Pular para o conteúdo principal

Salário mínimo compra cada vez menos comida no governo Bolsonaro

Imagem
Arquivo de Imagem
Quantidade-de-Cestas-Básicas-compradas-com-um-SM

"Bolsocaro", apelido dado por movimentos sociais ao presidente Bolsonaro em campanhas contra a inflação e a carestia, não foi à toa. Conforme mostra um gráfico elaborado pelo doutor em Economia Emílio Chernavsky, o governo Bolsonaro interrompeu uma trajetória ascendente de valorização do salário mínimo em relação à cesta básica.

Com dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socieconômicos (Dieese) e do Ipeadata, o economista relacionou duas variáveis fundamentais para analisar a vida do trabalhador brasileiro: o salário mínimo e a cesta básica.

Leia também:
- Engenheiro assume o Ministério da Educação do Brasil
- Fim do estado de emergência? Veja o que especialistas dizem

Chernavsky atribuiu o fim da política de aumento real do salário mínimo - inaugurada pelo ex-presidente Lula em 2004 e abandonada por Bolsonaro - ao cenário atual. A aceleração da inflação e o fim dos estoques reguladores também são citados pelo economista: "Com a política de valorização que vigorou até 2019, o salário mínimo aumentou continuamente seu poder de compra. Nos últimos anos, com a aceleração da inflação e o fim dessa política, bem como o de outras como a dos estoques reguladores, que reduziam o impacto de choques externos sobre os preços de itens da cesta básica, o salário tem comprado cada vez menos".

Além do gráfico, o resultado dessa combinação de fatores pode ser visto na realidade do País. No domingo, dezenas de pessoas saquearam um hipermercado no bairro de Inhaúma, zona Norte da capital carioca. Mas não só: desde 2021, brasileiros se chocaram com situações como a fila do osso, famílias cozinhando com lenha pela imposssibilidade de comprar um botijão de gás e o aumento no número de pedintes nas ruas, dentre outras mazelas atualmente cotidianas.