O Banco do Brasil completa 211 anos neste sábado (12). Fundado em 12 de outubro de 1808, o BB foi a primeira instituição bancária a operar no País.

O Banco do Brasil está muito presente na vida dos brasileiros. É uma das maiores instituições financeiras da América Latina e cumpre o importante papel de levar cidadania bancária aos rincões do País.

De acordo com dados do Banco Central, possui 4.726 agências e 1.068 postos de atendimento. No segundo trimestre de 2019, teve um lucro de mais de R$ 4 bilhões. O banco também abriga 96,6 mil empregados.

Um BB para cada brasileiro

No entanto, sua importância vai muito além disso.  O BB financia moradores do Semiárido; custeia a agricultura familiar agroecológica; apoia investimentos em inovação tecnológica atrelada à sustentabilidade ambiental; financia a construção de armazéns; apoia a recuperação dos solos, possui uma linha de crédito para as seringueiras; financia a energia renovável; subsidia ações da Defesa Civil em situações de calamidade; auxilia os municípios e os estados, tem uma linha de crédito para financiar caminhões novos para produtores rurais, financia empreendimentos do Minha Casa Minha Vida, o Fies e concede o Crédito Acessibilidade, voltado para as Pessoas com Deficiência. Isso para citar apenas alguns exemplos.

Seu papel no financiamento de pequenos agricultores é fundamental para o Brasil. Hoje, a agricultura familiar representa 70% do que é colocado na mesa dos brasileiros. Desse total, 60% são financiados pelo Banco do Brasil.

Não Mexe no Meu BB

Apesar disso, o banco tem sofrido ameaças constantes de privatização por parte do governo Jair Bolsonaro, assim como todas as empresas públicas brasileiras. Esse plano é seguido pelo presidente do banco, Rubem Novaes, um conhecido liberal.

A fórmula da privatização se dá por meio de descrédito e desestruturação da instituição, do fechamento de agências e da diminuição do quadro de funcionários. E é claro que isso reflete negativamente na vida da população.

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Para defender a instituição, garantir que o banco continue público e cumpra seu papel social, os empregados lançaram a campanha #NãoMexenoMeuBB, por meio da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB).

Ernesto Izumi, Diretor Executivo do Sindicato dos Bancários de SP, explica que com a privatização do BB, o financiamento agrícola para pequenos e médios agricultores ficaria seriamente comprometido. “Sem o BB, o crédito agrícola ficará mais caro. Os outros bancos que já poderiam fazer crédito mais barato preferem concentrar em menos operações e em poucas agroindústrias. Não há país no mundo que não dependa de crédito subsidiado e o Banco do Brasil faz esse papel”, declarou.

Nesses mais de 200 anos, a história do Banco se misturou com a história do Brasil de forma indissociável. O BB se consagrou como uma das instituições mais importantes do País, que é referência para a população. Desestruturá-lo para facilitar sua venda certamente é um erro e um desrespeito com a sociedade.



A Petrobras foi criada em 1953, durante o governo Vargas, fruto das campanhas pelo “petróleo é nosso”. É responsável pela descoberta do pré-sal e alvo de interesses escusos

Há 66 anos, nascia uma das maiores estatais brasileiras: a Petrobras. Criada em 03 de outubro de 1953, durante o governo de Vargas, é fruto das campanhas pelo “petróleo é nosso”, que ecoavam nos anos 40.

É dela a responsabilidade pela construção do maior parque de refino da América Latina, pelo desenvolvimento da indústria nacional e também pela descoberta do pré-sal (2010) que, com pouco mais de 10 anos de atividade, já é responsável por 60% de todo o petróleo produzido no país.

Tecnologia de ponta para exploração do petróleo

A empresa já recebeu por três vezes o prêmio internacional OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, considerado o Oscar do setor. Foi premiada por desenvolver tecnologia de ponta para explorar petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

Diante de feitos tão grandiosos, é de se esperar que ela seja também alvo de grandes interesses nacionais e estrangeiros. E ao falarmos de um setor estratégico, que motiva guerras em todo o mundo, é fundamental para o desenvolvimento do País que a empresa se mantenha pública.

Professor Willian Nozaki falou sobre questões geopolíticas e econômicas do petróleo

O petróleo é nosso

A sanha privatista seguida pelo governo de Jair Bolsonaro usa de artifícios como a devassa produzida pela Operação Lava Jato e uma construída e mentirosa falta de lucro para justificar o fatiamento e a venda da Petrobras. Esse falso argumento não se sustenta: no segundo trimestre de 2019, a empresa registrou lucro recorde de R$18,87 bilhões.

Números que impressionam: Dados do Relato Integrado 2018/ Última atualização: abril de 2019

A importância das subsidiárias da Petrobras

A Petrobras jamais teria a liderança no segmento se não tivesse subsidiárias que apoiam sua produção. Atualmente, a empresa possui 20 subsidiárias principais. Além da exploração de petróleo e gás também produz energia elétrica, produção petroquímica, refino de petróleo e gás, produção de biocombustíveis, distribuição, transporte e comercialização.

Paulo Guedes, ministro da Economia, já leva a cabo seu plano de privatização da empresa com a venda dessas refinarias: foram 4 somente em setembro. Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, segue a mesma linha: quer que oito sejam vendidas até 2021.

Falta combinar com os russos

Falar em privatização das maiores estatais brasileiras se torna um cabo de guerra entre governo e povo. Pesquisa Datafolha realizada em 29 e 30 de agosto mostra que a maior parte da população é contra as privatizações. Quando o assunto é especificamente a Petrobras, temos 65% dos entrevistados contra a venda.

O enfraquecimento da estatal só interessa ao mercado financeiro e aos grandes tubarões do setor petroleiro, que podem adquirir a preços baixos o patrimônio brasileiro.

Mais uma vez, a mediana das projeções do mercado para crescimento da economia no próximo ano caíram.

Agora, a projeção passou de 2,07% para 2,00%, segundo a pesquisa semanal Focus, do Banco Central, com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Veja a seguir a explicação do economista Sérgio Mendonça sobre essas quedas de projeção de crescimento da economia.

2019 é um ano perdido do ponto de vista econômico
Estamos, em média, 9% mais pobres do que em 2014

Política econômica Anticíclica


Sem acordo coletivo, a categoria decretou greve geral nesta terça-feira (10) à noite. Eles são contra a privatização dos Correios, medida defendida por Bolsonaro e Paulo Guedes.

Outros pontos importantes para a decisão de greve geral, tomada após assembleia dos trabalhadores, é a busca por reajuste salarial e manutenção de benefícios, como manter os pais dependentes dos planos de saúde, vales alimentação e refeição.

Para o Sintect-SP, “a direção dos Correios a mando do governo se negou a negociar com os trabalhadores. O próprio TST denunciou isso”. “A intenção do governo e da direção da ECT é acabar com os benefícios da categoria.” Segundo o sindicato, em nota, a direção da ECT e o governo querem “reduzir radicalmente os salários e benefícios para privatizar os Correios”.

A notícia da greve já vem gerando preocupação entre os varejistas, como a gigante Amazon, que não tem uma rede de logística pulverizada no Brasil, o que reforça a importância dos Correios.




Nesta quarta-feira, 4, em cerimônia com a presença de Fernando Haddad, Guilherme Boulos, Dilma Rousseff e diversos parlamentares de diferentes partidos, o Congresso Nacional se uniu em defesa da soberania nacional e popular contra as privatizações e também no Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional.

Os temas discutidos foram, principalmente, a necessidade de defesa das empresas públicas contra as aspirações privatistas de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, e também a defesa da Amazônia.

Ataques à soberania nacional

Na fala de abertura, o economista João Pedro Stédile, coordenador nacional do Movimento Sem Terra (MST), explicou a necessidade de união entre partidos e frentes na construção do ato. “Nunca antes na nossa história, o povo brasileiro sofreu tantos ataques em sua soberania. E nós vamos construir um movimento para defender o Brasil. Aqui no nosso movimento, não existe veto ideológico, partidário ou de movimento. A bandeira é de defesa do Brasil”, declarou.

Guilherme Boulos, que foi candidato à presidência da República pelo PSOL em 2018, chamou atenção para as tentativas de privatização dos bancos públicos. “Quando falam em privatizar bancos públicos, temos que ter noção da gravidade disso: é acabar com qualquer possibilidade e o Estado interferir pela redução de juros, pela concessão de crédito para o povo, e deixar o mercado fazer e acontecer”, disse.

Brasília- DF. 04-09-2019- Seminário pela Soberania Nacional e Popular, com a presença de Dilma Roussef, Fernando Haddad e Guilherme Boullos. Foto Lula Marques

Brasil sob ataque

A ex-presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil está “sob ataque”. “Nossa soberania está sendo destruída em várias frentes, com a desnacionalização da Embraer e da Petrobras; do desmonte do ensino superior federal e do sistema de pesquisa geração de Ciência e Tecnologia, a destruição da Amazônia e o retrocesso imposto aos direitos trabalhistas do povo brasileiro”.

Para Fernando Haddad, que também foi candidato à presidência da República em 2018, pelo PT, a reação popular contra as privatizações está próxima. “A sanha privatista tem que ser enfrentada porque quer inviabilizar de vez um projeto de desenvolvimento nacional com inclusão social. Por isso, é fundamental reunir amplas forças sociais e políticas, como hoje”, disse.

O seminário continua por toda a quarta-feira. Veja a programação:

Na primeira proposta orçamentária do presidente Jair Bolsonaro para 2020, quem mais sofre são os programas sociais, voltados à população mais pobre e essenciais no combate às desigualdades. Os cortes afetam, principalmente, o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família.

Tesoura nos programas sociais: MCMV

Criado há 10 anos, o Minha Casa Minha Vida deve ter o menor orçamento de sua história. A previsão para o programa habitacional caiu de R$ 4,6 bilhões, em 2019, para R$ 2,7 bilhões na projeção do próximo ano. Até 2018, o investimento, em média, era de R$ 11,3 bilhões.

Segundo a Folha de S. Paulo, ao ser questionado sobre novas contratações, o secretário especial adjunto de Fazenda do Ministério da Economia, Esteves Colnago evitou falar do assunto e disse que a prioridade é garantir as contratações já realizadas, indicando que o MCMV deve seguir o mesmo caminho do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Bolsa Família

Já em relação ao Bolsa Família, ficam reservados ao programa os mesmos R$ 30 bilhões deste ano. Na prática, representa perdas, já que não há correção pela inflação. Com isso, segundo um estudo realizado pelo próprio governo, o Bolsa Família beneficiará 13,2 milhões de famílias. Atualmente, são 13,8 milhões.

Fies

O Fies também sofre com a proposta. Em 2019, os recursos foram da ordem de
R$ 13,8  bilhões. Já para 2020, estão previstos apenas R$ 10,2 bilhões na proposta de Orçamento de 2020. 

Cortes em educação

O investimento em educação básica, profissional e superior também é menor para 2020. Está previsto R$ 1,9 bilhão para restruturação de universidades, obras e compra de equipamentos para o setor no ano. Em 2019, foram R$ 2,2 bilhões. Os números foram obtidos por analistas do Congresso com base na proposta enviada pelo governo, a pedido da Folha.

Nesse cenário de crise total, com um resultado muito aquém do esperado na economia, com cortes fatais para a produção científica no país e com uma crise internacional jamais vista por causa das queimadas na Amazônia, o governo investe mesmo é no desfile de 7 de setembro.

Não falta dinheiro pra propaganda bolsonarista

Falta dinheiro pra tudo, menos para a propaganda Bolsonarista. O contrato assinado pela gestão pública para a montagem e organização da cerimônia militar prevê um custo de R$ 971,5 mil, 15% mais do que no ano passado.

Nesta terça (03), em coletiva convocada para o lançamento da Campanha Semana do Brasil, uma espécie de Black Friday brasileira, Bolsonaro convocou os brasileiros a saírem vestido de verde e amarelo no próximo dia 7 de setembro. Prioridades.

O Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (21), o texto da Medida Provisória 881/19, chamada de “MP da Liberdade Econômica” pelo governo e “minirreforma trabalhista”, pelos críticos da proposta. Dada a necessidade de rápida tramitação (o prazo final é no próximo dia 27), os senadores concordaram em retirar o ponto mais controverso da proposta: a liberação do trabalho aos domingos e feriados.

O texto flexibiliza o registro de ponto, adotando a hora trabalhada por exceção, ou seja, o ponto só será necessário para registrar hora extra, atraso, folga, férias e falta, etc. A medida também autoriza a abertura de agências bancárias aos sábados, o que não é permitido hoje, afetando diretamente os trabalhadores dos bancos. No entanto, até o ano que vem, a categoria está resguardada pelo acordado em convenção coletiva, sem trabalho nos finais de semana.

Como nada foi acrescentado ou modificado no texto pelo Senado, a medida vai diretamente para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Os cortes orçamentários impostos à Receita Federal desde o começo deste ano foram de tal ordem que o órgão terá que desligar todos os seus sistemas informatizados a partir do dia 25 deste mês, comprometendo operações como processamento de restituições do Imposto de Renda, emissão do CPF, arrecadação de tributos, emissões de certidões negativas, entre outras. Os funcionários foram informados do desligamento por meio de comunicado interno.

Segundo matéria do Estadão, a Receita precisa de pelo menos R$ 300 milhões para manter os sistemas funcionando até o fim do ano. O órgão teve um corte de 30% do seu orçamento de 2019, resultado do desempenho fraco que a economia vem mostrando sob o comando da equipe de Jair Bolsonaro.

Interferências políticas

Em meio a essa crise orçamentária, a Receita ainda precisa lidar com outro problema: as interferências políticas. A pressão vinda do Planalto levou à troca do número 2 do órgão, o secretário-geral da Receita, João Paulo Ramos Fachada, pelo auditor-fiscal José de Assis Ferraz Neto. Fachada se posicionou firmemente contra interferências políticas no órgão.

Desde que assumiu a presidência, Bolsonaro vem contestando ações e dados de órgãos de controle para investigar sua família e pessoas próximas. A Receita não fugiu a essa regra, ele reclamou de uma “devassa” na vida financeira de seus familiares.

Desde o início do mês de agosto, o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão de 133 apurações da Receita alegando desvio de finalidade. A lista incluía nomes do próprio Supremo Tribunal Federal (STF).

Na manhã desta terça-feira (13), a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, recebeu uma união de protestos vindos de estudantes e professores, das Margaridas e das mulheres indígenas contra políticas do governo Bolsonaro.

O ato unificado reuniu milhares de pessoas que carregavam bandeiras em comum, como a da Universidade pública contra o programa Future-se, contra a privatização das estatais, contra a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista.

1ª Marcha das Mulheres Indígenas ocupa Esplanada dos Ministérios

Mulheres indígenas e Margaridas juntas

A Primeira Marcha das Mulheres Indígenas teve como mote “Território: nosso corpo, nosso espírito”, já as Margaridas estavam “na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

Marcha dos Estudantes, das Margaridas e das Mulheres Indígenas se unem na Esplanada contra políticas de Bolsonaro e pela manutenção de direitos

Para o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que esteve no ato manifestou sua solidariedade a estudantes, professores e trabalhadores da educação. “Estamos aqui nesse ato potente, atos em todo o Brasil, em defesa da educação pública, contra o desmonte, contra as tentativas de Bolsonaro de calar a educação crítica. Não vão conseguir privatizar e meter a mão no que é do povo”, declarou.

O senador Humberto Costa (PT-SP) disse que os atos de hoje “significam a luta contra o desmonte do ensino público e gratuito que está em curso no Brasil”. Para ele, essa luta se amplia contra todas as políticas de Bolsonaro. “A política econômica, que está levando ao empobrecimento da população, a política de direitos humanos, ambiental e indígena também, que representa um profundo desrespeito com nossos povos originais”, disse.

Marcha por direitos


Marta, de Pernambuco, estava no evento como Margarida e também como representante do Coletivo de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ela relembrou a luta de Margarida Alves e a necessidade de seguir lutando por direitos. “Mais do que nunca no país estamos vivendo um momento de perda de direitos e nós como mulheres fazemos parte de um grupo muito mais atingido com as medidas que vêm tirando e destruindo direitos garantidos por muita luta e em muitos anos”, declarou.

O estudante Gabriel de Sousa diz que a marcha tem um “ar de democracia” importante em momentos como o atual. “Isso aqui tem ar de democracia, de luta. É difícil enfrentar o governo desse jeito, mas estamos aqui por quem não tem voz”.

Os protestos continuam ocorrendo durante todo o dia em todos os estados do Brasil.


Na manhã desta quinta-feira, 1, teve início o 35º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica (CONECEF), que reuniu 328 delegadas e delegados, em São Paulo. O Congresso tem como mote “Todos Contra o Retrocesso”, em defesa de todas as instituições públicas, mas principalmente dos bancos públicos.

Saúde dos empregados da Caixa

Na primeira parte da manhã, foi discutida, principalmente, a questão dos planos de saúde dos empregados da Caixa, o Saúde Caixa, e os ataques ao sistema de previdência complementar de entidades fechadas. Os debatedores foram os assessores da Fenae, Albucacis de Castro Pereira e Paulo Borges, além da vereadora Juliana Cardoso (PT-SP).

Vale a pena chamar atenção para a fala de Albucacis de Castro Pereira. Ele explica o modelo de contribuição adotado hoje, em que a Caixa arca com 70% dos custos e o trabalhador com os 30% restantes, está em risco. Assista:

SUS, maior sistema público de saúde do mundo


A importância do Sistema Único de Saúde (SUS) também foi abordada pela vereadora Juliana Cardoso. “Apesar de muito criticado e de todas as distorções que ainda tem, devido à sua dimensão, o SUS é invejado por países do primeiro mundo”, disse. Ela explica que graças à Constituição Federal do 1988, o SUS garante hoje universalidade e equidade.

Novas tecnologias atropelam serem humanos


A advogada Lais Lima Muylaert Carrano fez uma reflexão sobre o futuro do trabalho em geral e do trabalho bancário. Para ela, o ser humano vem sendo “atropelado” pelas novas tecnologias, que ditam cada vez mais a forma como o trabalho é exercido. “Nessa situação, cada vez mais rápida e ágil, cabe a nós não apenas evitar, mas também pensar o trabalho de forma a não sermos devorados pelas novas ferramentas e tecnologias”, explicou.

A guerra do pensamento

Por fim, a fala de Maria Fernanda Coelho, primeira presidenta mulher da Caixa Econômica e que ficou à frente da instituição de 2006 a 2011, foi sobre as Guerras Híbridas, que almejam o controle do pensamento e o total extermínio do contraditório.
“‘Descarte’, ‘fragilização’ e ‘ataque’ são adjetivos para a situação atual do trabalho no Brasil”, disse. “Vivemos uma guerra não-convencional, com ação de atores civis do nosso próprio país que passam a fazer o papel de invasor de qualquer espaço de comunidade em que você esteja”, explica.

Ela também explicou a perseguição aos espaços de formação de pensamento crítico, como escolas e universidades. “Por que Escola Sem Partido? Por que chamam a universidade de balbúrdia? Porque têm liberdade de discussão e pensamento, na contramão da visão hegemônica”.

Para terminar, Maria Fernanda disse que o papel de todos é resistir e construir espaços de comunicação horizontal. “Temos que incorporar novas formas de comunicação que dialoguem com diversos segmentos da sociedade e que traduzam valores”. Assista:

E o FGTS?

Por fim, os delegados aprovaram por unanimidade três resoluções referentes ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que tem como operadora exclusiva a Caixa Econômica. A primeira diz respeito à declaração do presidente Pedro Guimarães de que, para dar conta da demanda dos trabalhadores que vão sacar os fundos das contas do FGTS, os empregados vão trabalhar nos finais de semana pelos próximos seis meses. A resolução aprovada diz que os trabalhadores são contrários a essa medida.

A outra resolução diz respeito à própria liberação dos fundos do FGTS, chamada de “demagogia” do governo Bolsonaro. “Neste momento de grave crise econômica, os cidadãos brasileiros endividados utilizarão a liberação dos seus recursos no Fundo para pagar dívidas, comprometendo a garantia de seu futuro, e não para aquecer a economia”, diz a resolução.

A terceira resolução é por uma grande mobilização para dialogar com os trabalhadores das agências, para que expliquem à população a importância do “papel da Caixa Econômica como banco público e motor do desenvolvimento nacional”.

Delegados votam resoluções extraordinárias a respeito do FGTS no 35º CONECEF
foto: FENAE

Com informações da FENAE

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