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Segue processo de privatização da Caixa Seguridade

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Caixa protocola na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a oferta pública inicial de ações da Caixa Seguridade. A oferta está estimada em R$ 15 bilhões.

Seguridade Imagem: Divulgação

Foi dado mais um passo para a privatização da Caixa Seguridade. Na última sexta-feira (21), o Banco protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a oferta pública inicial de ações (IPO) da área de seguros. A oferta está estimada em R$ 15 bilhões.

De acordo com a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa (CA), Rita Serrano, a privatização de partes da empresa faz com que ela perca autonomia de decisão. “O único interesse do acionista é o lucro, e esse não pode ser o único foco de um Banco Público”, explica.

Rita acredita que a perspectiva é de redução de ganhos, pois quando a empresa privatiza parte da operação, a rentabilidade pode cair. “E o pior, a arrecadação com a venda não será reinvestida na empresa, boa parte será repassada ao Tesouro Nacional na forma de pagamento dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD)”, critica.

Vale lembrar que essa é a segunda tentativa de realizar a venda da Caixa Seguridade. A primeira foi em 2015, mas acabou não dando certo porque a taxa alta de desconto impediu.

BB Seguridade

A representante dos trabalhadores no CA da Caixa recorda os resultados da privatização da BB Seguridade. “Em 2017, o então presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, reconheceu como um erro a abertura de capital da BB Seguridade em 2013”, lembra Rita.

De acordo com ela, Caffarelli alertou que a venda da BB Seguridade trouxe um bom dinheiro, mas reduziu a fatia das receitas. “Ele disse que os bancos devem evitar vender suas atividades principais, ou limitar as vendas a fatias mínimas, que não estanquem a geração de resultados futuros”, ressaltou.

Com informações da Fenae.