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SPTrans não cumpre plano de redução de emissões de poluentes

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A melhoria na emissão de poluentes da frota de ônibus de São Paulo foi tímida entre janeiro e agosto de 2021. É o que aponta o boletim do Monitor do Ônibus de SP, ferramenta de acompanhamento do sistema de ônibus da capital paulista, concebida pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e desenvolvida em parceria com a Scipopulis.

Os transportes são responsáveis pela emissão de 56% dos gases de efeito estufa emitidos na cidade, segundo inventário da prefeitura. Além disso, emitem outro poluente procupante na atmosfera, o material particulado, que tem forte impacto na saúde das pessoas. Para estimar o total de poluentes emitidos, o Monitor do Ônibus de SP utiliza dados de GPS transmitidos por dispositivos instalados em todos os ônibus paulistanos - cerca de 14 mil unidades.

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Os ônibus elétricos seriam uma das soluções aventadas pela SPTrans

Conforme relata o IEMA, por meio do boletim do Monitor do Ônibus, a SPTrans previa a aquisição de 2.620 ônibus elétricos para cumprir metas de redução de emissões atmosféricas presentes em contratos. Contudo, apenas 219 veículos movidos à eletricidade estão rodando na cidade. Entre eles, 201 são trólebus antigos, com média de idade igual a nove anos. Essas nudanças ocorreriam no âmbito dos novos contratos de operação do transporte coletivo por ônibus em São Paulo.

Entretanto, com a chegada da pandemia e o preço de aquisição dos veículos elétricos à bateria, as empresas que integram a SPTrans não cumpriram a meta. Porém, a a prefeitura apresentou um novo programa de metas, com a aquisição de 2.600 ônibus elétricos novos até 2024.

Veículos novos

Apesar não ter atingido a meta de ônibus elétricos, a SPTrans conseguiu melhorar o índice de emissão de poluentes. Isso foi feito com a renovação de parte da frota, com a aquisição de veículos com data de fabricação posterior a 2012. Com isso, a proporção de veículos com data de fabricação anterior a 2012 na cidade é de 12%.

De acordo com o relatório, os veículos fabricados a partir de 2012 são menos poluentes, "apesar de ainda serem movidos a óleo diesel, um combustível fóssil que, por isso, não colabora com a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2), principal gás de efeito estufa".