Há rumores de que a subsidiária estratégica do Banco do Brasil está na mira da privatização do governo. Porém, a BB Tecnologia assinou um contrato de R$ 59,5 milhões no início do ano de 2019. Funcionários se posicionam contra e BB pode perder um de seus mais importantes braços para a nova realidade bancária, cuja presença digital é fundamental.

BB Tecnologia é uma das mais importantes subsidiárias do Banco do Brasil.

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 06 de junho, o governo não precisa mais de autorização do Congresso Nacional para a venda de subsidiárias de empresas públicas. Isso significa que caso queira, o governo pode vender qualquer uma de suas 16 subsidiárias, mesmo que sejam estratégicas e tão importantes para o Brasil quanto a BB Tecnologia.

História

A empresa, cujo nome de “batismo” era Cobra Computadores, é uma estatal de médio porte, parte de um segundo grupo de infraestrutura nacional. No ano de 2017 teve o Banco do Brasil como responsável por 80% do seu faturamento, e entre 2015 e 2016 apresentou resultado próximo maior que um bilhão de reais.

Pato Feio, realizado pela USP, foi considerado o primeiro computador projetado e construído no Brasil.

Sua história é fruto do pioneirismo na área de informática no Brasil. Foi criada na década de 1970, com expertise adquirida por universitários enquanto contruíram as primeiras máquinas do Brasil. Os antigos computadores foram criados em universidades paulistas: o ITA criou Zeinho, a USP criou o Pato Feio e a UNICAMP criou o Cisne Branco. Apenas o projeto da USP não recebeu apoio das Forças Armadas.

Zezinho por sua vez foi construído no ITA, porém tinha matriz estrangeira.

BB Tecnologia hoje

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, já adiantou ao mercado que pretende vender subsidiárias do Banco do Brasil. Porém, ele não disse quais. A BB Tecnologia é fundamental para a adequação do banco aos novos tempos. É possível que não esteja entre as listadas.

Nareunião entre o Banco do Brasil e a Contraf-CUT ocorrida em 10 de julho na cidade de Brasília, representantes dos funcionários se posicionaram contra a venda, ao que o banco nada respondeu.

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