Pular para o conteúdo principal

Síntese de Indicadores Sociais: Pesquisa do IBGE mostra retração do mercado de trabalho em 2020

Imagem
Arquivo de Imagem
mercado de trabalho

A pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou o tamanho do impacto da pandemia no mercado de trabalho brasileiro.

De acordo com o levantamento, a pandemia de coronavírus piorou os resultados do mercado de trabalho, que já eram insuficientes para melhorar as condições de vida da população brasileira. Em 2020 houve uma retração de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) per capita (por pessoa) e de 6,2% do consumo das famílias per capita. Essas quedas foram acompanhadas por altas: a da taxa de desocupação e de subutiização do trabalhador. Em 2020, a taxa de desocupação, que pode ser lida como desemprego, ficou em 13,8%.

Já a taxa de subutilização, que trata dos trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e ganhar um salário maior, ficou em 28,3%. No mesmo ano, pela primeira vez na série histórica, o nível de ocupação atingiu somente 51% da população economicamente ativa. E entre os jovens entre 14 e 29 anos a situação foi ainda pior: apenas 42,8% dos que estavam no mercado de trabalho estavam ocupados em 2020.

LEIA TAMBÉM:
- Queda livre: produção industrial diminui 0,6% em outubro
- Petroleiros realizam ato nacional contra privatização de unidade

As principais atividades econômicas afetadas pela pandemia foram as que mais empregam no País. O setor de serviços, por exemplo, campeão de vagas de trabalho, teve uma grande retração. Os destaques negativos foram alojamento e alimentação, com queda de 21,9%; serviços domésticos (-19,6%); e outros (-13,7%).

2020 foi um ano diferente, mas as desigualdades permaneceram as mesmas

A SIS confrmou que as desigualdades brasileiras no mercado de trabalho foram mantidas durante a pandemia. Mesmo que a população ocupada total tivesse predomínio de trabalhadores pretos e pardos, 46,3 milhões, superando em 17% a população ocupada branca, houve uma diferença na distribuição dessas ocupações. Houve a manutenção de brancos nas atividades de maior remuneração e de pretos e pados nas atividades de menor remuneração e maior informalidade. Assim, em 2020 o rendimento médio da população ocupada branca foi de R$ 3.056; 73,3% maior que o da população preta ou parda, cujo rendimento médio foi de R$ 1.764 no mesmo período.

Na divisão por gênero, as desigualdades também se mantiveram. Em 2020 cerca de 58,3% dos homens estiveram ocupados, contra 41,7% de mulheres. Enquanto rendimento médio dos homens foi de R$2.608, o das mulheres foi de R$ 2.037, uma diferença de 28,1%. Já em relação aos afastamentos ocasionados pela pandemia, o oposto foi auferido: 23,5% das mulheres foi afastada, contra 15% dos homens. Em relação a subocupação, 52,4% das mulheres se econtravam nessa situação em 2020.

Com informações da Agência IBGE e Agência Brasil.