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Setor de serviços segue em alta, mas não o suficiente para atenuar a crise

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queda economia

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) touxe uma alta de 1,1% no volume do setor em julho, após uma elevação em 1,7% observada em junho.

Frente ao resultado, divulgado na semana passada pelo IBGE, Carlos Eduardo Soares Oliveira Jr, Conselheiro do Cofecon, assessor econômico da Confederação Nacional de Serviços e diretor do Sindicato dos Economistas de SP chama atenção para o fato de que "a reabertura econômica seguiu impulsionando recuperação do setor de serviços em julho".

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Com as reaberturas de lojas, hotéis e outros estabelecimentos, Soares Oliveira Jr observa que economia "parece estar voltando" aos níveis de dezembro do ano passado, época em que a pandemia estava mais controlada no País.

Contudo, ainda que a reabertura dos estabelecimentos ajude, o economista pontua: "A recuperação do setor é explicável principalmente pelo desempenho dos segmentos de serviços não presenciais, desde o primeiro grande impacto da pandemia". Nesse grupo, o economista inclui os serviços de tecnologia da informação, atividades financeiras, correios, armazenagem e diversos trabalhos na área de transportes.

O trabalho no setor de serviços

Em um período de pouco nenos de um ano, de julho de 2020 a junho de 2021, o setor de serviços privados, fora do ramo financeiro, criou 281,3 mil postos de trabalho. Grande parte destes informais, mas ainda assim, os Serviços foram os responsáveis pela criação da maior parte dos postos de trabalho neste momento.

Com a vacinação e a retomada gradual das atividades presenciais, em restaurantes, hotéis e viagens aéreas, Soares Oliveira Jr observa que o setor de serviços já acumulou nos doze meses até julho, uma produção 2,9% maior que a do período anterior.