O prêmio Exterminador do Futuro foi entregue ao ministro Ricardo Salles em uma audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Ricardo Salles foi eleito o Exterminador do Futuro.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ganhou hoje o “prêmio” Exterminador do Futuro edição 2019. A entrega do “prêmio” acontece anualmente nos mais variados locais e tem como “vencedores” os grandes “vilões” da natureza.

Exterminador do Futuro em detalhes.
É ou não é uma honraria digna do ministro Ricardo Salles?

Neste ano, o escolhido foi Ricardo Salles cuja atuação no Ministério do Meio Ambiente vem sendo questionada desde sua posse. Antes de tornar-se ministro, Ricardo Salles já foi condenado por improbidade administrativa em processo sobre o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê.

Segundo matéria do UOL, “alguns funcionários da Fundação Florestal foram pressionados a elaborar mapas que não correspondiam à discussão promovida pelo órgão competente” além de serem perseguidos.

A frente do ministério do Meio Ambiente a situação não melhorou. Ricardo Salles fez com que o Brasil perdesse o dinheiro aportado para a preservação da floresta no Fundo Amazônia pela Alemanha e pela Noruega. Além disso, foi criticado pela atuação frente às piores queimadas na floresta dos últimos anos, o dematamento desordenado e à falta de ação frente ao petróleo que tomou as praias nordestinas.

O troféu foi entregue por um manifestante da #GreveGeralPeloClima, que teve uma recepção nada calorosa pelos policiais legislativos da Câmara.

Vaiar Ricardo Salles, ministro a frente da pasta do Meio Ambiente desde o início do governo Bolsonaro, dá mostras de que ele não esta disposto a defender nem florestas, nem oceanos, nem biodiversidade, nem nada.

10 motivos para vaiar Ricardo Salles na chuva, na rua, na fazenda ou em uma audiência do Congresso Nacional:

1) Fazer o Ministério do Meio Ambiente perder o Serviço Florestal, a Agência Nacional de Águas e poder para barrar o desmatamento.

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2) Nomear policiais ao invés de especialistas em biodiversidade para o ICMBio.

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3) Mudanças no Código Florestal para privilegiar 4% dos latifundiários em detrimento da Amazônia.

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4) Juntar em um só documento as assinaturas de 8 ex-ministros do Meio Ambiente, Rubens Ricupero, Gustavo Krause, José Carlos Carvalho, Marina Silva, Carlos Minc, Izabella Teixeira, José Sarney Filho e Edson Duarte indignados com a política ambiental levada a cabo por ele.

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5) Ter sido condenado por improbidade administrativa por adulterar mapas feitos pela USP em desfavor do meio ambiente no Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê.

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6) Conivência na liberação de 169 agrotóxicos no Brasil só em 2019.

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7) Dar seu aval como Ministro do Meio Ambiente para a perfuração de poços de petróleo próximo a Abrolhos. Local com maior biodiversidade do Brasil e histórico, por ter inspirado Charles Darwin a escrever “A Origem das Espécies”.

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8) Fazer críticas descabidas aos responsáveis por 95% das doações do Fundo Amazônia, Alemanha e Noruega. Isso coloca em risco o fundo que mantém diversos projetos que sustentam a floresta em pé.

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9) Afastar o fiscal que multou, corretamente, o presidente Jair Bolsonaro quando ele pescava, sem permissão, em uma Reserva Ambiental.

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10) Se distanciar dos povos e comunidades indígenas, que historicamente são os maiores preservadores da biodiversidade das florestas brasileiras, expulsando-os do CONAMA.

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É ou não é para vaiar Ricardo Salles?

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