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Rita Serrano: "Temos que ter Banco Público de Estado, não Banco Público de governo"

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A representante eleita dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal e coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, defendeu nesta quinta-feira (5) que a participação dos trabalhadores e trabalhadoras nas instâncias decisórias de Bancos Públicos seja ampliada como forma de evitar a instrumentalização das instituições por governos.

“Nós temos que ter Banco Público de Estado. Não dá para ser Banco Público de governo. Para isso, temos de ampliar o número de representação dos trabalhadores nos conselhos de administração das empresas públicas. Não dá para ter uma vaga só, sendo minoria e não podendo participar de temas que envolve os trabalhadores. Temos que aumentar o controle social e a fiscalização, independente de governo”, afirmou ela, durante oficina da Contraf-CUT no Fórum Social Mundial.

A ideia da oficina da Contraf era debater o papel dos Bancos Públicos na sociedade e na economia brasileiras - e, consequentemente, a necessidade de defender seu caráter público.

“Lutar contra as privatizações dos Bancos Públicos, é lutar por um Brasil melhor, com desenvolvimento econômico e inclusão social”, sustentou Eliana Brasil, coordenadora do Grupo de Trabalho em Defesa dos Bancos Públicos da Contraf. "Eu costumo dizer que enquanto tiver Banco Público, vai ter ameaça de privatização. Portanto, nossa luta para fortalecer os bancos públicos é importantíssima", emendou Rafael Zanon, secretário de Formação da Contraf-CUT.

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Fernando Amorim Teixeira, técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), explicou como os Bancos Públicos, em sua visão, são essenciais para um projeto de desenvolvimento do país: “São instituições necessárias para a operacionalização das políticas públicas e o financiamento de projetos de desenvolvimento. O crédito ofertado pelos Bancos Públicos, por exemplo, muito contribui para reduzir desigualdades regionais". 

Representante dos trabalhadores do BNDES, uma das principais instituições públicas com histórico de financiamento de projetos de longo prazo, Arthur Koblitz - presidente da Associação dos Funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (AFBNDES) e membro titular do Conselho de Administração do BNDES - criticou o esvaziamento da instituição promovida pelos governos que sucederam o de Dilma Rousseff (PT). Além disso, afirmou que os projetos políticos baseados em uma concepção de diminuição do Estado estão associados ao autoritarismo.

“Os momentos de maior prosperidade desta doutrina econômica foram em ditadura, como no Chile. Isso não é a teoria da conspiração, é uma estratégia muito bem definida por ele. O movimento sindical tem de estar alerta, continuar pressionando e lutando contra essa movimentação perigosa”, sintetizou.

Com informações da Contraf-CUT