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‘Sociedade tem que pressionar Congresso para que MP seja devolvida’, diz Fenae

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O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, afirmou que a próxima ação das entidades contrárias à Medida Provisória (MP) 995 é mobilizar a sociedade para que esta pressione o Congresso.

A fala de Takemoto foi parte de um debate virtual sobre métodos para defender os Bancos Públicos, mediada por Kleytton Morais, presidente do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal.

“Os bancários estão em campanha nacional. Em paralelo a isso, surge uma tarefa de defesa dos Bancos Públicos. A sociedade precisa ver com clareza os passos que estão sendo dados pela banca montada no Governo Federal”, introduziu Morais.

Takemoto afirmou que os trabalhadores da Caixa passam por um momento de ataques cuja intensidade é inédita na história da instituição: “Já passamos por várias fases, incluindo momentos de ataques. Sempre fomos vitoriosos. Mas nunca passamos por um momento como esse. Quem sai beneficiado com essa medida? O único que sai ganhando é o mercado financeiro, a população vai ter prejuízos”.

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Após a edição da MP 995, deputados da oposição já protocolaram ofício para que o texto seja devolvido pelo Congresso, um manifesto contrário com mais de 200 entidades foi divulgado e uma Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada no Supremo Tribunal Federal.

“Está havendo uma forte reação da sociedade e das entidades. As próximas medidas serão voltadas para mobilizar a população, para que pressionem os parlamentares para que a MP seja devolvida“, assegurou Takemoto.

Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, lembra que a proposta de privatizar o Banco é parte de um conjunto mais amplo de medidas, mas que a população deve ser conscientizada a respeito do tema, já que o Jair Bolsonaro não divulgou de forma franca seu programa na campanha de 2018.

“Não estamos falando apenas da Caixa, estamos falando do patrimônio do povo brasileiro e das consequências da dilapidação desse patrimônio. Isso tem relação com o modelo de Estado. Quando elegeram o presidente que aí está, elegeram uma série de propostas que destroem o Brasil”, criticou.

Empregado da Caixa e atualmente deputado federal, Zé Carlos (PT-MA) defendeu processos de mobilização “internos” – para a categoria bancária – e “externos” – com a sociedade em geral. O parlamentar reforçou a ideia de Takemoto de que é necessário pressão sobre o Congresso, e lembrou que a “debandada” na equipe de Paulo Guedes pode servir de elemento para acelerar o debate em torno das privatizações por parte do governo.

“A palavra ‘mobilização’ define nossa estratégia nesse momento. A Frente Parlamentar dá sentindo a uma agregação na Câmara, mas é fundamental que esse sentido seja fruto de uma agregação na sociedade. Muitos bancários foram enganados pelo presidente”, resumiu o congressista.