Relatório Focus mostra que a previsão para expansão do PIB caiu de 2,30% para 2,23% em 2020

mercado
Imagem: Estadão

A previsão de crescimento da economia brasileira para 2020 está despencando, segundo economistas. O relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC), mostra que a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 2,30% para 2,23% em 2020. Já para 2021, 2022 e 2023, as estimativas continuam em 2,50%.

Por duas semanas, o relatório mostrou uma projeção de expansão do PIB estagnada em 2,30% para 2020. O levantamento foi feito com mais de 100 instituições financeiras.

Inflação

De acordo com o relatório, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 caiu de 3,25% para 3,22%. Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%, enquanto para 2022 e 2023 fica em 3,50%.

A previsão fica abaixo do centro da meta de inflação, de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

A taxa básica de juros, mais conhecida como Selic, é usada pelo governo para alcançar a meta de inflação. Com essa taxa mais baixa, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Na edição desta semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 4,25% ao ano. A previsão para os próximos anos também se mantém, ficando 6% em 2021 e 6,5% ano ano em 2022 e 2023.

Dólar

O boletim destaca ainda que a cotação do dólar deve ficar em R$ 4,10 para o fim deste ano. Entretanto, para os próximos anos, o relatório aumentou a previsão. Para os economistas, a taxa de câmbio deve fechar 2021 em R$ 4,11, 2022 em R$ 4,10 e 2023 em R$ 4,13.

Na manhã desta segunda-feira (17), o mercado abriu suas operações com o dólar comercial valendo R$ 4,31.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), variou positivamente 0,21% em janeiro de 2020. O aumento é o menor para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. No mesmo mês do ano passado, a taxa registrada foi de 0,32%.

O acumulado dos últimos doze meses é de 4,19%. Em dezembro de 2019, o IPCA aumentou 1,15% e tinha 4,31% acumulados nos doze meses anteriores. Os resultados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (7).

Dos 0,21%, o maior impacto – 0,08% – veio do grupo Habitação, que registrou variação de 0,55%. Além deste, outros cinco grupos apresentaram elevação, destacando-se Alimentação, com 0,39% e impacto de 0,07%; e Transportes – com aumento de 0,32%, sendo responsável por um impacto de 0,06%.

Entre os grupos que diminuíram, Saúde e Cuidados Pessoais foi o que apresentou maior queda, com variação de -0,32% e impacto negativo de 0,04%. As variações são comparações com o valor atual e passado de cada grupo. Já o impacto mede o peso que cada variação teve para o índice geral, que soma todos os grupos.

Fatores

A desaceleração na inflação do grupo Alimentação – 3,38% em dezembro para 0,39% em janeiro – teve como principal fator o preço das carnes: após alta de 18,06% no último mês do ano passado, a categoria recuou 4,03% no primeiro mês de 2020.

Em relação aos Transportes, registraram-se aumentos na gasolina (0,89%) e no etanol (2,59%) e queda nas passagens áreas (-6,75%).

Regionalmente, o menor resultado do IPCA ficou em Rio Branco (AC), com deflação, diminuição geral dos preços, de 0,21%. Belém e Aracaju tiveram a maior alta local, de 0,39%.

O IPCA é calculado desde 1980, tendo como referência famílias com rendimento de um a quarenta salários mínimos e abrangendo dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

O índice de janeiro se refere a preços coletados entre 28 de dezembro e 28 de janeiro.

Novidades

A cesta contém 56 novos produtos e serviços que ganharam relevância no consumo da população brasileira recentemente, como transportes por aplicativo e plataformas de streaming de vídeos.

Entraram também no cálculo gastos relativos à vida saudável e estética, tratamentos veterinários e até o consumo de macarrão instantâneo. Do lado dos itens que perderam espaço – ou foram excluídos – há exemplos como aparelhos de DVD, assinatura de jornais e máquinas fotográficas

Os componentes da cesta – que agora totaliza 377 produtos e serviços, seis a menos que no modelo anterior, embasado no Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-09 e em vigor desde 2012 – têm como base os resultados da POF 2017-2018, que atualizou os hábitos de consumo, despesas e renda das famílias.

Outra novidade realizada pelo IGBE foi o uso de robôs para a coleta de preços do transporte de aplicativos. O método deve ser aplicado também para passagens áreas no IPCA de fevereiro. Anteriormente, o procedimento era realizado manualmente por técnicos. Com a mudança, a base de consultas passou de centenas para milhares de simulações. O Instituto estuda aplicar a nova metodologia a outros produtos e serviços.

Relatório Focus diminui a projeção de crescimento do PIB de 2,31% para 2,30% em 2020

Crescimento
Imagem: divulgação

O governo federal aumentou em janeiro a projeção para o crescimento da economia do País para 2019 e 2020. A estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado foi revisada de 0,90% para 1,12%, segundo o Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, divulgado  no dia 14 de janeiro. Já para 2020, a previsão é de 2,40%, ante os 2,32% previstos.

Na contramão do governo, economistas diminuíram a previsão de crescimento da economia brasileira. A projeção para a expansão do PIB recuou de 2,31% para 2,30% em 2020. Para os anos 2021, 2022 e 2023, as estimativas continuam em 2,50%.

As projeções fazem parte do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (3), pelo Banco Central (BC). O levantamento foi feito na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Inflação

A projeção dos economistas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 caiu de 3,47% para 3,40%. Para 2021, a estimativa de inflação se mantêm em 3,75%, enquanto para 2022 e 2023 fica em 3,50%.

A previsão fica abaixo do centro da meta de inflação, de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

O Banco Central usa a Selic – atualmente em 4,5% ao ano, para alcançar a meta de inflação. De acordo com o boletim do Banco Central, a expectativa do mercado é que a Selic caia para 4,25% ao ano até o fim de 2020.

Com a taxa básica de juros mais baixa, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Já para 2021, a expectativa é que a taxa básica suba para 6%. Enquanto que em 2022 e 2023, as instituições estimam uma Selic de 6,5% ao ano.

Dólar

O boletim destaca ainda que a cotação do dólar fique em R$ 4,10 para o fim deste ano e R$ 4,05 para 2021.

Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou forte aceleração da inflação do mês de dezembro de 2019 em todas as classes pesquisadas

A inflação de 2019 fechou o ano em 4,31%, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas para as famílias mais pobres,  o indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda apontou que a inflação ficou em 4,43% em 2019, enquanto para os mais ricos, em 4,16%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O aumento nos preços dos alimentos – principalmente da carne – foi o principal vilão no orçamento dos mais pobres.

Inflação
Fonte: IPEA

Em dezembro, os preços dos alimentos elevaram em 1,19% a inflação sobre as famílias com renda domiciliar de até R$ 1.643,78 mensais. No mesmo período, o indicador subiu 0,99% para famílias com renda domiciliar acima de R$ 16.442,40 mensais, sendo mais impactado pelo crescimento dos transportes.

Além das carnes (18,1%), tubérculos (6,4%), cereais (5,73%) e aves e ovos (4,48%) foram os grandes vilões da cesta de consumo das famílias mais pobres. Na outra ponta, os reajustes das passagens aéreas (15,6%) e dos combustíveis (3,57%) deram a maior contribuição no orçamento da faixa de renda mais alta.

A inflação de dezembro elevou consideravelmente a variação acumulada em 12 meses para todos os níveis de renda. No balanço do ano, a inflação das famílias mais pobres foi influenciada pelos aumentos dos alimentos (7,8%), energia elétrica (5%) e ônibus urbano (6,6%). Já a do segmento mais rico foi impactada pelos reajustes dos combustíveis (5,2%), dos planos de saúde (8,2%) e das mensalidades escolares (5%).

Inflação nos últimos anos

De acordo com o Ipea, a alta inflacionária de 2019 é a maior observada nos dois anos anteriores. Entre 2017 e 2019, na comparação dentro de cada faixa de renda, a alta acumulada nos preços foi bem superior entre os de renda muito baixa. O índice saltou 2,2 pontos percentuais, passando de 2,2% para 4,4% em dois anos. Para o estrato mais rico, o avanço foi de apenas 0,5 ponto percentual.

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços disponíveis no Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Seis reais, ou, menos de um dólar e meio. Este foi o “reajuste do reajuste” proposto pelo governo Bolsonaro para o salário mínimo.

O governo brasileiro abandonou a política de valorização do salário mínimo. Isso significa que os aumentos concedidos em 2020 foram relativos apenas ao aumento da inflação do ano de 2019. Ou seja: na realidade, o trabalhador e a trabalhadora não ganharam nada, apenas não perderam.

Para se ter uma ideia, os valores foram de R$ 998,00 em 2019, para R$ 1.039,00 em janeiro e R$ 1.045,00 em fevereiro de 2020. Esse segundo aumento foi repassado porque a previsão de inflação de dezembro mostrou-se muito aquém da que realmente foi comprovada, ou seja, estava abaixo dos 4,48%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Para o economista Sérgio Mendonça, o governo deveria conceder essa diferença de forma retroativa. “Para de fato, corrigir pra valer o ‘erro’ de estimativa, o governo deveria encaminhar o pagamento dos seis reais retroativos a janeiro de 2020”, disse. Porém, o governo não adotará a medida.

Com o “aumento do aumento” de R$ 6 você pode:

1. Comprar o bilhete de ida, somente de ida, nos transportes coletivos das cidades de Brasília (R$ 5,50), São Paulo (R$ 4,40), Campinas (R$ 4,95), Rio de Janeiro (R$ 4,05), entre outras capitais. Lembre-se que só dá para pagar a ida, então guarde os centavos restantes para comprar uma balinha que dê energia para a volta.

Com o reajuste de seis reais você pode ir pra algum lugar, já voltar não está garantido.
Foto: Alexandre Carvalho/A2img

2. Comprar um kit para hipnotizar pessoas. Mas lembre-se, grandes poderes vêm com grandes responsabilidades.

Por menos de seis reais você pode hipnotizar alguém.
Foto: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1385450993-como-hipnotizar-a-qualquer-pessoa-para-fazer-coisas-legais-c-_JM?quantity=1#position=1&type=item&tracking_id=284d9370-ed96-4c44-adde-839fc7cfea0a

3. Comprar uma joia para colar na unha do pé.

Foto: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1339715084-joias-peliculas-_JM?quantity=1#position=42&type=item&tracking_id=284d9370-ed96-4c44-adde-839fc7cfea0a

4. Comer um cachorro quente em algumas, mas atenção, só algumas universidades do Brasil. Saiba quais aqui.

Foto: Hot dog sem miséria

5. Acompanhar uma belíssima partida de futebol de várzea. Clique nesse site e saiba quais são os torneios mais próximos da sua casa (para você não precisar ir de ônibus e ter que voltar a pé). Aproveite enquanto ainda é de graça!

Foto: Marcus Vinicius Rocha

O salário mínimo de R$ 1.039, fixado pelo governo por meio de Medida Provisória (MP) no dia 31 de dezembro do ano passado, ficou abaixo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais. 

Dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o INPC encerrou 2019 com variação acumulada de 4,48%, acima dos 4,1% calculados sobre o valor do salário mínimo do ano passado, que era de R$ 998.

Em dezembro, o INPC variou 1,22%. Foi o maior resultado para o mês desde 2002, quando registrou 2,70%. O INPC é calculado com base no rendimento das famílias que ganham de um a cinco salários mínimos

Salário Mínimo

Ao divulgar o salário mínimo de 2020, o Ministério da Economia informou que para estabelecer esse novo valor (R$ 1.039 mensais) foi utilizada a inflação medida pelo INPC prevista para todo o ano de 2019, além da mediana das projeções de mercado apuradas pelo último Boletim Focus do Banco Central. 

“Para estabelecer esse novo valor, considerou-se o atendimento do mandamento constitucional para preservação do poder aquisitivo do salário mínimo. Para tanto utilizou-se a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) prevista para todo o ano de 2019, considerando para os meses de janeiro a novembro os valores realizados do INPC e para o mês de dezembro a mediana das projeções de mercado apuradas pelo último Boletim Focus do Banco Central”.

A Medida Provisória 916/19 – que dispõe sobre o novo valor –  foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 31 de dezembro e já está valendo. No entanto, depende de confirmação do Congresso Nacional.

Inflação

Segundo o IBGE, o INPC encerrou 2019 com variação acumulada de 4,48%, acima dos 3,43% de 2018. Os alimentícios subiram 6,84%, e os não alimentícios, 3,48%. Em 2018, o grupo Alimentação e bebidas havia tido alta de 3,82% e, os não alimentícios, de 3,25%.

Taxa da inflação ficou acima do centro meta de 4,25%, de acordo com o IBGE

Inflação fecha 2019 em 4,31%
Foto: Tânia Rêgo/ABr

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano de 2019 em 4,31%. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a taxa ficou acima do centro meta de 4,25%, mas dentro do limite de variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Ou seja, a inflação poderia ficar entre 2,75% e 5,75%.

Somente em dezembro, o IPCA subiu 1,15%, enquanto, em novembro, havia registrado 0,51%. Este foi o maior resultado para um mês de dezembro desde 2002, quando o IPCA ficou em 2,10%.

Fonte: IBGE

Alimentos e bebidas foram os que mais pesaram no bolso dos brasileiros no ano passado. De acordo com o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, a alta de 6,37% no grupo foi puxada, principalmente, pelas carnes. “A variação acumulada no ano foi de 32,40%, com a maior parte do aumento nos preços das carnes concentrada no último bimestre (27,61%)”, disse.

Dentre os grupos pesquisados, saúde e cuidados pessoais (5,41%), despesas pessoais (4,67%), educação (4,75%) e habitação (3,9%) foram os que mais engoliram o orçamento. O grupo dos transportes (3,57%) também contribuiu para a alta do índice, explicado pelo aumento dos combustíveis e das passagens aéreas.

Inflação pelo Brasil

Belém foi a capital que acumulou maior inflação em 2019 (5,51%), seguida por Fortaleza (5,01%), Campo Grande (4,65%), São Paulo (4,60%) e Goiânia (4,37%).

Já a menor taxa de inflação foi observada em Vitória (3,29%). Recife (3,71%), em Brasília (3,76%), Rio Branco (3,82%) e Salvador (3,93%) também ficaram abaixo da média nacional.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Inflação para famílias mais pobres

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta segunda-feira (6) o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos. Em dezembro ela avançou para 0,93% e fechou 2019 com alta de 4,60%, superior aos 4,17% registrados no ano anterior.

A pesquisa aponta que o que a carne bovina – que subiu de 7,56% para 16,02% – e a gasolina (1,11% para 3,45%) foram os que mais pesaram no orçamento das famílias.

O disparo nos preços das carnes foi o fator de principal pressão  na inflação de dezembro medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do País.

Divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 saltou de 0,14% em novembro e avançou para 1,05% em dezembro. No ano, o indicador ficou em 3,91%. 

Este é o maior resultado mensal desde junho de 2018, quando o índice foi de 1,11%, e o mais alto índice registrado em dezembro desde 2015, quando foi de 1,18%. 

No acumulado do ano, o índice ficou em 3,91%, acima dos 2,67% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Preço das carnes subiu 17,71% e teve o maior impacto individual no IPCA-15 de dezembro – Foto: Pxfuel

Carnes

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, o destaque ficou por conta de Alimentação e bebidas, que apresentou a maior variação: 2,59%. 

As carnes (que integram o grupo Alimentação e bebidas) registraram alta de 17,71% em dezembro e contribuíram com o maior impacto individual no índice do mês (0,48 ponto percentual). Além das carnes, também causaram pressão produtos como o feijão-carioca e as frutas.

Outras despesas que também pesaram mais no bolso do consumidor foram a alimentação fora do domicílio e as despesas com transportes. As passagens aéreas, cujos preços já haviam subido 4,44% em novembro, tiveram alta de 15,63% em dezembro. 

A gasolina (1,49%) e o etanol (3,38%) também continuam a subir de preço. E o gás de botijão também ficou mais caro (0,32%), após o reajuste de 4% no preço do botijão de 13 kg, nas refinarias, a partir do dia 27 de novembro.

A inflação chegou inclusive aos bolões de loteria de final de ano. Os jogos de azar, por conta dos reajustes nos preços das apostas lotéricas, com vigência a partir do dia 10 de novembro, ficaram 36,99% mais caros.

Este foi o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o IPCA ficou em 1,01%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou para 0,51% em novembro, após ter ficado 0,10% um mês antes.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é termômetro oficial da inflação do País. O IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias. 

A elevação da inflação foi puxada pelo grupo Alimentação e Bebidas (0,72%). Nessa categoria está embutido o aumento do preço da carne (8,09%). O item representou, sozinho, 0,22 ponto percentual (quase metade) do IPCA de novembro.

Por isso, comer fora de casa também fica mais caro. A alimentação fora do domicílio subiu 0,21% (frente à alta de 0,19% no mês anterior), influenciada pelo item lanche, que passou de 0,32% em outubro para 0,56% em novembro e contribuiu com 0,01 p.p. no índice do mês.

INPC também dispara por causa da carne

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro foi de 0,54%, enquanto, em outubro, havia registrado 0,04%. Este resultado é o maior para um mês de novembro desde 2015. 

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,78% em novembro enquanto, no mês anterior, registraram 0,02%. O agrupamento dos não alimentícios, por sua vez, apresentou variação de 0,44%, enquanto, em outubro, havia registrado 0,05%.


A caderneta de poupança é a aplicação financeira mais comum entre os brasileiros. O que você sabe sobre ela?

A história da poupança se confunde com a da Caixa Econômica Federal. A instituição foi criada em 1861, pelo Imperador D. Pedro II. No decreto de criação da Caixa, havia a disposição para a formação de dois mecanismos – a poupança e o penhor.

A partir daí, pessoas com rendimentos modestos puderam poupar com mais segurança e conseguir empréstimos em uma instituição ligada à coroa. As anotações sobre o dinheiro poupado e os juros recebidos eram feitas em pequenos cadernos pelos funcionários da Caixa, e renderam a nomenclatura usada até hoje: caderneta de poupança.

A famosa caderneta de poupança.

O objetivo imediato de D. Pedro II e seus conselheiros econômicos era que a população pudesse ter uma reserva de dinheiro para se socorrer nos momentos de crise; porém, a poupança serviu muito mais. Até hoje, ela é vista como um investimento que assegura um complemento para a aposentadoria, sobretudo na velhice, com segurança e solidez.

A poupança dos escravizados

Documentos da Caixa Econômica comprovam a poupança de pessoas escravizadas para comprar sua alforria.

No ano de 1871, pessoas escravizadas tiveram acesso legal à poupança. Isso ocorreu por meio da lei 2.040. Ela permitia que os escravizados pudessem poupar as doações que recebiam, heranças ou juntar a renda que obtinham com seu trabalho para comprar sua libertação. A aprovação dessa lei foi ligada às pressões pelo fim da escravidão no Brasil.

Porém, para abrir uma caderneta, o escravizado deveria ter a anuência de seu “dono”. Inclusive, sua caderneta era feita no nome dele.

Emancipação feminina

A questão financeira e a possibilidade de ter um capital próprio também mudou a vida de muitas mulheres. Em 1915, a Caixa disponibilizou o serviço às mulheres casadas, desde que seus maridos não se opusessem. Porém, foi só em 1934 que as mulheres conquistaram o direito de fazer suas cadernetas, independente da vontade de seus maridos.

Poupança, inflação, juros e o ‘economês’

Muitas mudanças ocorreram com a poupança desde a sua criação. Quase todas elas tinham como objetivo de modificar o percentual de remuneração dos depósitos. Porém, as mudanças citadas abaixo foram além desses pequenos ajustes.

No decreto n.º 2.723, de 12 de janeiro de 1861, que criou a poupança, fixou-se um rendimento para ela: 6% de juros ao ano, garantidos pelo Tesouro Imperial.

A primeira mudança veio em 1915, quando os juros passaram a ser estipulados pelo governo, a depender do cenário econômico do Brasil.

O ano de 1934 trouxe o decreto 24.427, que modificou uma parte importante do seu funcionamento. A remuneração dos depósitos passou a ser fixada pelos Conselhos Administrativos das Caixas Econômicas, e não deveriam exceder 6% ao ano.

Em 1964 foi criada a “correção monetária”. Uma taxa que serviu para proteger a caderneta da inflação da época. Assim, além da ‘taxa real’, a aplicação começou a render também a correção monetária para compensar o aumento dos preços dos produtos.

Em 1980, por conta índices de inflação altíssimos, a correção monetária passou a ser diária, criando o “aniversário” das cadernetas.

Confisco !Confisco! Confisco!

Sob Collor a poupança foi confiscada.

Em 1990, o País era governado pelo presidente Fernando Collor de Mello. No dia 16 de março de 1990 – um dia após sua posse – foi anunciado o Plano Collor, que congelou 80% dos depósitos de contas correntes e cadernetas de poupança que excedessem a 50 mil cruzados novos. Esse bloqueio durou 18 meses e, quando as pessoas puderam sacar o dinheiro, já não valia mais por conta da desvalorização da moeda.

O Plano Real

O Plano Real causou uma grande mudança na economia brasileira e a poupança não ficou de fora. Foi durante a implementação dele que a maior rentabilidade foi registrada: 51,9962% no mês, para resgates em 4 de maio 1994.

A poupança hoje

Em 2012, houve a divisão entre poupança antiga e nova. A poupança antiga, feitas antes de maio de 2012, continuou recebendo remuneração adicional de 0,5% ao mês, além da remuneração básica. Já a nova poupança recebe remuneração adicional variável de acordo com a meta da taxa Selic.

Hoje, o rendimento da caderneta é próximo a 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial. Sua baixa rentabilidade é compensada pelo baixo risco que oferece para os investidores. ​

Segundo o Banco Central, ​a poupança está entre as aplicações mais comuns no mercado financeiro.

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