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Servidores do Banco Central: "5% é muito pouco. A greve continua"

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Após a imprensa noticiar que o governo federal pretende conceder reajuste de 5% a todos os servidores em âmbito federal, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) reagiu ao anúncio informal do Planalto.

Originalmente, o Executivo pretendia conceder aumento apenas a algumas categorias, como policiais. A pressão de servidores, entretanto, pesou na construção de uma alternativa geral. Os servidores do Banco Central, por exemplo, estão em greve por tempo indeterminado.

"Reajuste de 5% é pouco. Estamos falando de um balão de ensaio na imprensa que não foi apresentado oficialmente para nós. A greve continua", diz Fábio Faiad, presidente do Sinal, ao Reconta Aí.

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Faiad afirma ainda que a paralisação das atividades dos trabalhadores do Banco Central não diz respeito apenas à questão salarial, ainda que essa seja fundamental.

"Nós temos pleito salarial e pleito não salarial, uma pauta extensa de matérias não salariais que não gera impacto [orçamentário]. Precisa melhorar a proposta. E precisa considerar que tem mais de 20% de inflação apenas no governo Bolsonaro", conclui ele.

A greve no Banco Central tem prejudicado a divulgação de documentos usualmente disponibilizados pela instituição e que são utilizados pelo mercado financeiro para realização de projeções e estimativas.