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SP: Servidores protestam contra "Pacotão de Maldades" de Ricardo Nunes

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Pacotão de Maldades - CEU Butantan - Alexandre Linares - Sindsep

Imagem: Alexandre Linares/Sindsep

Os servidores municipais de São Paulo continuam protestando contra o chamado "Pacotão de Maldades" proposto pelo prefeito da cidade Ricardo Nunes (MDB). Está programada para hoje (13) uma paralisação com manifestação na porta da Câmara Municipal, instância em que os 55 vereadores da cidade decidirão se aprovam ou rejeitam o Projeto de Emenda à Lei Orgânica 07/21.

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O pacote de medidas proposto pelo prefeito Ricardo Nunes é composto pela PLO e também pelos:

  • PL 00650/2021 - modifica as carreiras do Nível Médio e Básico;
  • PL 00651/2021 - dispõe sobre a reorganização de cargos indicados;
  • PL 00652/2021 - dispõe sobre vale-alimentação e auxílio-refeição, Dificil Acesso e regulamentação da Gratificação por local de Trabalho da Educação, abonos;
  • PL 00653/2021 (PLO 07-21) - altera a Previdência com mudanças nas regras de aposentadoria e aliquotas do IPREM.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), esse pacote de medidas atinge todo o serviço público da cidade, beneficiando apenas os cargos por indicação política (comissionados).

"Infelizmente no 23/09, o governo enviou o Projeto de Emenda à Lei Orgânica 07/2021 que propõe uma reforma na previdência dos servidores públicos. O PL tem diversos ataques, mas um dos mais importantes é que ataca diretamente os aposentados, propõe que os servidores inativos, que recebem acima de um salário mínimo, contribuam com a previdência com 14% de seu salário. Atualmente, quem recebe menos de R$6.433,57 é isento da cobrança", afirma Luba Mello, dirigente do Sindsep.

Professoras aposentadas estão indo morar em favelas

Conforme explica a aposentada Ana Rosa Costa, representante do Sindsep e conselheira do Grande Conselho Municipal do Idoso - GCMI pela Zona Sul, a situação dos aposentados pela prefeitura de São Paulo é dramática. "Nós aposentados estamos com dificuldade de manter as casas. Uma boa parte está indo para favelas e residências coletivas, um nome mais bonito para cortiços, e está com dificuldades para comer", conta Ana Rosa.

No mesmo sentido, a representante do Sindsep explica que mesmo entre os servidores que se aposentaram em carreiras universitárias, a situação está crítica. "Estamos mais velhos, gastamos mais com remédios, gastamos mais com combstível, já que é difícil usar ônibus", explica Ana Rosa que reforça as dificuldades atuais frente a carestia nos alimentos, combustíveis e energia.

Isso acontece porque além dos aposentados da prefeitura estarem sem reajuste há 20 anos, eles não tem os benefícios de progressão de carreira dos que estão ativos. Além disso, eles pagam uma alíquota maior do IPREM e outros devidos descontos. "Essa medida apresentada pelo prefeito vai duplicar e até triplicar o valor do desconto. Existe até um cálculo para isso. E isso vai encarecer e piorar ainda mais a situação dos aposentados", afirma Ana Rosa.

Em contrapartida a aposentada relata:"O único benefício que o prefeito nos concedeu é o aumento da margem para fazer empréstimos. Ou seja, beneficiou bancos não a nós", e completa falando que os aposentados estão endividados e recebendo ainda menos.