Econômica e os sindicatos.

Caixa não orientou funcionários

Em grupos fechados de WhatsApp, funcionários se mostram apreensivos com a falta de informação por parte da administração da Caixa. Estima-se que a medida atinja 100 milhões de contas do Fundo e, um dia após o anúncio, os funcionários ainda não têm claro como será o processo para poder orientar a população adequadamente.

Soma-se a isso o fato de que o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, declarou durante o anúncio que os funcionários da instituição cumprirão expediente aos finais de semana durante seis meses para dar conta da demanda.

Empregados aguardam recebimento de horas extras desde 2017

Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, relata que os empregados do banco esperam até hoje o pagamento das horas extras trabalhadas quando o governo de Michel Temer liberou valores das contas inativas do FGTS para saque, em 2017.

“Eles trabalharam aos sábados, durante dois meses, se empenharam e fizeram pagamentos em agências lotadas, pois o anúncio foi feito logo após o primeiro PDVE (Programa de Demissão Voluntária Extraordinário), o que piorou a situação com a diminuição do quadro de empregados”, diz.

Agora, a história poderá se repetir. A Caixa lançou, em maio, um novo Programa de Demissão Vonluntária (PDV) para atingir até 3.500 empregados. Dois meses depois, participará dessa mega operação anunciada pelo governo, já que é operária dos recursos do FGTS, que somam mais de R$ 500 bilhões em ativos.

Para Dionísio, essa é uma “artimanha desse governo para desmonte da Caixa, para jogar a população contra o banco público. Eles vão fazer um movimento de reestruturação do banco, com desligamento de 3.500 funcionários, e abrir o banco para 100 milhões de pessoas fazerem saque, com trabalho extenuante dos empregados aos sábados e domingos”, explica.

No entanto, hoje, após o anúncio da liberação de recursos do FGTS, a Caixa suspendeu o PDV de 2019, segundo Dionísio. Até o fechamento desta matéria, não havia nota oficial sobre a suspensão.

Sobrecarga de trabalho

Jair Ferreira, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (FENAE), reforça o que ele chama de “perplexidade” dos funcionários da Caixa diante da falta de informações em meio a uma operação tão grande. “As regras não estão claras. Da forma como estão anunciando, as pessoas estão sem saber como sacar esse dinheiro. E até aqui não tem demonstração da empresa de que isso está preparado, de que existe planejamento”, diz.

Ele também reafirma que essa é uma forma de “desgastar a imagem da empresa”, já que não são oferecidos instrumentos para que os funcionários atendam a população com agilidade e forneçam informações corretas. Ele também ressalta o desgaste dos funcionários diante do volume alto de trabalho. “Eles já têm sobrecarga porque já tem menos gente pra atender a população. Então, a mão-de-obra fica mais escassa ainda, aí vão fazer o discurso de que a Caixa não tem como atender a população”, finaliza.


A Caixa anunciou que vai liberar o cronograma para saque de valores até R$ 500 no dia 5 de agosto.

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