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Retomada econômica alardeada pelo governo não é verificada na realidade

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retomada da atividade econômica

O Governo Federal divulgou recentemente que o Brasil tem avançado na retomada econômica com investimentos do setor privado. Contudo, além da população do País, que tem sofrido a cada dia com a falta de empregos e a carestia, especialistas acreditam que essa retomada não está no horizonte. Pelo menos não no horizonte próximo.

Ao analisar os últimos resultados dos principais setores econômicos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o doutor em economia Emílio Chernavsky fez um gráfico que mostra claramente a situação. A partir dele, é possível observar que a produção industrial, as vendas no varejo e os serviços - setor que mais emprega no País - seguem despencando, mesmo com o fim das restrições de contato social possibilitado pelo aumento da vacinação.

"Apesar das reformas previdenciária e trabalhista, da lei da "liberdade econômica", da venda em retalhos da Petrobras, do avanço dos marcos regulatórios; apesar de que os efeitos mais graves da pandemia já ficaram para trás e se passaram quase três anos de governo, a atividade econômica continua estagnada, quando não declinante", afirma Chernavsky.

No mesmo sentido, o economista aponta que os últimos indicadores econômicos disponíveis sugerem o recuo da atividade. E que isso não surpreende: "Principalmente quando lembramos que a renda dos trabalhadores vem caindo nos últimos meses", lembra o economista.

"Dada a ausência de ações robustas do governo para reverter a tendência, as perspectivas para 2022 são sombrias", avalia Chernavsky.