Neste domingo pela manhã teve sequência o último dia da 21º Conferência Nacional dos Bancários. A mesa da manhã teve como discussão as mudanças nas formas de trabalho impactadas e criadas pelas novas tecnologias.

O primeiro palestrante foi o pesquisador e economista Marcio Pochmann que fez um resgate histórico das mudanças sociais e nas formas de trabalho geradas pela tecnologia desde a primeira revolução tecnológica, no século XVIII.

O economista Marcio Pochmann fala sobre a precarização do trabalho na atualidade.


Ele disse que o tema vem causando enorme desconforto na sociedade e nos fóruns de discussão. As mudanças tecnológicas têm sido responsabilizadas pelo quadro desfavorável do mercado de trabalho.


Segundo estudos do Fórum Econômico de Davos, a Revolução 4.0 pode ser responsável pela eliminação de 65% dos postos de trabalho. Mesmo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aceita essa narrativa de que a transformação tecnológica é a responsável pela redução desses postos.


Para Pochmann, hoje, a jornada de trabalho do jovem que trabalha e estuda é parecida com aquela do século XIX. Além disso, não existe mais a fronteira do espaço físico para limitar o tempo de trabalho. “Com o salto tecnológico, hoje, trabalhamos com forma mais extensiva e mais intensiva, fora do local de trabalho. Há mais ganho e como isso é distribuído? Isso permitiria uma jornada de trabalho muito menor do que conhecemos, tempo maior de férias e garantia de renda, por exemplo”, explicou.

Para finalizar, ele deixou a reflexão de que com as novas tecnologias, é necessário pensar o trabalho sob uma nova agenda. “A sociedade do conhecimento pressupõe estudar a vida toda. Precisamos olhar o futuro como espaço de maior formação. Precisamos levar em conta um futuro de trabalho imaterial, com uma outra agenda”, afirmou.

Vivian Machado, economista do Dieese, fala sobre a questão da tecnologia na vida dos bancários

Tecnologias também impactam política e socialmente

Em seguida, Gustavo Machado Cavarzan, do Dieese, apresentou uma pesquisa com dados sobre o trabalho bancário ligado à organização sindical. Segundo dados do Caged – MTE, desde 2012, os bancos extinguiram 60 mil postos de trabalho no Brasil. Caixas e escriturários foram os mais atingidos.

José Eymard Loguércio, que é advogado, apresentou também um panorama histórico do movimento de formação dos sindicatos e do papel dessas organizações nas lutas dos trabalhadores ao longo da história, passando pelos diferentes governos.

Segundo Eymard, houveram ciclos de ganhos e retrocessos na luta dos trabalhadores. A ‘escolha’ dos trabalhadores e trabalhadoras entre o FGTS e a estabilidade no emprego, foi o exemplo citado. O advogado trouxe informações históricas sobre como a imprensa foi extensamente utilizada como fonte de desinformação sobre o tema a mando de governos autoritários.

A discussão terminou com perguntas e colocações dos presentes. A pluralidade das manifestações foi garantida pela paridade entre mulheres e homens, uma regra para bancárias e bancários. O uso das tecnologias é um dos principais temas do trabalho bancário, o que foi comprovados nas experiências relatas na falas.

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