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"Sem os Bancos Públicos, vamos passar muito mais apuro", afirma Jair Ferreira

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Importância dos Bancos Públicos e o atendimento à população no pagamento do auxílio emergencial foram discutidos em entrevista à Revista Fórum

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, e o ex-presidente, Jair Pedro Ferreira, participaram de uma live no youtube da Revista Fórum, nesta segunda-feira (4).

Durante o bate-papo, Jair questionou a falta de autoridade do Governo Federal em chamar entidades e Bancos Públicos e privados para entrar em ação neste momento de pandemia. “O ministro da Cidade precisa distribuir tarefas. A população precisa pegar esse dinheiro”, destacou o ex-presidente da Fenae ao frisar que o auxílio emergencial tem que chegar logo aos que mais precisam.

Takemoto completou dizendo que o Governo Federal foi muito rápido em liberar R$ 1,2 trilhão em recursos para ajudar financeiramente os bancos privados, mas na hora de pagar o auxílio emergencial, demora. “Eu tenho dúvidas que o governo vá fazer alguma coisa para melhorar essa situação. Ele não tem o mínimo interesse em ajudar”.

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Descentralização do pagamento do auxílio emergencial

Takemoto disse que o governo subestimou a quantidade de pessoas que iria receber o auxílio emergencial. Segundo ele, no início eram estimas entre 30 a 40 milhões de pessoas, mas agora essa quantidade pode chegar a 60 ou 70 milhões.

As enormes filas nas agências da Caixa em todo o Brasil colocam em risco tanto a saúde do empregado do Banco Público, quanto a dos brasileiros que estão atrás de informações. Por isso, o presidente da Fenae defendeu que não é possível somente a Caixa fazer o pagamento desse auxílio emergencial.

“Nós começamos a defender a descentralização do pagamento porque nós entendemos que só a Caixa não daria conta de fazer todo esse pagamento e que era preciso que os bancos privados e os Bancos Públicos também assumissem essa responsabilidade”, explicou Takemoto.

O presidente da Fenae disse ainda que as filas não são culpa do Banco Público, mas sim das informações desencontradas repassadas pelo governo. “Isso tem enfraquecido a imagem da Caixa”, acrescentou Takemoto, dizendo que continua a política de destruição do Banco Público.

Empregados Caixa

Sobre os empregados da Caixa, Takemoto contou que 70% deles estão trabalhando home office. Além disso, frisou que a categoria bancária como um todo conseguiu grandes avanços na proteção dos empregados e também da população.

De acordo com Jair, nos últimos anos só foram tirado direitos da população e dos trabalhadores. “Cada medida provisória que esse governo edita é para proteger quem já tem capital, quem já tem dinheiro. Bancário não trabalha sábado e domingo há muito tempo e, de repente, você pode ser obrigado a trabalhar sábado e domingo novamente”, diz Jair ao falar sobre a MP 905/2019 que altera a jornada de trabalho dos bancários.

Takemoto parabenizou os empregados da Caixa, que estão cumprindo a missão do Banco Público que é atender a população mais carente. “Mas é preciso dar condições para os empregados. A Fenae vai continuar defendendo os interesses dos empregados e vai continuar na luta pela Caixa 100% pública e forte”, ressaltou.

Assista a entrevista completa abaixo: