Pular para o conteúdo principal

Rubem Novaes garante que Banco do Brasil não será privatizado

Imagem
Arquivo de Imagem
Imagem do site Recontaai.com.br

Porém, o presidente do Banco Público não falou sobre a privatização das áreas estratégicas, o adoecimento mental dos funcionários e a diminuição de juros ao consumidor.

Rubem Novaes garante que BB não será privatizado.

Aconteceu nesta terça-feira (10), na Câmara dos Deputados, uma audiência pública sobre o Banco do Brasil. Realizada na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP), o tema foi a privatização do banco.

Estiveram presentes o presidente do banco, Rubem Novaes, a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Mariel Lopes e o presidente da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), Reinaldo Fujimoto.

Entre expressões em inglês e elogios sobre o bom resultado do Banco do Brasil, Rubem Novaes disse que sim, é a favor da privatização do BB. Porém, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro é contra; logo, a privatização não ocorrerá.

“Eu sou a favor da privatização? Sou. Vai haver privatização? Não, porque o presidente não quer”, afirmou.

Reinaldo Fujimoto, da ANABB, utilizou sua fala para mostrar a importância da instituição para o Brasil. Falou sobre a história do Banco do Brasil, a presença das agências em todo o território nacional e a importância para o agronegócio. Além disso, apresentou os resultados da pesquisa sobre o que o Congresso Nacional pensa do BB.

O confronto com os dados

Mariel Lopes, do DIEESE, questionou o presidente da instituição sobre qual o objetivo da privatização do Banco do Brasil do ponto de vista econômico. Segundo a economista, os Bancos Públicos são indutores de diversas mudanças desejáveis para o País. Entre elas, Mariel ressaltou a diversidade, a paridade de gênero e a inclusão de pessoas com deficiência nos quadros do BB.

Além da diversidade, a economista também falou sobre a importância do Banco do Brasil para a gestão de políticas públicas, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Fundo da Educação Básica (Fundeb).

Mariel afirmou ainda que, além do Banco do Brasil, os bancos públicos “são um antídoto contra a concentração bancária”. Segundo ela, eles aumentam a concorrência e, assim, diminuem o spread bancário (diferença entre a taxa de juros contratada nos empréstimos e financiamentos e a taxa paga aos depositantes pelos bancos).

Segundo a economista, o Banco do Brasil possui o terceiro maior ativo entre os bancos nacionais. Em 2019, seu lucro e rentabilidade cresceram. A receita de serviços – pagamento de tarifas feito pelos clientes que é utilizada pelos bancos para fazer o pagamento das folha de pagamento, os custos de pessoal – teve o melhor resultado do setor, quase 200%.

Além disso, Mariel explicou que a expansão de produção agrícola no Brasil é feita, principalmente, pelo Banco do Brasil, sobretudo por meio do PRONAF.

Questionamentos a Rubem Novaes

Segundo o deputado Pompeo de Mattos (PDT/RS), deixar alguém de mercado cuidando do BB “é como colocar a raposa para cuidar do galinheiro”. Seguido pela deputada Erika Kokay (PT/DF), ressaltou que “se é para dizer que o Banco do Brasil não será privatizado, que não se privatizem suas subsidiárias, nem se façam fusões com empresas privadas”.

O Sindicato dos Bancários do Distrito Federal esteve na audiência. Rafael Zanon, diretor da instituição, reclamou da falta de representação sindical na mesa. Além disso, afirmou que nos duzentos anos de funcionamento, o Banco do Brasil “conciliou muito bem” seu papel de Banco Público com capital aberto. “Inclusive gerou muito lucro para os seus acionistas, principalmente o maior deles, o Tesouro Nacional e o povo brasileiro”, destacou.

Wagner Nascimento, diretor da Contraf, arrematou: “defendemos o Banco do Brasil como patrimônio nacional”.