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Senado: MP da privatização da Eletrobras deve ser votada na quinta (17)

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Em meio à crise hídrica que assola o País, com boatos de possível apagão e racionamento, governo segue pedindo a privatização da Eletrobras.

A Medida Provisória nº1.031/2021, expedida pelo presidente Jair Bolsonaro entra hoje (16) na pauta de votações do Senado Federal. Em jogo, não só a perda de soberania sobre os rios e a eletricidade do País, mas também um aumento por volta de 14% na conta de luz, segundo nota técnica da Aesel. Aumento que se sobrepõe ao aumento já consolidado pela bandeira vermelha patamar II, em vigor nesse mês de junho.

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A privatização da Eletrobras divide os senadores. Segundo a Agência Senado, os parlamentares têm criticado a deliberação da matéria em plena época de escassez de recursos hídricos, "assim como o uso de uma medida provisória como instrumento para a privatização da empresa".

Eletricitários seguem em luta contra a privatização da Eletrobras

"Nossa expectativa é que o Senado tenha consciência que não se trata apenas da privatização da Eletrobras, mas de uma medida que aumenta a conta de luz para residências e indústria, que piora a matriz energética, que distorce a concorrência no setor, e que foi declarada inconstitucional pela própria consultoria legislativa da Casa", diz Tiago Bitencourt Vergara, do Coletivo Nacional dos Eletricitários.

Ao mesmo tempo, o eletricitário espera que a matéria seja rejeitada ou caduque - o texto final deverá ser apreciado até 22 de junho para não perder validade - mas que ainda assim, haja amplo debate sobre o setor energético.

No mesmo sentido, Vergara afirma que a causa contra a privatização da Eletrobras possui vários apoios, inclusive de senadores. "Existem muitos apoios, tanto de oposição, quanto de centro e mesmo na base do governo".

O eletricitário afirma que não está havendo o debate necessário sobre o tema, com amplo conhecimento pela sociedade. "E esse tema é muito sensível às vésperas de um racionamento de energia", aponta.