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Reunião ministerial expõe 7 pecados capitais do governo

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Imagem do site Recontaai.com.br

A tão comentada reunião ministerial foi ao ar em vídeo na sexta-feira (22); na pauta, os 7 pecados capitais do governo e dos seus integrantes.

Os 7 pecados capitais representados por Bosch estão presentes no governo BolsonaroHieronymus BoschOs sete pecados capitais

Na sexta-feira passada (22) foi divulgado, a pedido do ex-ministro Sérgio Moro, o vídeo da reunião ministerial ocorrida em 22 de abril. O ex-ministro fez o pedido pois, segundo ele, haveria naquela reunião provas de que Bolsonaro buscou interferir no trabalho da Polícia Federal do Rio de Janeiro.

Porém, além das falas do presidente sobre a questão da PF, o que se viu foi uma reunião de ministros tentando arruinar o País. E o pior, utilizando a pandemia e a morte de milhares de brasileiros como pano de fundo para isso.

Os 7 ministros e seus 7 pecados capitais

A organização dos pecados capitais aconteceu por volta do século VI, quando o Papa Gregório Magno compilou os pecados mortais, aqueles que são responsáveis pela perda da alma dos condenados.

Moro – Vaidade

O ex-juiz e ex-ministro do governo Bolsonaro sempre foi afeito à mídia e ao vazamento de informações sigilosas dos inquéritos que acompanhava. Costumava estar envolvido em julgamentos que ocuparam grande espaço na mídia, como o caso Banestado e a Lava Jato.

Durante a reunião, o então ministro não falou muito. Ao contrário, ficou quieto, de braços cruzados e saiu antes do fim. Porém, foi nos desdobramentos da reunião ministerial que a vaidade atingiu seu ápice. Afirmou, em entrevista ao Fantástico no dia 24, que o governo se valeu da imagem dele para ser eleito.

Damares – Avareza

Apesar de falar pouco, as falas da ministra Damares sempre chamam a atenção. Na reunião, afirmou que a regulamentação de cassinos no Brasil seria um “pacto com o diabo”, mas falou mais. Pediu dinheiro à Guedes, ministro da Economia, para a Pasta que comanda – o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Esse pedido não seria de se espantar, já que o MMFDH teve como verba para o ano de 2020 um orçamento de R$ 425 milhões, mostrando o descaso do governo com os Direitos Humanos. Porém, o que espanta é que a ministra Damares gastou apenas 2,6% do orçamento da pasta em meio à pandemia. Ou seja, pra quê mais dinheiro se ele não é revertido em políticas públicas?

Ricardo Salles – Gula

O apetite do ministro do Meio Ambiente pela Amazônia ficou comprovado na reunião. Além de dizer que “Não precisamos de Congresso”, quer passar a “boiada”, ou seja, regulamentar o desmatamento, além de usurpar o papel das casas que representam o povo.

E o pior, o ministro Salles acha que durante a pandemia de Covid-19 – que já gerou mais de 20 mil mortes – é o plano de fundo ideal para passar a “boiada”.

Weintraub – Inveja

“Por mim, botava esses vagabundos na cadeia, começando no STF” foi a fala mais forte de Weintraub, Ministro da Educação, durante a fatídica reunião. Contudo, não se soube o motivo das aspirações antidemocráticas do ministro. Assim, é possível conjecturar o motivo, que pode ser a liberdade que os ministros do judiciário têm no cargo, já que não precisam voltar atrás quando suas decisões são questionadas.

Mourão – Preguiça

Durante a reunião, o Vice-Presidente do Brasil entrou mudo e saiu calado. Ao lado de Bolsonaro, Mourão, que além da Vice-Presidência da República acumulou o cargo de chefia do Conselho da Amazônia, apenas acenou e sorriu.

Ao que parece está apenas esperando a situação do cabeça de chapa, o presidente Bolsonaro, ficar insustentável para assumir a presidência da República. Suas aparições têm sido raras, seu papel no governo, de bastidor.

Bolsonaro – Ira

Em meio aos 31 palavrões ditos na parte do vídeo da reunião liberada pelo STF, Bolsonaro demonstrou seu descontentamento. Além de Moro, que foi o alvo preferencial da sua ira, Bolsonaro também criticou de maneira veemente o Chefe da Policia Rodoviária Federal, que lamentou a morte por Covid-19 de um de seus subordinados; a imprensa, OAB, STF e de quase todo mundo, tirando Magno Malta e Paulo Guedes.

E a luxúria?

Se há algo inexistente durante as crises que o Brasil enfrenta hoje, é o prazer. O isolamento social, recomendado pela Organização Mundial de Saúde, junto ao caos político que ocupa o noticiário geralmente às sextas-feiras, e a situação econômica calamitosa, geram preocupação.

Entre chorar seus mortos e conseguir dinheiro para cobrir contas básicas, o brasileiro médio vê o momento com preocupação. E, ao que parece, esta guardando a luxúria “pra quando o carnaval chegar”, como diria Chico Buraque.