Criado em 1967 para revitalizar a economia do Espírito Santo, que estava em plena mudança, o Bandes é ainda hoje um grande fomentador da modernização e do desenvolvimento do estado.

Logotipo do Bandes

O Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) é hoje um dos nove Bancos Públicos estaduais que não foram privatizados no Brasil. Criado em 1967 como Companhia de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo (Codes), a instituição surgiu como forma de alavancar a economia depois da política de erradicação dos cafezais que afetou o estado.

Foto: Érico Hiller/ Café Editora

A política de erradicação dos cafezais ocorreu durante a década de 1960 e foi proposta pelo governo federal por meio do Grupo Exclusivo da Recuperação Econômica da Cafeicultura (GERCA) para eliminar cafezais antieconômicos. Isso foi feito para regular o preço da commodity exportada pelo Brasil para o mundo.

Essa política foi desenvolvida e implementada pelo Ministério da Indústria e Comércio, ou seja, foi um esforço econômico que buscava ampliar a diversificação produtiva no estado, que até então tinha sua base na monocultura cafeeira.

O Bandes ampliou sua missão

Atualmente o Bandes segue com a mesma missão: fomentar o desenvolvimento sustentável do Espírito Santo, porém com muito mais potência. Ele é agente credenciado repassador de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), oferece crédito com seus próprios recursos e é gestor de vários fundos com diferentes destinações.

Trabalha, confia e conta com a ajuda do Bandes
Bandeira do estado do Espírito Santo

Setores prioritários

Os setores prioritários no desenvolvimento sustentável do estado e da instituição são:

  • O micro e o pequeno empreendimento (pessoa física ou jurídica)
  • O interior do Estado do Espírito Santo
  • O agronegócio, especialmente a cafeicultura, a pecuária e a fruticultura
  • A inclusão social e econômica, por meio do trabalho
  • Os arranjos produtivos locais e o adensamento das cadeias produtivas
  • As exportações
  • A inovação tecnológica
  • Economia Criativa
  • Economia Verde
  • Turismo

Todos os segmentos produtivos do estado hoje tem um ‘dedo’ do Bandes ou no seu nascimento ou na sua atuação de hoje.

O sobe e desce do dólar – ou melhor, o câmbio – é um dos preços básicos mais importantes da economia.

Nota de um dólar.

Pode-se afirmar que o preço do dólar sobe e desce na economia de acordo com a quantidade da moeda em circulação no país. Porém, existem muitas variáveis que influenciam diretamente esse resultado, e compreendê-las é saber o que está em jogo.

Câmbio no Brasil

O câmbio – ou mais precisamente, as taxas de câmbio – é o valor de uma moeda em relação à outra. Isso garante que exista uma medida de comparação entre elas. Por exemplo, um real vale 4 pesos argentinos* se pensarmos na moeda, e vale 0,25% de 1 dólar se pensarmos na moeda americana.

O Banco Central de cada país determina o regime cambial vigente. No Brasil, desde 1999 existe o câmbio flutuante, o que significa que as variações no preço do dólar acontecem principalmente pela lei da oferta e da procura. Porém, o Banco Central do Brasil costuma vender ou comprar dólares para evitar quedas e subidas muito bruscas, que são danosas à economia.

O dólar sobe…


Vários são os fatores que diminuem o número de dólares em circulação na nossa economia:

  • A incerteza em relação à política econômica adotada pelo governo diminui os investimentos estrangeiros;
  • Quando o Brasil vende um valor mais baixo do que importa, ficamos com uma quantidade menor de dólares no país;
  • O baixo crescimento econômico, ou até mesmo apenas sua projeção, faz com que a produção diminua, assim como o comércio internacional;
  • Os gastos de brasileiros em turismo no exterior fazem com que haja menos dólares em circulação no Brasil, aumentando seu preço;
  • E, finalmente, o crescimento das taxas de juros em países desenvolvidos, sobretudo nos EUA;

…e dólar desce!

  • Taxas de juros atrativas, altas, para especuladores no Brasil;
  • Superávit da balança comercial, ou seja, a venda de produtos brasileiros em valor superior do que a compra de produtos estrangeiros;
  • Atração de turistas estrangeiros para o Brasil e o gasto que eles fazem no país;
  • Alto crescimento econômico com campo para novas empresas ou aumento de produção e mercado consumidor;
  • Quando não há crescimento robusto nos países desenvolvidos de economia mais estável, sobretudo nos EUA;

O sobe e desce do dólar e a economia real

O câmbio está intimamente relacionado à inflação, e  o Brasil, como quase qualquer país do mundo, importa muitos itens. Com a alta do dólar há um aumento generalizado de preços, pois mesmo os produtos nacionais muitas vezes têm componentes e peças importadas. Compras internacionais com cartões de crédito e viagens ao estrangeiro tem seu custo drasticamente aumentado.

Para produtores  que mantêm comércio exterior, a alta do dólar pode ser vantajosa, principalmente pela competitividade de produtos com preço baixo. De qualquer forma, o panorama da economia não é dos mais animadores com a alta do dólar.

*Valores hipotéticos


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