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Réu por improbidade administrativa, Silvinei Vasques é aposentado pela PRF

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PRF

Mesmo sendo réu em ação civil pública por improbidade administrativa, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, é aposentado voluntariamente. A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial desta sexta-feira (23).

A aposentadoria foi concedida na última terça-feira (21), um dia após o presidente Bolsonaro assinar a exoneração de Vasques do cargo de diretor-geral da PRF. Vasques se aposenta com "proventos integrais e paridade correspondentes ao subsídio do cargo efetivo".

Vasques foi alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) e acabou virando réu em ação civil pública por improbidade administrativa. Na ação do MPF, o órgão disse entender que o então diretor-geral utilizou do cargo púbico para fazer campanha eleitoral para Bolsonaro, entre agosto e outubro deste ano.

O Ministério Público atestou que Vasques, desde o começo das eleições, fez postagens em redes sociais com mensagens de cunho eleitoral. Inclusive, Vasques pediu explicitamente voto para Bolsonaro na véspera do segundo turno das eleições.

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Segundo o Ministério Público, a postura do então diretor-geral estava relacionada com a conduta da PRF no dia do segundo turno, quando vários ônibus, sobretudo no Nordeste, foram parados por agentes em operações policiais questionadas pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes.

A conduta de Silvinei também é alvo de investigação diante dos bloqueios ilegais de rodovias, promovidos por apoiadores de Bolsonaro depois que ele perdeu a eleição. O MPF aponta que há indício de omissão da PRF por motivos políticos.

Diante de todos esses fatos, a pedido do MPF, a Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar Vasques.