Relatório Focus mostra que a previsão para expansão do PIB caiu de 2,30% para 2,23% em 2020

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Imagem: Estadão

A previsão de crescimento da economia brasileira para 2020 está despencando, segundo economistas. O relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC), mostra que a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 2,30% para 2,23% em 2020. Já para 2021, 2022 e 2023, as estimativas continuam em 2,50%.

Por duas semanas, o relatório mostrou uma projeção de expansão do PIB estagnada em 2,30% para 2020. O levantamento foi feito com mais de 100 instituições financeiras.

Inflação

De acordo com o relatório, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 caiu de 3,25% para 3,22%. Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%, enquanto para 2022 e 2023 fica em 3,50%.

A previsão fica abaixo do centro da meta de inflação, de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

A taxa básica de juros, mais conhecida como Selic, é usada pelo governo para alcançar a meta de inflação. Com essa taxa mais baixa, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Na edição desta semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 4,25% ao ano. A previsão para os próximos anos também se mantém, ficando 6% em 2021 e 6,5% ano ano em 2022 e 2023.

Dólar

O boletim destaca ainda que a cotação do dólar deve ficar em R$ 4,10 para o fim deste ano. Entretanto, para os próximos anos, o relatório aumentou a previsão. Para os economistas, a taxa de câmbio deve fechar 2021 em R$ 4,11, 2022 em R$ 4,10 e 2023 em R$ 4,13.

Na manhã desta segunda-feira (17), o mercado abriu suas operações com o dólar comercial valendo R$ 4,31.

A Caixa Econômica Federal anunciou novas modalidades de crédito com juros mais baixos para pessoas jurídicas do setor da construção civil. As novas condições passam a valer na próxima segunda-feira (17).

As taxas atreladas à Taxa Referencial (TR) caíram de 9,25% ao ano  para 6,5% para as empresas com conta na Caixa. O percentual representa uma redução de cerca de 30%. Para empresas sem relacionamento com o Banco Público, a taxa cai de TR mais 13,25% ao ano para TR mais 11,75% ao ano.

As construtoras terão acesso a financiamentos com índices de correção diferenciados, como o Certificado de Depósito Bancário (CDI), além do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Os financiamentos corrigidos pelo CDI ou pelo IPCA valerão para duas modalidades. A primeira é Apoio à Produção – mais conhecida como “Imóvel na Planta” – que permite o financiamento do custo total da obra, além de possibilitar aos clientes pessoa física o financiamento para aquisição de sua unidade desde do início da construção do empreendimento.

Já a modalidade Plano Empresa da Construção Civil, conhecida como “Plano Empresário”, é destinada a empresas para a produção de imóveis e que permite o financiamento para pessoas físicas quando 80% do empreendimento estiver construído.

Para as linhas corrigidas pela inflação, as taxas variarão de IPCA mais 3,79% ao ano para IPCA mais 7,8% ao ano. Os financiamentos indexados ao CDI terão duas modalidades de cobrança: uma com taxas que variam de CDI mais 1,48% ao ano a CDI mais 5,4% ao ano e outra entre 119% a 194% do CDI.


Relatório Focus mantém a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2,30% para 2020

crescimento
Imagem: divulgação

Economistas mantiveram a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano. As projeções do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (10), pelo Banco Central (BC), mostram que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) segue em 2,30% em 2020. Para os anos 2021, 2022 e 2023, as estimativas continuam em 2,50%.

Na última semana, o relatório mostrava um recuo na projeção de expansão do PIB, saindo de 2,31% para 2,30% em 2020. O levantamento foi feito com mais de 100 instituições financeiras.

Inflação

De acordo com o relatório, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 caiu de 3,40% para 3,25%. Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%, enquanto para 2022 e 2023 fica em 3,50%.

A previsão fica abaixo do centro da meta de inflação, de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

Na última quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros da economia de 4,50% para 4,25% ao ano. Este é o quinto corte da Selic nos últimos 12 meses, alcançando um novo piso da série histórica, iniciada em junho de 1996.

A taxa básica de juros é usada pelo governo para alcançar a meta de inflação. Com a Selic mais baixa, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Na edição desta semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 4,25% ao ano.  Já para 2021, a expectativa é que a taxa básica suba para 6%. Enquanto que em 2022 e 2023, a estimativa é da Selic em 6,5% ao ano.

Dólar

O boletim destaca ainda que a cotação do dólar deve ficar em R$ 4,10 para o fim deste ano. Entretanto, para o fim de 2021, o relatório aumentou a previsão de R$ 4,05 para R$ 4,10.

Na sexta-feira (7), a cotação do dólar comercial chegou a atingir sua máxima histórica na sessão, batendo R$ 4,32 durante o dia

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), variou positivamente 0,21% em janeiro de 2020. O aumento é o menor para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. No mesmo mês do ano passado, a taxa registrada foi de 0,32%.

O acumulado dos últimos doze meses é de 4,19%. Em dezembro de 2019, o IPCA aumentou 1,15% e tinha 4,31% acumulados nos doze meses anteriores. Os resultados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (7).

Dos 0,21%, o maior impacto – 0,08% – veio do grupo Habitação, que registrou variação de 0,55%. Além deste, outros cinco grupos apresentaram elevação, destacando-se Alimentação, com 0,39% e impacto de 0,07%; e Transportes – com aumento de 0,32%, sendo responsável por um impacto de 0,06%.

Entre os grupos que diminuíram, Saúde e Cuidados Pessoais foi o que apresentou maior queda, com variação de -0,32% e impacto negativo de 0,04%. As variações são comparações com o valor atual e passado de cada grupo. Já o impacto mede o peso que cada variação teve para o índice geral, que soma todos os grupos.

Fatores

A desaceleração na inflação do grupo Alimentação – 3,38% em dezembro para 0,39% em janeiro – teve como principal fator o preço das carnes: após alta de 18,06% no último mês do ano passado, a categoria recuou 4,03% no primeiro mês de 2020.

Em relação aos Transportes, registraram-se aumentos na gasolina (0,89%) e no etanol (2,59%) e queda nas passagens áreas (-6,75%).

Regionalmente, o menor resultado do IPCA ficou em Rio Branco (AC), com deflação, diminuição geral dos preços, de 0,21%. Belém e Aracaju tiveram a maior alta local, de 0,39%.

O IPCA é calculado desde 1980, tendo como referência famílias com rendimento de um a quarenta salários mínimos e abrangendo dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

O índice de janeiro se refere a preços coletados entre 28 de dezembro e 28 de janeiro.

Novidades

A cesta contém 56 novos produtos e serviços que ganharam relevância no consumo da população brasileira recentemente, como transportes por aplicativo e plataformas de streaming de vídeos.

Entraram também no cálculo gastos relativos à vida saudável e estética, tratamentos veterinários e até o consumo de macarrão instantâneo. Do lado dos itens que perderam espaço – ou foram excluídos – há exemplos como aparelhos de DVD, assinatura de jornais e máquinas fotográficas

Os componentes da cesta – que agora totaliza 377 produtos e serviços, seis a menos que no modelo anterior, embasado no Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-09 e em vigor desde 2012 – têm como base os resultados da POF 2017-2018, que atualizou os hábitos de consumo, despesas e renda das famílias.

Outra novidade realizada pelo IGBE foi o uso de robôs para a coleta de preços do transporte de aplicativos. O método deve ser aplicado também para passagens áreas no IPCA de fevereiro. Anteriormente, o procedimento era realizado manualmente por técnicos. Com a mudança, a base de consultas passou de centenas para milhares de simulações. O Instituto estuda aplicar a nova metodologia a outros produtos e serviços.

O disparo nos preços das carnes foi o fator de principal pressão  na inflação de dezembro medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do País.

Divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 saltou de 0,14% em novembro e avançou para 1,05% em dezembro. No ano, o indicador ficou em 3,91%. 

Este é o maior resultado mensal desde junho de 2018, quando o índice foi de 1,11%, e o mais alto índice registrado em dezembro desde 2015, quando foi de 1,18%. 

No acumulado do ano, o índice ficou em 3,91%, acima dos 2,67% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Preço das carnes subiu 17,71% e teve o maior impacto individual no IPCA-15 de dezembro – Foto: Pxfuel

Carnes

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, o destaque ficou por conta de Alimentação e bebidas, que apresentou a maior variação: 2,59%. 

As carnes (que integram o grupo Alimentação e bebidas) registraram alta de 17,71% em dezembro e contribuíram com o maior impacto individual no índice do mês (0,48 ponto percentual). Além das carnes, também causaram pressão produtos como o feijão-carioca e as frutas.

Outras despesas que também pesaram mais no bolso do consumidor foram a alimentação fora do domicílio e as despesas com transportes. As passagens aéreas, cujos preços já haviam subido 4,44% em novembro, tiveram alta de 15,63% em dezembro. 

A gasolina (1,49%) e o etanol (3,38%) também continuam a subir de preço. E o gás de botijão também ficou mais caro (0,32%), após o reajuste de 4% no preço do botijão de 13 kg, nas refinarias, a partir do dia 27 de novembro.

A inflação chegou inclusive aos bolões de loteria de final de ano. Os jogos de azar, por conta dos reajustes nos preços das apostas lotéricas, com vigência a partir do dia 10 de novembro, ficaram 36,99% mais caros.

A estimativa do mercado para a inflação este ano subiu. Segundo o relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saltou de 3,52% para 3,84%, neste ano.  Para o ano que vem, a expectativa foi mantida em 3,60%. Para os próximos 12 meses, a projeção saiu de 3,67% para 3,90%.

A pesquisa Focus é feita semanalmente pelo BC e traz as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

O IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias. 

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o IPCA de  novembro, que avançou para 0,51% após ter ficado 0,10% um mês antes.


Dólar

A pesquisa Focus também trouxe a expectativa para o dólar, que apresentou alta entre uma semana e outra. A projeção para o final deste ano passou de R$ 4,10 para R$ 4,15.

Este foi o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o IPCA ficou em 1,01%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou para 0,51% em novembro, após ter ficado 0,10% um mês antes.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é termômetro oficial da inflação do País. O IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias. 

A elevação da inflação foi puxada pelo grupo Alimentação e Bebidas (0,72%). Nessa categoria está embutido o aumento do preço da carne (8,09%). O item representou, sozinho, 0,22 ponto percentual (quase metade) do IPCA de novembro.

Por isso, comer fora de casa também fica mais caro. A alimentação fora do domicílio subiu 0,21% (frente à alta de 0,19% no mês anterior), influenciada pelo item lanche, que passou de 0,32% em outubro para 0,56% em novembro e contribuiu com 0,01 p.p. no índice do mês.

INPC também dispara por causa da carne

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro foi de 0,54%, enquanto, em outubro, havia registrado 0,04%. Este resultado é o maior para um mês de novembro desde 2015. 

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,78% em novembro enquanto, no mês anterior, registraram 0,02%. O agrupamento dos não alimentícios, por sua vez, apresentou variação de 0,44%, enquanto, em outubro, havia registrado 0,05%.


Na tarde desta terça-feira (20), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou, ao lado de Jair Bolsonaro, uma nova opção de crédito imobiliário utilizando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como indexador.

Hoje, os créditos imobiliários usam a Taxa Referencial (TR), mais estável do que o IPCA. O argumento do governo é de que o novo financiamento vai reduzir os juros para compra da casa própria, mas a medida pode gerar problemas como aumento da inadimplência devido à alta variação do IPCA.

A oscilação do Índice pode tornar o financiamento mais arriscado e caro ao cliente, principalmente porque os financiamentos de imóveis são longos, com duração de até 35 anos. Se a inflação dispara, o custo do financiamento também sobe.

A medida é mais uma das tentativas do governo de tentar aquecer a economia, que tem mostrado resultados muito diferentes daqueles prometidos por Jair Bolsonaro em campanha. Operação parecida fez estourar a bolha imobiliária nos Estados Unidos, em 2008, quando grandes bancos foram à lona por terem adquirido títulos podres de hipotecas americanas.

A quem é destinado o financiamento?

A Caixa concentra essa modalidade em quem tem maior poder aquisitivo, justamente pela alta volatilidade do IPCA. Financiamentos do Minha Casa Minha Vida, portanto, ficam de fora da nova modalidade.

Quem escolher o IPCA pode voltar à taxa pré-fixada?

Não. O consumidor deverá permanecer pelo mesmo sistema escolhido quando fechou o contrato.

Veja, no gráfico produzido pelo UOL, a diferença de variação entre o IPCA e a TR. Os dados são do Banco Central.

Para o economista Sergio Mendonça, medida deve ser encarada com cautela. “Muitas vezes o discurso é maravilhoso, mas a realidade é outra. E existirá um risco de que a inflação suba no futuro e a taxa variável suba junto com uma inflação mais alta. Aí o risco de inadimplência aumentará, pois os tomadores de empréstimos terão maior dificuldade de saldar esses empréstimos”, explica.

Em entrevista para a Rádio CBN na manhã desta sexta, 2, o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, confirmou que o cronograma de saques das contas do FGTS, bem como as informações sobre as questões operacionais desses saques serão divulgadas na próxima segunda-feira, 5, pela instituição.

Guimarães também confirmou o que já tinha dito antes: as agências abrirão aos sábados, durante seis meses, para dar conta da demanda. A medida deve atingir cerca de 100 milhões de contas.

Pedro assume que os R$ 500 reais liberados devem ser usados pela maioria da população para pagar dívidas. Isso indica que, em termos de consumo, a economia não deve ser grandemente impactada.

Já dissemos aqui como essa medida significa uma desidratação a longo prazo do Fundo, que serve para financiamento de habitação popular, obras de saneamento básico e infraestrutura.

Trabalhadores da Caixa sofrem com falta de informação e sobrecarga

Conversamos com Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) , que explicou que os funcionários da Caixa que participaram de operação semelhante em 2017 (durante a liberação de contas inativas do FGTS feitas pelo governo Michel Temer) esperam até hoje para receber parte do adicional de horas extras pelo trabalho nos finais de semana.

“Eles trabalharam aos sábados, durante dois meses, se empenharam e fizeram pagamentos em agências lotadas, pois o anúncio foi feito logo após o primeiro PDVE (Programa de Demissão Voluntária Extraordinário), o que piorou a situação com a diminuição do quadro de empregados”, relembra.

Regras de saque do FGTS devem ser esclarecidas na próxima semana

As regras de funcionamento e para realização do saque ainda não estão claras. Segundo Guimarães, quem possui conta-poupança na Caixa deve receber o dinheiro automaticamente.

Caso o cliente não queira receber, deverá informar ao banco, que fará o estorno. Ele disse ainda, que, pela experiência que tem, “mais de 99% das pessoas irão utilizar e fazer o resgate”.

Ele também afirmou que a Caixa vai realizar uma grande campanha publicitária de esclarecimento, já que as pessoas ainda estão confusas sobre a questão.

O presidente da instituição falou também sobre os resgates do PIS-Pasep, para quem trabalhou com Carteira assinada até 1988 e ainda não fez o resgate do recurso em conta. Esses trabalhadores devem receber primeiro, ainda em agosto. Os resgates das contas do FGTS devem ficar para setembro.

Mudanças no crédito imobiliário

Guimarães falou também sobre a mudança que a Caixa deve realizar na oferta do crédito imobiliário, mudando a taxa-base de TR (Taxa Referencial) para IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – ambos índices que corrigem os contratos de financiamento habitacional.

A expectativa da mudança, segundo ele, “está deixando as empresas da construção civil muito animadas”. A instituição aguarda autorização do Banco Central para realizar a medida que, para o presidente da Caixa, “trará grande impulso no crédito imobiliário do país, com redução significativa na prestação da casa própria”.

Clientes da Caixa com boa avaliação de crédito pagarão juros menores. Caso aprovada pelo Banco Central, a nova regra só valerá para novos contratos.

Com juros mais baixos, o banco pretende estimular novos empréstimos e emitir títulos imobiliários no mercado com a receita desses pagamentos; uma ação semelhante à que causou o estouro da bolha imobiliária em 2008, nos Estados Unidos.

Medidas podem aumentar inadimplência

Para o economista Sergio Mendonça, a mudança pode aumentar os índices de inadimplência. “Muitas vezes o discurso é maravilhoso, mas a realidade é outra. E existirá um risco de que a inflação suba no futuro e a taxa variável suba junto com uma inflação mais alta. Aí o risco de inadimplência aumentará, pois os tomadores de empréstimos terão maior dificuldade de saldar esses empréstimos”, explica.

Guimarães também anunciou redução de juros para suas principais linhas de crédito, incluindo o cheque especial, uma medida que deve impactar positivamente a população mais endividada que faz uso do recurso.

Empresas também terão juros reduzidos. Hoje, a as taxas de juros para pessoas físicas no cheque especial chegam a 13,45% ao mês. Para as empresas, a taxa é de 14,95% ao mês.

Pedro Guimarães, presidente da Caixa, estuda mudar as taxas de correção para financiamento de imóveis. A mudança ocorrerá no indexador dos contratos e aumentará a insegurança dos compradores.

Imagem de Pedro Guimarẽs sendo empossado pelo Ministro Paulo Guedes. Ao fundo, Bolsonaro, Onix Lorenzoni e General Mourão. Financiamento de imóveis.
Crédito: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

A Caixa estuda modificar os indexadores dos seus contratos da TR (Taxa Referencial) para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o índice oficial da inflação no financiamento de imóveis. Isso pode complicar bastante a vida de quem quer comprar sua casa, já que o IPCA tem uma variação muito maior ao longo do tempo.

O que isso significa?

Significa que o valor de correção das parcelas pode aumentar com regularidade, sobretudo por causa do longo prazo de financiamentos imobiliários. Isso põe em risco a capacidade de planejamentos dos compradores e pode até aumentar a inadimplência, um dos grandes vilões apontados pelo próprio presidente Pedro Guimarães em outras entrevistas.

Leia também: Greve Geral: veja no mapa quem vai parar e os locais de manifestação pelo Brasil

Então prova!

O gráfico abaixo mostra uma comparação dos últimos anos entre a TR e o IPCA. Além mais alto, o IPCA tem uma variação muito maior, pois é vinculado à inflação. Já a TR é mais baixa e mantém-se bem mais estável.

Para quê fazer isso?

O objetivo da Caixa é securitizar esses empréstimos. A securitização é a transformação de dívidas (empréstimos, financiamentos) em títulos que possam ser negociados entre empresas, ou seja, é a compra de uma dívida. Isso é feito para que haja uma divisão de lucros e riscos dessas operações de financiamento de imóveis.

O que eu ganho com isso?

Ao que parece, a população só perderá. Já a Caixa poderá obter lucros líquidos imediatos com a venda de dívidas dos seus clientes.


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